segunda-feira, 16 de março de 2015

E está já na hora de condimentar este blog | Harissa




Como fazer Harissa em casa…





Mas… antes de mais, o que é o Harissa?


- É um condimento picante e é utilizado como acompanhamento de pratos tunisianos, desde saladas, pescados, frango e cúscus. Pode ser comprado em lata, frasco ou bisnaga, mas não tem a mesma qualidade que o caseiro e feito na hora. Esta receita foi extraída da “bíblia” (culinária dos judeus tunisianos de Paris).





Ingredientes:

Pimenta vermelha seca (pode ser malagueta) 250 g
Alho – 1 cabeça descascada
Sementes de coentro em pó – 1 colher de sopa
Sementes de alcaravia * - 1 colher de sopa
Sal – 1 colher de sopa
Azeite de oliva virgem para cobrir.



Modo de Preparação:


Abrir a pimenta e tire as sementes e o pedúnculo. Deixar de molho durante meia hora até que estejam moles. Escorrer e picar bem junto com o alho e o resto dos ingredientes, adicionando de 2 a 4 colheres de água para obter uma pasta substanciosa e espessa. Colocar em taças com azeite por cima. 




Bom apetite!



* As sementes de alcaravia são castanhas e compridas, em forma de crescente, e são semelhantes às sementes dos cominhos.


São utilizadas para condimentar bolo, biscoitos, pão, queijo e picles. As sementes de alcaravia também se conjugam muito bem com legumes cozidos. Pode ser encontrada em lojas indianas ou substituir por outras especiarias como cominho, erva-doce e etc.



Fontes:


domingo, 15 de março de 2015

Curiosidades Judaicas | No Conselho de Almeida





Malhada Sorda


Freguesia portuguesa na região da Beira, concelho de Almeida, 
com cerca de 300 habitantes.



O legado da presença judaica na localidade 
de Malhada Sorda é dos mais importantes no concelho de Almeida.


Na Judiaria de Malhada Sorda foram identificadas, espalhadas por toda a aldeia, mais de 38 casas com cruciformes judaicos. Estas marcas cruciformes, normalmente gravadas em cambas de portas e imóveis de traça ou raiz quinhentista, são um testemunho dessa época, relacionado com a presença de uma comunidade judaica e de cristãos novos.


Uma das casas com cruciforme judaico


Relativamente ao património judaico, em Malhada Sorda existe a "Esnoga", pequena sinagoga secreta, que terá existido nesta freguesia. Este edifício em estado de ruínas, conhecido como Casa do Relógio, é uma casa normal de aldeia, com a particularidade de ter uma janela manuelina, um relógio de sol e um armário sagrado para a prática do culto judaico.



Uma das casas com cruciforme judaico Antiga Sinagoga, “Esnoga”,
também conhecida como Casa do Relógio



Armário Sagrado – “Aron Hacodesh”


Em fevereiro de 2014 a Junta de Freguesia, depois de ter adquirido a Esnoga há dois anos atrás, manifestou o seu empenhamento para recuperar e valorizar a antiga Sinagoga, bem como o património judaico na localidade com o objetivo de integrar o roteiro português de turismo judaico.

A obra de recuperação da sinagoga, avaliada em 100 mil euros, será apoiada pela Câmara Municipal de Almeida e pela Rede de Judiarias de Portugal. As obras de recuperação não visam a criação de um Museu Judaico ou de uma Sinagoga, mas um local para as pessoas terem uma ideia de como seria o espaço onde antigamente era praticado o culto judaico.





Fontes:

Por Caeiro


Ler mais sobre a recuperação da Esnoga, no link abaixo:


sábado, 14 de março de 2015

Jewish Art


Shavua Tov!



Alain Kleinmann - “Escadaria da biblioteca”
Técnica mista sobre tela
Tamanho (cm): 100 x 81



Alain Kleinmann  -  “Aprendizagem”
Litografia assinada e numerada a lápis
papersize: 22x30 em (56x76 cm)
imagesize: 17x23 em (44x58 cm)



Alain Kleinmann – “Rabbi”
S/ dados sobre esta obra


Ver mais:


quinta-feira, 12 de março de 2015

Cartas de Lisboa | Vayakhel - Pekudei




Vayakhel – Pekudei



A última Parsha do livro de Shemot, tem o nome de Pekudei. O seu verso de abertura começa com uma enumeração dos materiais utilizados na construção do Mishcan, o Tabernáculo.


"Estes são os números do Tabernáculo, o Tabernáculo do Testemunho, que foram contados por ordem de Moisés." (Shemot 38:21)


A repetição no verso da palavra "Tabernáculo", com esta palavra a aparecer por duas vezes em sucessão imediata, chama a atenção de muitos dos comentaristas da Torá.



O Midrash diz-nos que a palavra "Tabernáculo", tem a mesma estrutura da palavra "Mashcon", a palavra hebraica para um objeto dado como garantia financeira.

Na lei judaica, um "Mashcon" é oferecido como garantia em contratos de empréstimo. Se a obrigação de empréstimo ficar por cumprir, o "Mashcon" pode, posteriormente ser apreendido.

Diz o Midrash, o duplo uso da palavra Tabernáculo aqui é uma alusão a dois objetos figurativos de “Mashcon" - os dois templos "Batei Hamikdash" em Jerusalém.





Eles foram concluídos como as iterações seguintes do Mishcan da nossa Parsha, e ambos foram eventualmente destruídos. Diz o Midrash, que a sua destruição foi devida em parte às obrigações não satisfeitas do povo judeu no seu "acordo" com D-us.

O Rebe, numa análise sobre Rashi (que também cita esta Midrash) questiona a premissa desta associação. O contexto, diz-nos o Rebe, é muito importante quando se tenta tirar uma lição da Torá.


A nossa Parsha descreve os acontecimentos que levaram à inauguração do Tabernáculo! Por que é que a Torá aludiria neste momento a um tempo de destruição?


Explica o Rebe, que o comentário do Midrash e a associação com a palavra "Mashcon" - garantia, nos ensina algo muito poderoso.

O Tabernáculo, e depois o "Beit Hamikdash", foram construídos como testemunho da presença de Deus no nosso mundo. Embora, destruídos fisicamente, o efeito e a inspiração que eles nos ofereceram continua a existir.



É por isso, diz o Rebe, que a analogia com garantia “Mashkon" não se refere à destruição e ao desespero associado, mas sim à ligação com encorajamento e força.


Assim como um objeto dado como garantia não é destruído, mas permanece em existência, pronto para ser devolvido no momento apropriado, assim também, se passa com o Tabernáculo e o Beit Hamikdash. Eles estão constantemente connosco à espera de nos serem devolvidos.


Shabat Shalom!
Cortesia do Rabino


Eli Rosenfeld
chabadportugal.com


Fontes das imagens:


sexta-feira, 6 de março de 2015

Cartas de Lisboa | Ki-Tisa



Ki-Tisa


Milagres desempenham um papel significativo na Torá e cada milagre registado na Torá foi realizado com um propósito e objectivo específico. A nossa tradição diz-nos que D-us não faz milagres desnecessariamente.



Com isto em mente, a parte final da nossa parsha torna-se difícil de entender.


Após Moisés ter descido do Monte Sinai, o verso descreve um incrível fenómeno físico: o rosto de Moisés tinha um brilho sobrenatural "... O seu rosto tornara-se brilhante." (Shemot 34:29)


Qual era o propósito deste fenómeno? Por que razão D-us fez com que isso acontecesse?




Dom Abarvanel, no seu comentário aborda estas questões com uma visão fascinante.


A aparência física de uma pessoa é dependente da nutrição. Mudanças nos hábitos alimentares das pessoas reflectem-se na sua aparência.

O tempo que Moisés passou no Monte Sinai foi um período de grande imersão espiritual. De facto o verso imediatamente anterior a este diz-nos: 


"Por quarenta dias e quarenta noites … não comeu pão e não bebeu água"


Se uma má dieta prejudica o tom da pele, e uma dieta saudável a melhora, o que é que deveríamos esperar que aqui acontecesse?

Diz Dom Abarvanel, é por isso mesmo que D-us decidiu fazer as feições de Moisés brilhar de maneira marcante.




Este é um testemunho do facto de que a única fonte de toda a sustentação e nutrição, é D-us. A existência de Moisés nesse momento foi directamente influenciada pela energia espiritual e pela realidade em que ele estava imerso.






Enquanto este milagre ilustra obviamente o envolvimento e a força de D-us como a fonte de toda a vida, segundo Dom Abarvanel ele tinha também dois objectivos adicionais.

Este aspecto físico notável era o reflexo da estatura espiritual de Moisés que o levou a aumentar a estima e a confiança para com ele de entre o povo Judeu.

Além disso, esta foi uma grande oportunidade para o povo judeu poder ver e apreciar colectivamente o envolvimento de D-us e da Sua energia espiritual no nosso mundo.



Shabat Shalom!
Cortesia do Rabino


Eli Rosenfeld
chabadportugal.com



Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Portal:Judaism/Weekly_Torah_portion/Ki_Tisa#mediaviewer/File:Rembrandt_Harmensz._van_Rijn_079.jpg
Ernest Descals
MOSES-MOISES-BIBLIA-BIBLE-YAHVEH-OVNI-UFO-ANUNNAKI-ART-PAINTER-ERNEST DESCALS
http://en.wikipedia.org/wiki/Portal:Judaism/Weekly_Torah_portion/Ki_Tisa#mediaviewer/File:Rembrandt_Harmensz._van_Rijn_079.jpg

quinta-feira, 5 de março de 2015

Chalá com Rabinos e Familia



Shabat Shalom!









Pinturas de Max Weber

A Vitória de Purim é Celebrada (356 AEC)



Purim

Esther e Mardoqueu escrevendo a primeira carta de Purim Ester 9:20-21-28*



A Festa de Purim celebra a salvação do povo judeu da conspiração de Haman para “destruir, matar e aniquilar todos os judeus, jovens e velhos, mulheres e crianças, num único dia. ”Os eventos de Purim se estenderam por um período de vários anos, culminando nas celebrações da vitória de 14-15 de Adar de 356 AEC.


Ester 9:20
Mardoqueu registrou por escrito todos esses acontecimentos e enviou cartas a todos os judeus de todas as províncias do rei Assuero, Xerxes, tanto às mais próximas como às mais distantes em todo o reino.


Ester 9:21
E ordenou-lhes que todos os anos lembrassem e guardassem o décimo quarto e o décimo quinto dia do mês da Adar, isto é, entre fevereiro e março.


Ester 9:28
Esses dois dias seriam lembrados e guardados em cada família, em todas as gerações, em todas as províncias e cidades. Esses dias de Purim não seriam revogados jamais entre os judeus, e os seus descendentes os haveriam de os lembrar e celebrar para sempre.



Fontes:

Aert de Gelder - Google Cultural Institute.jpg
http://bibliaportugues.com/esther/9-29.htm

segunda-feira, 2 de março de 2015

O dia de hoje na história judaica | 11 Adar 5775





A Reconstrução do 2º Templo




"Jerus-n4i" by Juan R. Cuadra - Own work. 



Após 334 anos, o Segundo Templo Sagrado em Jerusalém estava em ruínas. No ano 11 AEC, o Rei Herodes teve a ideia de reconstruir e reformar o Templo. Embora muitos judeus estivessem desconfiados dos motivos de Herodes, a reforma foi concluída oito anos depois, no ano 19 AEC. A nova estrutura era magnífica, fazendo o Talmud declarar:


“Aquele que não viu o edifício de Herodes não viu um edifício magnífico!”




 "Jerus-n4i" by Juan R. Cuadra - Own work




"O que resta do Arco de Robinson, no lado ocidental do Monte do Templo", 
de Brian Jeffery Beggerly de S'pore Singapore





 O que resta da escada do século I para a entrada do pátio, descoberta pelo arqueólogo Benjamin Mazar. Os peregrinos que iam oferecer sacrifícios no Templo teriam entrado e saído por esta escada.



Fontes:

http://www.pt.chabad.org/calendar/view/day.asp?tdate=3/3/2015
http://en.wikipedia.org/wiki/Robinson%27s_Arch
"Jerus-n4i" by Juan R. Cuadra - Own work. Licensed under Public Domain via Wikimedia Commons - http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Jerus-n4i.jpg#mediaviewer/File:Jerus-n4i.jpg
"RobinsonsArchMay2009" by Wilson44691 - Own work. Licensed under Public Domain via Wikimedia Commons - http://commons.wikimedia.org/wiki/File:RobinsonsArchMay2009.jpg#mediaviewer/File:RobinsonsArchMay2009.jpg

domingo, 1 de março de 2015

O dia de hoje na história judaica | 10 Adar 5775




O Maharal Conhece Rudolph II

(1592)


Estátua do Rabi Judah ben Bezalel Lowe


Rabi Judah ben Bezalel Lowe, conhecido como o Maharal de Praga, ficou famoso tanto entre judeus como entre os não-judeus. Foi um místico respeitado pela sua santidade e erudição de Torá, bem como sua proficiência em matemática, astronomia e outras ciências. Por fim, a fama de sua grandeza chegou aos ouvidos do Imperador Rudolph II.



Pintura de Joseph Heintz


O Imperador convidou o Maharal a visitar seu castelo em 23 de fevereiro de 1592. Ali eles conversaram por uma hora e meia, e desenvolveram um respeito mútuo.



Castelo de Praga - Rosenberg Palace, foi no século XVIII adaptado num Instituto de pobres meninas aristocráticas. Recentemente, este palácio foi reconstruído e hoje pode ser visitado durante exposições e concertos.



Rabi Judah Lowe fez uso das suas excelentes conexões com o Imperador, intervindo com frequência em prol da comunidade quando esta era ameaçada por ataques antissemíticos ou opressão.



Interior do Castelo, que apesar de ser o menos importante nesta informação, 
eu não resisti a colocar as imagens pela sua beleza.




Fonte do texto:

Fontes das imagens:
http://www.itinerariodeviagem.com/praha-268eskaacute-republika.html