sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A caminho da Sinagoga!




Shabat Shalom!

Pintura de Chava Roth


O dia de hoje na história judaica | 24 Elul 5774




Falecimento do Chafets Chaim
(1933)




Dia 24 de Elul é o yahrtzeit do reverenciado erudito de Torá, e líder judaico, Rabi Israel Meir Kagan (1838-1933) de Radin (Polónia), autor de Chafets Chaim (uma obra sobre os males de lashon hará – maledicência – e calúnia, e as diretrizes para o discurso adequado) e Mishná Berurá (uma codificação da Lei da Torá).

Fotografia do Chofetz Chaim - Rabbi Yisrael Meir Kagan (1838-1933)






Fontes:

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Momento de Descontração!




A canja de galinha!!!


Em Portugal, durante a inquisição, quando muitos judeus foram obrigados a converter-se ao catolicismo para salvar as suas vidas, numa certa sexta-feira santa, o bispo resolveu bater à porta de Jacó para verificar se ele estaria a cumprir ou não a proibição de comer carne naquela noite.



Ao surpreender toda a família tomando sopa de galinha, o bispo perguntou:






- “Jacó, você não sabe que comer galinha hoje é pecado?”

Ao que o ‘cristão-novo’ respondeu:
- “Mas senhor, isto é peixe!”.




“Como ousa enganar-me? Isto tem asas, penas, bico... é galinha”.

Mas Jacó insistiu: 
- “É peixe.”

- “Como você pode afirmar que é peixe?”, perguntou o bispo.

Jacó respondeu:

- “Lembra-se de quando o senhor nos borrifou com água benta e declarou que de agora em diante somos cristãos? Fiz o mesmo com a galinha, borrifei-a com água benta e disse: daqui para frente você é um peixe!”



Anedota enviada por 
Sónia Craveiro
Retirada da Chabad

O Dia de hoje na história judaica | 23 de Elul 5774





A pomba volta com a folha 
de oliveira (2105 AEC)



No 301º dia do Grande Dilúvio, Nôach enviou uma pomba da Arca pela segunda vez e esta permaneceu fora o dia todo; "a pomba voltou ao anoitecer, e trazia na boca uma folha de oliveira;  Nôach soube que as águas tinham baixado na terra" (Bereshit 8:11).


Fonte:
http://www.pt.chabad.org/calendar/view/day.asp?tdate=9/18/2014&id=907523

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Curiosidades Judaicas | Portugal e Espanha



Monção

A muralha que circunda a cidade velha.


Monção é uma vila raiana portuguesa no Distrito de Viana do Castelo, região Norte e sub-região do Minho-Lima e conta com 2.500 habitantes.

 Teve carta foral de D. Afonso III datada de 1261 e foi praça-forte da fronteira minhota. O rei Dom Dinis empreendeu em 1306 a construção de um castelo e de uma muralha que o circunda abrangendo o bairro medieval que se conserva por volta da igreja Matriz. Só no século XVII se constrói a fortaleza no lugar da muralha abrangendo a cidade velha. 



Castelo de Monção.


Na zona medieval existem casas que apresentam gravadas cruzes de converso ou concavidades, como por exemplo, na rua dos Nerys, na rua da Glória ou na rua Sá de Baranda.


Foto da Esquerda: Casa com marca de mezuzá e peanha com santo em Monção. 
Foto da direita: Casa manuelina de Monção com marcas de converso.
Fotografias de E. Fonseca Moretón.



Porta do século XV-XVI em Monção com marcas na ombreira direita.
Fotografia de E. Fonseca Moretón.



De Monção, Portugal  a Salvaterra do Minho, Espanha.












Ponte que faz a ligação entre as duas vilas. 
Esta foto foi tirada de Salvaterra do Minho para Monção.

Salvaterra do Minho


Vista de Salvaterra do Minho. Fotografia de José Manuel Pinto


Esta vila é uma vila raiana galega, localizada a dois quilómetros do município português de Monção, com cerca de 1.900 habitantes. A fundação da vila foi promovida em 1218 por Afonso VIII, para salvar a população dos excessos do senhorio feudal.




A vila fez parte de Portugal até 1643 e nela habitavam na altura judeus do édito de expulsão dos Judeus de Portugal (1496) a teor da ordem dada polo rei de Portugal, Dom Manuel aos seus oficiais para que fizessem uma relação dos concelhos com população judaica. Nessa altura a Judiaria de Salvaterra do Minho estava obrigada ao pagamento de 1.500 reais pela taxa judaica (judenga) e direitos reais.






Fontes:

http://anuariobrigantino.betanzos.net/Ab2004PDF/2004%20431-466%20EMILIO%20FONSECA.pdf
Por Caeiro


domingo, 14 de setembro de 2014

Curiosidades Judaicas | Sul de Portugal




LAGOS


Cidade portuguesa do Algarve com uma população de aproximadamente 22.000 habitantes. É o principal porto da região algarvia.



Porto do Lagos



Durante o período em que o Algarve foi um reino separado, fundado em 1253 pelo rei Afonso III, e até o século XV a população judaica estava organizada numa comunidade oficial (comuna), com poderes para regular e de representação. A judiaria pagava uma taxa anual à Coroa que abrangia toda a população judaica. Nesta altura Lagos foi o principal centro judaico da metade ocidental algarvia.



Posteriormente, a partir de Henrique o Navegador (1394-1460), Lagos tornou-se num dos principais locais de partida das armadas portuguesas rumo à costa africana. Atraiu então tantos mercadores, geógrafos e navegadores judeus que, não cabendo no bairro original, pediram autorização ao infante D. Henrique para se instalarem nas zonas cristãs, tendo esse privilégio sido concedido e reconfirmado mais tarde no reinado de D. Afonso V (1438-1481).




Porém, o conflito entre as duas comunidades determinaria a demarcação de uma “Judiaria Nova” em 1481, já no reinado de D. João II.

Após a expulsão dos Judeus de Portugal, Lagos tornou-se num centro de conversos. No entanto, o terramoto de 1755 destruiu parte da cidade, tendo, consequentemente, feito desaparecer os vestígios desta presença.



Fontes:
Por Caeiro

sábado, 13 de setembro de 2014

Memory Suitcases by Yuval Yairi


Shavua Tov!


















O dia de hoje na história Judaica | 17* Elul 5774




Nôach Envia a Pomba
(2105 AEC)



Pintura de Marc Chagall


Após a tentativa frustrada de despachar um corvo da Arca, Nôach enviou uma pomba pela janela da Arca para verificar se o Dilúvio que cobria a terra tinha diminuído.



“Porém a pomba não encontrou um local seco para colocar a sola das suas patas”, e voltou à Arca; Nôach esperou mais sete dias antes de fazer nova tentativa.



·        *No momento da edição deste artigo  já será  dia 18 de Elul.



Fonte:

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Cartas de Lisboa | Ki-Tavo


Parsha Ki-Tavo


"Um coração para reconhecer, olhos para ver, e ouvidos para ouvir." (Devarim 29: 3)




Em 1492, o Rabino Isaque Abohav chegou ao Porto, com muitos judeus que tinham sido expulsos de Espanha.

Num sermão poderoso sobre o versículo acima, o Rabino Abohav oferece uma visão fascinante sobre a perspectiva judaica do corpo e sua finalidade.



Num ser humano saudável, ver e ouvir são naturais e constantes. Raramente se dá atenção especial a estas capacidades. Não é normal perguntar por que vemos ou por que ouvimos. O mesmo pode ser dito sobre o bater do coração.





No entanto, como com a simples navegação, a única maneira de chegar a um destino, é ter um destino para começar. Não é possível fazer coisas e ser bem-sucedido sem termos metas ou direcções.


- Qual é o objectivo do ser humano,  qual é o nosso objectivo?


A resposta, diz o Rabino Abohav, é através de uma melhor compreensão de quem somos.
Na história da criação, o ser humano é criado em dois actos. O corpo formado a partir da terra e uma lufada Divina que nele entra - homem, corpo e alma.





Esta entidade dupla, muitas vezes tem opiniões divergentes e agendas particulares. Enquanto o corpo anseia pela gratificação imediata, a alma vê além do que é aparente.





- Como é possível unir estas forças opostas?


 O Rabino Abohav diz que a resposta é detalhada para nós na mais famosa de todas as bênçãos judaicas, o "Birchat Cohanim."




Esta bênção tríplice fornece o roteiro, um processo em três passos para a parceria entre o corpo e a alma.

A bênção começa com um simples desejo de "ser abençoado".  Esta é tradicionalmente entendida como uma bênção para todas as nossas necessidades materiais. A alma não pode funcionar sem um corpo saudável.







No entanto, é a segunda parte da bênção que lhe fornece o foco. Ao viajar no caminho do sucesso físico, pedimos a D-us para "brilhar", para nos fornecer uma luz e um caminho, para não nos perdemos no mundano.

Só então, poderemos alcançar a última parte da bênção, a bênção de "paz".



A verdadeira paz não é negar os desejos de um, em favor do outro, mas sim em encontrar complementaridades e encontrar a paz na realização de um objectivo comum.


Estes são o coração, olhos e os ouvidos, de que fala o nosso verso. Exemplificando a verdadeira função, de um corpo e alma vibrantes, guiados pela Torá.



Shabat Shalom!
Cortesia do Rabino


Eli Rosenfeld
chabadportugal.com


Imagens retiradas: