sexta-feira, 6 de junho de 2014

Cartas de Lisboa | Parashat



Behaalotecha




Na porção da Torá desta semana pode-se ler sobre os "chatzotzrot," as duas trombetas de prata que foram feitas por Moisés de acordo com as instruções de D-us. (Bamidbar Capítulo 10)




Ainda que estas trombetas servissem vários objectivos práticos – sendo uma delas a de juntar a nação ou de se prepararem para viagens – elas também tinham uma outra função.





"Se forem para a guerra … contra um adversário que vos oprime, deverão soar uma teruá com os trompetes e ser lembrados junto de D-us …” 
(verso 9)





O Rabi Abraão Saba, escreveu o seu comentário no Tzror Hamor, e tem uma perspectiva única sobre o adversário a que a Torá se refere.





Enquanto a maior parte dos inimigos são temporários e circunstanciais, o desafio mencionado na Torá é caracterizado pela sua constância. A “ietzer hará”, a inclinação dentro de nós para a negatividade, é um adversário que está sempre à espreita.




“Soar as trombetas” é o nosso chamamento à acção recordando-nos da nossa crença em D-us e ao nosso esforço em nos redireccionarmos.


Com esta explicação, o Rabi Sabá, liga esta ideia ao Rosh Hashaná, o ano novo Judaico. Num dos versos que descrevem a Rosh Hashaná, a Torá escreve, “é a lembrança da teruá”. (Vayikra 23:24)


O que é que exactamente nos é suposto recordar?





Diz o Rabi Sabá, durante Rosh Hashaná, um dia de oração e de introspecção, é perfeitamente apropriado para lembrar a teruá que é tocada como um grito de Guerra contra a ietzer hará, a inclinação ao mal.

Ao tal fazer, reafirmamos a nossa dedicação a D-us em face de todos os obstáculos que se nos apresentam.



Shabat Shalom!
Cortesia do Rabbi


Eli Rosenfeld
chabadportugal.com



Imagens:

Pintura de Marc Chagall; 2ª Cornetas de Prata;Primeiro Zohar impresso em 1558;Pintura de Isidor Kaufmann;Ilustração da Biblia de Holman, 1890


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