terça-feira, 2 de abril de 2013

Mario Capecchi... Quem foi? E quem é?






Mario Capecchi é genetista molecular e ganhou o Prémio Nobel de Medicina em 2007, junto com os seus colegas, Oliver Smithies e Martin Evans. Foram premiados por seus trabalhos pioneiros no campo da manipulação genética de animais, com a intenção de “imitar” modelos de enfermidades humanas como o câncer ou a fribose quistica.





Mario Capecchi diz:

"Tenho 71 anos, e quanto mais estudo menos sei e mais me divirto".


E continua:


Eu nasci em Verona, e a minha é uma longa história. Tudo começa durante a Grande Guerra. A minha primeira recordação é de quando vivíamos nos Alpes tiroleses e a Gestapo veio buscar a minha mãe, eu tinha apenas três anos e meio.



Minha mãe, Lucy Ramberg, se enamorou de um aviador italiano, meu pai, Mario Capecchi. Mas acabou por ter que me criar sozinha.




A minha mãe era poetisa, uma intelectual antinazi e pressentiu que iam encontra-la e acabar com ela. Por isso vendeu tudo o que tinha e deu o dinheiro a uns granjeiros do Tirol para que cuidassem de mim, caso algum dia acontecesse algo de mal com ela.


Assim foi, a minha mãe acabou num campo de concentração.

Os granjeiros cuidaram de mim por uns meses, mas um dia o dinheiro…desapareceu. Não sei…algo se passou e …bem eu acabei na rua…


Meu D’us! Se muito eu teria quatro anos! Sim, quatro anos e meio, e depois estive até aos nove anos sobrevivendo nas ruas com um grupo de crianças.






Éramos um grupo de pirralhos e roubávamos em bando para poder comer, por toda a Itália de pós-guerra.


Eu recordo-me que tinha sempre fome. Acabei por ser internado num hospital no sul de Verona, onde lutei contra a febre tifóide provocada pela má nutrição. E ali estive eu, nu, deitado numa cama por um ano.


Em 1945, sua mãe foi finalmente libertada de Dechau e depois de 18 meses de busca, finalmente encontrou o seu filho. 


Lucy foi libertada no dia em que Mario fez nove anos.

Demorou quase dois anos para me encontrar, no meio daquele bando de delinquentes; tínhamos saído do Tirol e acabamos na Calábria. Pouco tempo depois, a minha mãe decidiu que iríamos para a América, porque ela tinha lá um irmão.

Fomos para a Filadélfia. Só aprendi a ler aos treze anos, porém já sabia tudo sobre a vida: 

“O dar um jeito para sobreviver, acabou por me ensinar bastante.”


E comecei a estudar e continuei a progredir.


“A ciência da rua!”

Penso sempre que o que aprendi com aqueles ladrõezinhos me serviu depois na minha tarefa de investigador: Uma certa intuição do futuro.


Na rua aprendi a confiar em mim. Eu estava sozinho. Creio que o meu trabalho de hoje como cientista, está vinculado a essa etapa. A minha mente era o meu entretenimento. Em todo este tempo, eu desenvolvia planos que depois tinha que cumprir…Hoje, ensino os meus alunos a serem pacientes. Digo-lhes que em vez de passarem tanto tempo a pensar em algo, que é melhor caminharem e fazê-lo. Não têm que dar tantas voltas. Têm que começar por algo, mas para isso eles têm que ter um plano e uma ideia de até onde eles querem ir... 

E por fim: Querer muito.


Agora há uma estranha forma de pensar que a gratificação tem que ser imediata, mas, a gratificação é algo que leva muito tempo, esforço, dedicação e paciência e por isso é extremamente gratificante, quando chega.


Já conhecia esta história que hoje a minha amiga Maria me enviou, mas mal acabei de a reler lembrei-me de a partilhar. Se calhar nem todos conhecem! J

É verdade que nem todos iremos alcançar um grande sucesso e muito menos ser Prémio Nobel, mas podemos todos continuar a lutar por aquilo que acreditamos ser possível para cada um de nós. 

Podemos até nem conseguir ultrapassar os fantasmas do passado, mas podemos e devemos tentar, em vez de perdermos tempo nos lamentos e na arte de fazer mal ao próximo.

Peço-vos que partilhem esta mensagem com alguém que conheçam e que utiliza as dificuldades e a infelicidade do seu passado para se desculpar de todos os seus erros presentes. ZD




Fonte:
J. Claret Cintra


Enviado por:
 Maria Augusta Pereira



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