domingo, 2 de setembro de 2012

Os judeus da Líbia


Sinagoga Dar Bishi
A comunidade judaica da Líbia remete suas origens ao século 3 a.e.c.




Na época da ocupação italiana na Líbia em 1911, havia apenas 21 mil judeus no país, a maior parte em Tripoli.


No final da década de 1930, leis anti-judaicas foram gradualmente reforçadas, e os judeus foram sujeitos a repressões terríveis. Ainda assim, em 1941, os judeus respondiam por um quarto da população de Trípoli e mantinham 44 sinagogas.


Bairro dos judeus em Trípoli


Em 1942, os alemães ocuparam o bairro judeu e tornaram tudo muito difícil para os judeus na Líbia, ainda que as condições não melhorassem após a libertação. Durante a ocupação britânica, o crescimento do nacionalismo árabe e do fervor anti-judaico foram as principais razões por trás de uma série de perseguições, a pior das quais, em Novembro de 1945, resultou no massacre de 140 judeus em Tripoli e regiões próximas, e na destruição de cinco sinagogas (Howard Sachar, A History of Israel).




O estabelecimento do Estado de Israel levou muitos judeus a deixarem o país. Em Junho de 1948, em protesto à descoberta do Estado judeu, manifestantes assassinaram outros 12 judeus e destruíram cerca de 280 lares judeus. Ainda que a emigração fosse ilegal, mais de 3 mil judeus conseguiram fugir para Israel. Quando os ingleses legalizaram a emigração em 1949, e nos anos que precederam a independência do Líbano em 1951, demonstrações hostis e manifestações contra os judeus causaram a partida de cerca de 30 mil judeus para o norte do país, e após a Líbia ter conquistado a independência e tornar-se membro da Liga Árabe em 1951 (Norman Stillman, The Jews of Arab Lands in Modern Times).

Foto: Família judia da Líbia




Decretos discriminatórios e violações dos direitos humanos
(apenas alguns exemplos)



O Artigo 1 da Lei nº. 62 de Março de 1957, decretava, entre outras coisas, que pessoas ou empresas foram proibidas de entrar direta ou indiretamente em contratos de qualquer natureza com organizações ou pessoas domiciliadas em Israel, com cidadãos israelitas ou seus representantes. A provisão desse artigo também permitiu que o Conselho de Ministros registrasse residentes na Líbia que fossem parentes de pessoas residentes em Israel.
Lei de 31 de Dezembro de 1958 -  foi  emitido um decreto pelo Presidente do Conselho Executivo de Trípoli, que ordenava a dissolução do Conselho da Comunidade Judaica e a designação de um comissário Muçulmano nomeado pelo Governo.
Em 24 de Maio de 1961, uma lei foi promulgada decretava que apenas cidadãos líbios poderiam possuir ou transferir propriedades reais. Uma prova conclusiva da posse de cidadãos líbios era requerida para ser evidenciada por uma licença especial, confiantemente relatada e apenas foi  emitida para  seis Judeus em sua totalidade.




O Decreto Real de 8 de Agosto de 1962 decretou, entre outras coisas, que um líbio perdia sua nacionalidade se tivesse tido qualquer contato com o Sionismo. A perda da nacionalidade Líbia, de acordo com essa provisão, se estendia para qualquer pessoa que tivesse visitado Israel depois da proclamação da independência líbia, e qualquer pessoa julgada por ter agido moral ou materialmente em favor dos interesses israelitas. O efeito retroativo dessa provisão permitiu que as autoridades privassem Judeus da nacionalidade Líbia à vontade. Foto: Estudantes de escola judaica de Trípoli



Com a primeira lei 14, de 7 de Fevereiro de 1970, o Governo líbio estabeleceu que todas as propriedades pertencentes a "Israelitas" que deixaram o território líbio "para se estabelecer definitivamente no exterior" teriam que passar pela Custódia Geral. Apesar do preciso fraseio da lei ("Israelitas que deixaram o território líbio para se estabelecer definitivamente no exterior"), o Governo líbio começou a tomar posse de propriedades pertencentes a "judeus" sem se preocupar com o fato de que esses Judeus não poderiam ser considerados "israelitas" e não tinham "se estabelecido definitivamente no exterior".
O governo decretou a lei de 21 de Julho de 1970, que afirmava que queria "a restituição de certos recursos para o Estado". A "lei relativa à definição de certos recursos para o Estado" afirmou que a Custódia Geral administraria o valor líquido das propriedades de Judeus, bem como suas empresas e ações pertencentes a judeus.


No interior da sinagoga abandonada Dar Bishi 
  

Judeu David Gerbi visitou a Sinagoga aandonada Dar Bishi Trípoli no Sábado É o  primeiro Judeu a voltar à Líbia desde a revolta que derrubou Muamar Kadafi.
O Gerbi 12 anos de idade e suafamília fugiram de Trípoli em 1967 quando a guerra Árabe-Israel alimentou a ira contra os judeus(...).
Fontes:

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