terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Hoje vamos dar um passeio até à cidade de Guimarães





GUIMARÃES


Cidade portuguesa da região do Minho e com uma população de 52.200 habitantes. 


É uma cidade histórica, com um papel crucial na formação de Portugal, e que conta já com mais de um milénio desde a sua fundação, altura em que era designada como Vimaranes. Podendo este topónimo ter tido origem em Vímara Peres, nos meados do século IX, quando fez deste local o seu principal centro governativo do condado Portucalense que tinha conquistado para o Reino da Galiza e onde veio a falecer.

Guimarães é muitas vezes designada como "Cidade Berço", devido ao facto aí ter sido estabelecido o centro administrativo do Condado Portucalense por D. Henrique de Borgonha, pelo seu filho D. Afonso Henriques poder ter nascido nesta cidade e fundamentalmente pela importância histórica que a Batalha de São Mamede, travada na periferia da cidade em 24 de Junho de 1128, teve para a formação da nacionalidade portuguesa. 



Contudo, as necessidades da Reconquista e de protecção de territórios a sul levou esse mesmo centro para Coimbra em 1129.


Possivelmente na altura de 1096 recebeu o primeiro foral português pelo Conde D. Henrique de Borgonha, escolhida ainda como capital do Condado Portucalense.



Localização da Judiaria de Guimarães


A comunidade hebraica de Guimarães habitou na Judiaria, numa rua central da cidade, logo após a expulsão dos judeus foi baptizada como Rua do Espírito Santo, e actualmente é a R. Dr. António da Mota Prego.



Rua da Judiaria de Guimarães


A Judiaria de Guimarães foi fundada em 1370, quando os Judeus foram confinados a um "gueto" com sinagoga e forno privativo. Aqui, como noutras localidades pela mesma época, o bairro judeu possui características rectilíneas e organizadoras de todo o espaço envolvente.



Rua da Judiaria de Guimarães


Acompanhando um processo de rejeição e de "branqueamento" da memória judaica logo a seguir do édito de expulsão de 1496, o nome da Rua da Judiaria de Guimarães viria a sacralizar-se, neste caso, baptizado de Espírito Santo.

Como exemplos da permanência de Judeus convertidos ao cristianismo após a sua expulsão que tiveram de mudar de apelido, existe o caso de "Riqua e ora se chama clara goncaluez" ou o registo, em 1508, dum Mestre António, cristão-novo como mordomo da Confraria do Serviço de Santa Maria, que poderá ser o mesmo cristão-novo, físico e cirurgião, natural e morador de Guimarães que escreveu um curioso manuscrito datado de 1512, denominado por:




Ecfetivamente, se assim for, não seria de estranhar que o mordomo da confraria sendo físico e cirurgião pudesse prestar alguns cuidados de saúde no hospital da confraria.

Talvez como reflexo da exclusão forçada dos moradores da rua da Judiaria, a inquirição da propriedade e dos encargos pelo contador foi feita com referência ao passado, usando expressões como “pelas casas que trazia”, ou “vivia”, ou “morou”, sempre associadas a nomes judeus, muito provavelmente já ausentes.

No interior da igreja de S. Miguel do Castelo, situada junto ao Castelo de Guimarães (freguesia de Oliveira do Castelo) está gravado um hexagrama (Estrela de David).



Este templo românico serviu de capela real e igreja paroquial. Segundo a tradição, neste local foi batizado D. Afonso Henriques.



Igreja de S. Miguel do Castelo


Fontes:
GoogleEarth

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