quinta-feira, 19 de junho de 2014

Curiosidades Judaicas | Alfândega da Fé




SAMBADE


Freguesia do concelho de Alfândega da Fé, na região de Trás-os-Montes, com 475 habitantes.




Em Sambade viveu uma comunidade judaica. Segundo a investigação que deu origem ao livro,

 "Os Marranos de Trás-os-Montes: Judeus novos na diáspora: O caso de Sambade"





Esta aldeia albergou no século XVII "uma laboriosa comunidade de cristãos-novos que tornavam florescente a indústria de tecidos de linho, lã e seda, comunidade que foi desmantelada pela Inquisição numa verdadeira operação de limpeza étnica". De facto, na aldeia de Sambade ainda há hoje uma zona chamada de Bairro dos Judeus ou de Bairro Novo.



Fugidos de Sambade, os marranos fizeram-se judeus novos e na diáspora ajudaram à construção do mundo moderno. Na França, como professor da universidade de Paris e renomado investigador do Centro de Estudos Espaciais, Jacques Blamont apresenta-se como descendente direto de uma das famílias fugidas de Sambade há quase 400 anos. Foto: Jacques Blamont



Em Vancouver, Canadá, o famoso arquiteto Richard Henriques, no museu que construiu da sua família, reclama a herança dessa gente que de Trás-os-Montes partiu e foi dar vida a chãos da Jamaica e outras terras das Índias Ocidentais.




Fontes:


Por Caeiro


terça-feira, 17 de junho de 2014

Estudo e Lazer em Familia!


Laila Tov!















Pintura de Boris Dubrov


Bring Back Our Boys!






Allow us, Adonai, our God and God of our fathers and mothers to safely and securely return the captives: Gilad Michael ben Bat Galim and Ofir, Yaakov Naftali ben Rachel Dvora and Abraham, and Eyal ben Iris Teshura and Uri, to their homes and their loved ones. Instill in their hearts and in our hearts the confidence that the Eternity of Israel will not lie nor change his mind. Help us understand, God, and remember that it is your way through integrity, faith, peace and the necessary strength needed from us during these difficult times. Protect us and our children and help our security forces bring our boys home and remove all worrying from our hearts and the hearts of their families.


And let us say, Amen.  



May we only hear good news!

sábado, 14 de junho de 2014

Curiosidades Judaicas | Algarve




CASTRO MARIM


Vila portuguesa na região do Algarve, com cerca de 3.200 habitantes.


Castro Marim recebeu foral em 1277. Foi sede da Ordem do Cristo entre 1319-56, o único período em que esta ordem, criada a partir dos Templários, portugueses, não esteve sediada em Tomar. Foram os Templários que fundaram o castelo da vila.





Segundo documentos dos séculos XV e XVI em Castro Marim existiu uma judiaria, localizada por trás do castelo.






Uma vez que em 1507 os Judeus se encontravam submetidos às leis gerais do Reino, foi encerrada a sua sinagoga. Nas alturas de 1509, antes da feitura do Tombo da Comenda, a Judiaria de Castro Marim já teria deixado de existir.




Fontes:

Por Caeiro

Google maps


Flores


Shavua Tov!


Pintura de Albert Benaroya

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Da Terra do Leite e do Mel!



Shabat Shalom!



Gravura de Gustave Doré

Cartas de Lisboa | Parashat...



Shelach


O destino dos espiões enviados para explorar a Terra de Israel é bem conhecido.


Em vez de encorajarem as pessoas e de reforçar a sua fé em D-us, a esmagadora maioria deste tão notável grupo fez exactamente o oposto.




Qual era na realidade a missão dos espiões? E o que é que Moisés não queria que eles tivessem feito? Um exame mais detalhado do pedido inicial de Moisés aos espiões pode esclarecer os sentimentos do próprio Moisés na matéria.

No verso 18 (Bamidbar, Capítulo 13) Moisés declara; "Vocês verão a terra." O tema de “ver” encontra eco mais tarde no Livro de Devarim.




Depois de Moisés ter tomado conhecimento de que não entraria a Terra de Israel, ele mesmo assim pediu a D-us “Deixe-me cruzar e ver a Terra." (3:25)

"Porque o enfoque em “ver” a terra? Como é que se pode beneficiar da terra só por a ver?


O Talmude (Sotah 14) ao examinar a persistência de Moisés em querer entrar na Terra de Israel, pergunta o seguinte. “Porque é que Moisés rezou tao ferventemente para lhe ser permitido entrar Israel? Será que ele apenas queria lá ir para poder comer os seus frutos?”   



De facto, diz o Talmude, “Moisés queria ter a capacidade de cumprir os mandamentos que estavam especificamente ligados à Terra de Israel.”

Na perspectiva de Moisés, a Terra de Israel, era mais um passo na sua relação com D-us, e uma oportunidade para aprofundar esta relação para nela incluir todos os aspectos da sua vida.

Se a vida no deserto nos permitia a oportunidade de cumprir os mandamentos de natureza mais espiritual, viver em Israel, estendia essa possibilidade aos aspectos mais físicos da nossa existência.

Desde a plantação à colheita e tudo o que entre elas ocorre, há inúmeras oportunidades de cumprir os mandamentos de acordo como o desejo Divino.




E esta, diz o Rebe Lubavitcher, era a obsessão de Moisés com o aspecto de “ver”.

Moisés queria transmitir aos seus discípulos, o Povo Judaico no seu conjunto, o elemento de “ver” D-us em todos os aspectos da nossa vida.




O factor que distingue realmente ver algo de apenas ouvir falar de algo é a profunda impressão causada e o sentido de verdade insofismável que é sentida pela pessoa que vê.

Quando meramente ouvimos falar de algo, um tópico ou uma ideia, isso exige atenção e concentração, um esforço continuado para tornar tal conceito uma realidade para nós.

O desejo mais profundo de Moisés era para o Povo Judaico ter a apreciação mais profunda e mais sentida de D-us. Contudo, quando tal não era ainda possível Moisés muda de caminho.

O mantra de todo o livro de Devarim até ao fim da própria vida de Moisés é a mensagem de “Shema Israel", "Escuta Ó Israel."




Ainda que "Shema," o ouvir e contemplar continue a ser a peça central das nossas orações e da nossa relação com D-us, precisamos acima de tudo fazer para que também sejamos capazes de “ver”. Estar imersos totalmente e em sincronia com o que D-us quer de nós.



Shabat Shalom!
Cortesia do Rabino


Eli Rosenfeld

chabadportugal.com






Fontes das imagens:

Ilustração dos 1728 Figuras de la Bíblia

Mordechai Edel

domingo, 8 de junho de 2014

Curiosidades Judaicas | Mértola




MÉRTOLA


Foto de Miguel Vieira (Flickr)


Freguesia portuguesa do concelho homónimo na região do Alentejo, com 2.800 habitantes, situada numa elevação na margem direita do rio Guadiana.

Por Mértola, no seu importante porto fluvial, passaram gregos, romanos, visigodos, norte-africanos e árabes. 






Na vila ergue-se um castelo em posição dominante sobre o trecho do rio que a banha e que é navegável até o seu porto. Foi "reconquistada" pelo rei Sancho II em 1238.



Castelo de Mértola


Próximo da fortificação da vila de Mértola foi encontrado o mais antigo testemunho directo e com datação explícita (ano 482 d.n.e), um epitáfio com candelabro, que acusa a presença de Judeus junto da comunidade paleocristã de Mértola.

O formulário desta inscrição não difere do das outras inscrições de Mértola, e se não fosse a presença do Menorah, o texto não faria suspeitar da presença de um grupo judaico em Mértola.



Esta lápide funerária epigrafada acha-se no Museu de Mértola/Basílica Paleocristã.




Fontes:


Por Caeiro




sábado, 7 de junho de 2014

Boa Caminhada!



Shavua Tov! 


Pintura de Boris Shapiro 

Curiosidades judaicas | Vila do Conde





VILA DO CONDE



Foto de Aires Santos


Cidade portuguesa sede de município situada na região de Entre-Douro-e-Minho com cerca de 28.700 habitantes. Situada na Galícia histórica, o facto de estar localizada na margem norte da foz do rio Ave fez com que se tornasse um importante porto de pesca.




Essa foto de Vila do Conde é cortesia do TripAdvisor


Em Vila do Conde existiu uma judiaria organizada em si própria e isolada do restante tecido urbano.



Mapa de Vila do Conde


Anos mais tarde da expulsão dos Judeus do Reino de Portugal encontra-se, de facto, muito apagada a memória da Judiaria de Vila do Conde, deparando-se com numerosos cristãos-novos disseminados pelas várias ruas da vila, ainda que tendencialmente concentrados nas suas principais artérias, facto revelador do seu poder económico.



Rua da Igreja Vila do Conde – Uma das artérias principais da Vila do Conde. 


Em 1570 a Inquisição realizou uma “visita” a Vila do Conde, juntamente com Viana do Castelo e Porto.



Rio Ave




Na outra beira da foz do rio Ave temos Azurara, freguesia com 2.330 habitantes. Nesta vila portuária, que foi sede de concelho até ao início do século XIX, existiu também uma comunidade judaica.

Pelourinho de Azurara






Aqueduto de Santa Clara – Vila do Conde




Fontes:
(Por Caeiro)


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Cartas de Lisboa | Parashat



Behaalotecha




Na porção da Torá desta semana pode-se ler sobre os "chatzotzrot," as duas trombetas de prata que foram feitas por Moisés de acordo com as instruções de D-us. (Bamidbar Capítulo 10)




Ainda que estas trombetas servissem vários objectivos práticos – sendo uma delas a de juntar a nação ou de se prepararem para viagens – elas também tinham uma outra função.





"Se forem para a guerra … contra um adversário que vos oprime, deverão soar uma teruá com os trompetes e ser lembrados junto de D-us …” 
(verso 9)





O Rabi Abraão Saba, escreveu o seu comentário no Tzror Hamor, e tem uma perspectiva única sobre o adversário a que a Torá se refere.





Enquanto a maior parte dos inimigos são temporários e circunstanciais, o desafio mencionado na Torá é caracterizado pela sua constância. A “ietzer hará”, a inclinação dentro de nós para a negatividade, é um adversário que está sempre à espreita.




“Soar as trombetas” é o nosso chamamento à acção recordando-nos da nossa crença em D-us e ao nosso esforço em nos redireccionarmos.


Com esta explicação, o Rabi Sabá, liga esta ideia ao Rosh Hashaná, o ano novo Judaico. Num dos versos que descrevem a Rosh Hashaná, a Torá escreve, “é a lembrança da teruá”. (Vayikra 23:24)


O que é que exactamente nos é suposto recordar?





Diz o Rabi Sabá, durante Rosh Hashaná, um dia de oração e de introspecção, é perfeitamente apropriado para lembrar a teruá que é tocada como um grito de Guerra contra a ietzer hará, a inclinação ao mal.

Ao tal fazer, reafirmamos a nossa dedicação a D-us em face de todos os obstáculos que se nos apresentam.



Shabat Shalom!
Cortesia do Rabbi


Eli Rosenfeld
chabadportugal.com



Imagens:

Pintura de Marc Chagall; 2ª Cornetas de Prata;Primeiro Zohar impresso em 1558;Pintura de Isidor Kaufmann;Ilustração da Biblia de Holman, 1890


Torah!



Shabat Shalom!



Pintura de Isidor Kaufmann

terça-feira, 3 de junho de 2014