terça-feira, 27 de novembro de 2012

O dia de hoje na História Judaica



Artefato antigo encontrado na Babilónia Judaica - relevo de pedra do sábio talmúdico, Rav Ashi. Rabino Ashi - (352-427 aC) foi um célebre estudioso judeu religioso, um babilônico, que restabeleceu a academia de Sura e foi primeiro editor do Talmude Babilônico. Isto é parte de uma representação de ensino Rav Ashi na Academia Sura.
 
Esta foto é de: stephaniecomfort
 
Nas primeiras décadas do 5º século, Rav Ashi (falecido em 427) e Ravina I (falecido em 421) lideraram o grupo dos Amoraim (Sábios talmúdicos) na extenuante tarefa de compilar o Talmud Babilônico – coletar e editar as discussões, debates e leis das centenas de eruditos e sábios, ocorridas nos mais de 200 anos desde a compilação da Mishná por Rabi Yehuda HaNassi em 189. O último destes editores e compiladores foi Ravina II, que faleceu a 13 de Kislêv de 4235 (475 EC). Após Ravina II, não foram feitas mais adições ao Talmud, com exceção da edição mínima empreendida por Rabanan Savura’i (476-560). Esta data, portanto, assinala o ponto no qual o Talmud foi “encerrado” e tornou-se a base para toda a exegese posterior da Lei da Torá.
 

Rav Ashi ( hebraico : רב אשי ) ("Rabi Ashi") (352-427) foi um babilônico amoraic talmid Chacham, que restabeleceu a Academia de Sura e foi primeiro editor do Talmude Babilônico. De acordo com uma tradição preservada nas academias, Rav Ashi nasceu no mesmo ano em que Rava, o grande mestre de Mahuza, e foi o primeiro professor de grande importância nas academias talmúdicas na Babilônia após a morte de Raba. Simai, pai Ashi, era um homem rico e culto, um estudante do colégio de Naresh perto Sura, que foi dirigido por Rav Papa, discípulo de Raba.
 
Uma representação de Rav Ashi a ensinar na Academia Sura.
 
(…) A duração do seu mandato como chefe da Academia Sura de , teve a duração de 52 anos, mas com a tradição, provavelmente por causa dos números redondos, foi exagerada para 60 anos. Segundo a mesma tradição, nestes 60 anos dizem ter sido tão simetricamente repartida que para cada tratado eram necessários seis meses para o estudo de sua Mishná e a redação das exposições tradicionais dos mesmos (Gemara), agregando, assim, 30 anos para os 60 tratados. O mesmo processo foi repetido depois por mais 30 anos, e só depois é que o trabalho foi considerado completo(…).
 
 
O túmulo do rabino Ashi, em Har Shinaan nas montanhas Galil, em Israel.
 
De acordo com a tradicão judaica, o túmulo de Rav Ashi está situado numa colina com vista para Kibutz Manara, Israel. Os muçulmanos afirmam que é o túmulo de um xiita muçulmano, Sheikh Abbad, considerado um dos fundadores do movimento xiita no Líbano, que viveu à cerca de 500 anos atrás. Quando Israel se retirou do sul do Líbano em Maio de 2000, o principal obstáculo pelo qual as nações Unidas ali se mantinham como forças de paz ao longo da fronteira foi a disputa deste local. Esta situação foi uma das últimas a ser resolvida entre o Estado de Israel e do Líbano. Uma opção era erguer uma barricada ao redor do túmulo para evitar que muçulmanos e judeus visitassem o local. Após a Linha Azul traçada pela Organização das Nações Unidas, a cerca de fronteira corta pelo meio do túmulo disputado por ambos.
 
Hoje, dia 13 de Kislev do ano 5773 da era judaica, é o yahrtzeit (dia do falecimento) do Rav Ashi.
Que Descanse em Paz!
 
Fontes:



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