segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A Casa de Bragança e os judeus!





Paço dos Duques de Bragança ou Paço dos Condes de Barcelos


Os Duques de Bragança viviam rodeados de judeus (mercadores, serviçais, etc.) Uma das suas principais fontes de rendimento eram as rendas da judiaria de Lisboa. O facto menos conhecido é que a própria Casa de Bragança, a casa Real de Portugal, tem na sua origem uma portuguesa judia.
O mestre de Avis, futuro rei D. João I, teve um filho bastardo de uma judia - Dona Inês Pires Esteves, filha única de Mendo da Guarda ou Pêro Esteves, o "Barbadão".

A alcunha de "Barbadão" terá derivado do desgosto que Pêro Esteves sentiu por assistir na cidade da Guarda a este romance impossível da sua filha judia com um cristão (Mestre de Avis). Terá então jurado não cortar as suas barbas. Como muitos outros judeus, "converteu-se" ao cristianismo, mantendo-se todavia fiel às suas crenças.


Inês Esteves entrou para o Convento de Santos, cujo governo lhe será confiado. Foi neste convento em Lisboa, que Colombo conheceu e se casou com Filipa Moniz Perestrelo.

Pêro Esteves está sepultado na Igreja de Nossa Senhora do Mileu, em Veiros (Avis, Alentejo), povoação onde nasceram duas crianças deste amor impossível:
- Dona Brites, que se casou com um nobre inglês, conde de Arundel.




- D. Afonso (1377 ou 1380) que foi o 8º conde de Barcelos e 1º duque de Bragança. O iniciador da poderosa Casa de Bragança, após se casar com Dona Beatriz Pereira, filha de D. Nuno Alvares Pereira.

Dadas estas ligações aos judeus, não admira que D. João I tenha sido um dos seus protetores, impedindo inclusive que fossem convertidos à força.
A Casa de Bragança mostrou-se ao longo do século XV, sempre muito próxima dos judeus, mas uma inábil política de casamentos com castelhanas acabou por incutir no país o vírus da intolerância religiosa.







  
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