Isaac Kaduri,
um dos rabinos cabalistas mais antigos e de
grande renome no mundo, morreu em 28 de Janeiro num hospital de Jerusalém por
causa de complicações de uma pneumonia.
Nem mesmo a
sua família conseguiu clarificar a sua idade correcta, mas de acordo com várias
fontes, tinha 105. Conhecido em Israel como o cabalista supremo, Kaduri era
considerado o último dos judeus sefarditas. Foi um homem considerado místico e
muitos chegaram mesmo a atribuir-lhe poderes milagrosos. Nascido no Iraque, com
16 anos deixou Bagdad para no que era então a Palestina sob mandato britânico.
Nessa idade, segundo a lenda construída em torno dele, o grande rabino Yosef
Haim, também conhecido como Ben Ish Chai, um dos mais influentes do século XIX,
o abençoou com uma vida longa, ele iria "cumprir o Redentor. "
Segundo
fontes próximas ao falecido, o rabino Kaduri alegou ter-se encontrado com o
Messias a 4 de Janeiro de 2003, são ainda desconhecidos os detalhes do suposto
encontro. Frequentou diversas escolas talmúdicas e cabalista onde estudou com os
lendários rabinos Yehuda Petaya ou Efraim Cohen, diretor do prestigiado Yeshiva
Porat Yossef, e onde foram formados muitos dos rabinos mais famosos.
Após
completar seus estudos logo se tornou uma instituição no campo. Ele nunca
publicou nenhum trabalho, mas era conhecido pela sabedoria no misticismo judeu
e sua memorização dos textos sobre essa corrente de pensamento judaico. Essa
reputação o levou a ter, por um período de sua vida, uma fila de fiéis às
portas à espera de receber uma bênção ou um encanto. "Milhares e milhares
de pessoas beneficiaram das suas bênçãos, pessoas com problemas como o câncer,
coração, casais sem filhos", explicou Haaretz seu assistente, Moshe Nimmi.
Escolas mais
racionais do judaísmo questionaram suas supostas qualidades curativas, mas em
todo caso, poucos duvidavam de seu vasto conhecimento da lei judaica.
Ele morreu
por volta das 10:00 28 de janeiro de 2006 (29 Tevet 5766). Ele estava atento e lúcido até o último dia.
Túmulo do HaMekubalim Rosh Yitzhak Kaduri
Estima-se que 300.000 pessoas participaram de seu funeral em 29 de Janeiro, que teve início a partir do Yitzchak Nachalat Yeshivá e fizeram todo o seu percurso através das ruas de Jerusalém para o cemitério Givat Shaul, perto da entrada da cidade de Jerusalém.
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