domingo, 2 de fevereiro de 2014

Judiaria de Óbidos!


Óbidos  
Um pequeno passeio pelo passado!



Cidade amuralhada foi tomada aos Mouros em 1148 e recebeu a primeira carta foral em 1195, sob o reinado de D. Sancho I.

A Judiaria de Óbidos, na zona ocupada por mercadores, artistas e cientistas, achava-se no centro da vila, muito perto da Rua Direita e da Igreja de Santa Maria.



Rua Direita e Igreja de Santa Maria


Anteriormente ao desenvolvimento da malha urbana da Vila para Sul, dando origem à abertura da Rua Direita, esta artéria de circulação, designada por Rua Nova, era a mais importante, permitindo a comunicação entre a Estrada Real, o arrabalde, a almedina e judiaria, e a Porta de São Tiago.




Após a tomada de Óbidos aos mouros rapidamente a almedina começa a perder a sua população eminentemente islâmica, talvez porque parte dela se converteu ou porque foram banidos da vila. Esta rua passa, então, a ser o centro de vida dos judeus, persistindo neste espaço até ao século XVI (altura em que foram expulsos de toda a península). A Rua Nova deve este nome ao facto de, no século XVI, ter sido redesenhada em função de diversos abalos sísmicos que deverão ter destruído bastantes casas, tanto mais por serem as mais antigas e frágeis. Contudo ela assenta quase certamente sobre uma rua de traçado semelhante, que seria uma das mais movimentadas e prósperas durante todo o período final da Idade Média. Aqui se concentravam os negócios das principais famílias judias, com as lojas e oficinas.

Tendo em conta a localização da judiaria e de acordo com a tradição, uma das casas da Rua Nova, hoje em completa ruína, foi o templo de oração hebraica, datando, possivelmente do séc. XIV ou XV.



Possível Sinagoga de Óbidos


Desde que passou a ser propriedade dos reis de Portugal, Óbidos sempre desfrutou de uma especial protecção por parte da corte real, chegando mesmo a contar com uma escola de arte e ciências. Os efeitos deste ambiente cultural são evidentes no património artístico existente, mormente no palácio manuelino construído dentro dos muros do castelo.



Fontes:


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