sexta-feira, 16 de março de 2012

O Rossio de Lisboa...


...e o Palácio da Inquisição

Em 1449, o regente D. Pedro mandou construir o Paço dos Estaus, expressão que significa pensão de forasteiros. Foi um triunfo popular, já que os Estaus "libertaram os moradores do vexatório foro de hospedar em suas casas os fidalgos que lhes gastavam as camas, bebiam o vinho e, quando isso lhes vinha à cabeça, lhes dormiam com as filhas". Os Estaus ficavam no local onde se ergue, desde o século XIX, o teatro D. Maria II.





A partir de 1571, o Palácio dos Estaus no Rossio abrigou o Tribunal do Santo Ofício, a Santa Inquisição da Igreja Católica. Próximo dali, o Largo de São Domingos foi palco de sinistros autos de fé.




Depois do terramoto de 1755, o Marquês de Pombal entregou o projeto do novo Palácio da Inquisição ao arquiteto Carlos Mardel





Em 1836, o palácio sofreu um incêndio e em 1846, no seu lugar foi construído o Teatro Nacional D. Maria II.




José Hermano Saraiva conta que uma das primeiras vítimas da Inquisição portuguesa foi o escritor Gil Vicente, "cujas altas risadas incomodavam os ouvidos devotos de alguns conselheiros d'el Rei". Foi condenado a dois anos de reclusão num convento e a nunca mais poder rir. Hoje, explica Saraiva, "quem olhar a fachada do Teatro D. Maria II verá no alto do frontão triangular a estátua de uma figura que ri. É ele. É Gil Vicente. Na história como na vida, sempre ri melhor quem ri por último."




Com os agradecimentos já habituais à minha amiga Sónia Craveiro que me enviou mais este belo artigo.


Fontes:
Dicionário Enciclopédico da História de Portugal. Vol. I

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