sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Cartas de Lisboa | Nitzavim‏




Nitzavim


Na porção desta semana da Torá, pode ler-se um verso bem descritivo de grande beleza:


"Este mandamento que eu hoje te ordeno, não está escondido de ti, nem está muito longe." (Devarim 30:11)




O que significa que a Mitzvá não está nem escondida nem longe? A que Mitzvá nos estamos a referir?


Na sua análise da nossa Parsha, Dom Abarbanel esclarece este enigmático versículo. A interpretação convencional considera este versículo como referindo-se à Torá na sua totalidade. De acordo com Dom Abarbanel, no entanto, esta é uma descrição clara de uma Mitzvá muito específica, a Mitzvá de Teshuvá, o mandamento de voltar a D-us.


É especificamente sobre essa ideia, a possibilidade de reparar os nossos erros e reparar nosso relacionamento com D-us, que o versículo se debruça.


Aprender qualquer nova disciplina ou ideia, requer um processo de duas etapas, a aquisição do conhecimento e depois a sua implementação. Ambas as etapas podem estar repletas de desafios e de dificuldades. Teshuva por outro lado, é extremamente simples, tanto no conceito como na execução.


É por isso que, diz Dom Abarbanel, a Torá descreve a sua simplicidade, de duas maneiras diferentes. Não é "longe", o conceito e ideia é simples, não é preciso procurar muito o para descobrir, nem está "escondido" não é difícil de implementar.





Teshuvá é tão simples como reconhecer que estamos no caminho errado, inverter a marcha e e dar a volta para a direcção correta. Nestes dias que antecedem Rosh Hashaná e Iom Kipur, vamos todos tentar o nosso melhor para regressar aos nossos valores e princípios judaicos, à Torá e às Mitzvot.


Shabat Shalom!
Cortesia do Rabino
Eli Rosenfeld


chabadportugal.com



Fonte das Imagens:

http://www.frankfurlong.com/paintings/

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