sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O Anjo do Resgate - Raoul Wallenberg




Raoul Wallenberg

    Raoul Wallenberg nasceu de uma família muito rica da Suécia. Em 1931 foi estudar arquitetura nos Estados Unidos. Em 1935 e 1936 foi funcionário do Banco da Holanda em Haifa, Israel, e quando voltou à Suécia trabalhou numa companhia de exportação, cujo proprietário era um judeu que imigrara da Hungria, e de qual se tornou co-proprietário e também diretor internacional.
    Como diplomata, e sob a proteção da embaixada da neutra Suécia na Hungria, foi enviado a Budapeste na Segunda Guerra Mundial com a nobre missão de resgatar judeus húngaros do Holocausto.




"Eu não posso mais permanecer na Suécia. Cada dia pessoas estão sendo mortas. Eu me prepararei para viajar rapidamente",
Disse ele aos seus amigos, acrescentando:
 "Tentarei salvar o maior número de vidas que me for possível".
E assim voou de Estocolmo para Berlim, onde tomou um trem para Budapeste.






   Em Budapeste, emitiu passaportes suecos aos judeus, passaportes esses que identificavam seus portadores como "suecos aguardando repatriação". Montou um esquema de proteção aos judeus com cerca de 350 colaboradores. Ainda que odiado pelas autoridades, as mesmas não ousaram fazer-lhe mal, mesmo que Adolf Eichmann o tivesse chamado de "Wallenberg, o cão judeu".

É impossível determinar exatamente quantos judeus foram salvos por sua acção, mas Yad Vashem dá-lhe o crédito de ter salvado 15.000 vidas.






Raoul Wallenberg Memorial, Wallenberg St., Tel-Aviv, Israel.


    Em janeiro de 1945 foi preso pela polícia russa precursora da KGB e em 1957, devido a pressões diplomáticas, os soviéticos anunciaram que Wallenberg morrera de um ataque cardíaco numa prisão em Moscovo, o que nunca foi comprovado.



A Mala de Bronze de Wallenberg, com as suas iniciais  RW. 


Este monumento está virado para a frente da porta da sua casa de verão. A fundação da casa ainda existe e fica em Kappsta, Lidingö , onde Wallenberg nasceu.

    Em 2001, foi criado um memorial em Estocolmo em honra a Wallenberg. Foi inaugurado pelo rei Carl Gustaf XVI numa cerimónia na qual estiveram presentes o então-Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, e sua esposa, Nane Maria Lagergren, sobrinha de Wallenberg.


Memorial de Raoul Wallenberg, Estocolmo, Suécia.

    Há diversos locais que o homenageiam em Budapeste, entre eles o Raoul Wallenberg Memorial Park, perto da preservada Embaixada da Suécia em 1945.



Raoul Wallenberg Memorial Park.

    Em Nova Iorque, em frente ao edifício das Nações Unidas, há um monumento dedicado a ele consistindo de uma réplica de sua pasta, de sua caneta esferográfica e cinco pilares de granito preto, além de pedras de pavimentação trazidas das ruas do gueto judeu em Budapeste. Um filme está sendo produzido pelo cinema sueco em sua homenagem.


Nova Iorque, em frente ao edifício das Nações Unidas.


Raoul Wallenberg foi fiel ao Provérbio 24:11:
 Livra os que estão sendo levados para a morte, e salva os que cambaleiam indo para serem mortos”.

Enquanto os nazis emitiam "passaportes para a morte", Wallenberg emitia "passaportes para a vida", provando assim, o seu grande amor pelo povo judeu, demostrado pela sua imensa coragem e com a veracidade das palavras bíblicas:

O perfeito amor lança fora o medo”. (1 João 4:18).

Outros memoriais de Raoul Wallenberg:

Em Budapeste



Memorial na Praça de Great Cumberland , Londres.




Também em Budapeste.





Placa informativa para a rua com o nome de Raoul Wallenberg, em Jerusalém.


A sua sepultura está no Parque Raoul Wallenberg, por detrá da Grande sinagoga de Budapeste.

Os nomes inscritos na lápide são de outros membros de Budapeste, dos Justos entre as nações, os não-judeus que ajudaram a salvar judeus dos nazis durante a Segunda Guerra Mundial. As pedras são parte de um costume judaico de deixar uma pedra sobre o túmulo de uma pessoa como um sinal de respeito.


Fontes:

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