quarta-feira, 14 de março de 2012

Neta do filósofo Moisés Mendelssohn.



FANNY MENDELSSOHN HENSEL


Wilhelm Hensel, Fanny Mendelssohn Hensel, 1829

     Fanny Mendelssohn (1805-1847) foi uma pianista e compositora alemã, irmã do compositor Félix Mendelssohn e neta do filósofo Moisés Mendelssohn. Descendente de família judaica, seu avô e seu pai eram pessoas que, pelos seus dotes de inteligência, souberam triunfar na vida. Abraão Mendelssohn, pai de Fanny (a mais velha de quatro irmãos), abandonou o judaísmo e orientou a educação dos filhos segundo a religião protestante. Todavia, Fanny conservou os valores culturais do judaísmo liberal.
     Em 1829, Fanny Mendelssohn casou com o pintor Wilhelm Hensel, com quem teve um filho, que por sua vez foi pai do filósofo Paul Hensel e do matemático Kurt Hensel.
     A educação de Fanny e dos irmãos foi em grande parte da responsabilidade da mãe, Leah Salomon, uma senhora de grande cultura geral e musical, que proporcionou aos seus filhos um ambiente de vida modelar e feliz quer sob o ponto de vista material quer educativo, incutindo-lhes sempre a noção de dever.

Fanny com Félix

Fanny e seu irmão Félix mostraram desde muito cedo acentuada vocação musical, tendo como professor de composição Carl Friedrich Zelter, cuja admiração por Bach se transmitiu aos seus discípulos.
     Fanny compôs mais de 400 obras, das quais apenas 10 foram publicadas em vida. Pelo facto de ser mulher, a sua carreira musical quer como intérprete quer como compositora desenvolveu-se numa esfera familiar. Atualmente, no entanto, Fanny Mendelssohn Hensel é considerada um dos grandes nomes da música do Romantismo.



Warum sind denn die Rosen so blass

(Oh, why are now the roses so pale)



Música de Fanny Hensel, com poema de Heinrich Heine



Soprano: Barbara Tisler

Piano: Mechthild Winter



Oh, why are now the roses so pale


Oh say, my love, say why
Why now in the grass of the greening val
Dumb the blue violets lie?

Why fills the sky with such doleful soun
Yon lark aloft in air
Why breathes the thyme from each sunny moun
A corpselike odor there?

Why shines the sun on the meads today
So coldly, in sullen gloom
And why is now the earth so grey
And dismal as a tomb?

And why am I now so sick and so drear
My dearest love, reply
Oh say, my dearest of all most dear
Why didst thou leave me, why?


by Heinrich Heine (1797-1856), from Buch der Lieder, in Lirisches Intermezzo, no.23

Este trabalho foi-me oferecido pela minha querida amiga Sónia Craveiro, a quem deixo desde já o meu agradecimento e um grande beijinho pelo carinho.


Fontes:
 
PERRY VIDAL, Hilda, HISTÓRIA DA MÚSICA, Scarpa Lda, 1966

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