sexta-feira, 4 de julho de 2014

Cartas de Lisboa | Balak


Balak


Na sua real missão para maldizer Israel, a viagem do profeta Bilam, bem como o modo como esta culmina com palavras de louvor, ocupa muito da parsha desta semana, Balak. 




A Torá, que é sabido ser tão parcimoniosa mesmo com cada letra, dedica amplo espaço à discussão em grande detalhe da viagem de Bilam, especificamente lugares e ocasiões.





"De manhã Bilam levantou-se … O anjo do Senhor colocou-se no caminho das vinhas … O anjo do Senhor continuou em frente e parou num lugar estreito …” 
(Bamidbar 22:21-26)




Porque é que a Torá nos dá conta de todos estes detalhes aparentemente insignificantes?
O Rabi Abraão Sabá vê nesta descrição uma analogia para a “própria vida”.

Do mesmo modo que a viagem de Bilam pode ser decomposta em três partes – a manhã, a vinha, e o lugar estreito, também nós temos os períodos correspondentes; o da juventude, o da idade adulta e dos anos mais avançados.

Bilam gasta o tempo na sua viagem constantemente fugindo e escondendo-se de D-us.




Apenas no final da sua viagem é que os seus olhos se abrem, e só então ele percebe as coisas de uma perspectiva Divina.




O desafio para nós, é aprendermos com este exemplo, para que não esperemos que os nossos olhos se abram apenas nas horas finais, mas ao invés, fazer o possível para aproveitar ao máximo toda a experiência.



Shabat Shalom!
Cortesia do Rabino


Eli Rosenfeld
chabadportugal.com




1ª: Balaam and the Angel (illustration from the 1890 Holman Bible)
2ª: Balaam and the Ass (watercolor circa 1896–1902 by James Tissot)
3ª: Balaam and the Angel (1836 painting by Gustav Jaeger)
4ª: Cortesia de Harvard Art Museum Museus
5ª: Balaam Blessing the Israelites (illustration from the 1728 Figures de la Bible)

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