quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O dia de hoje na história judaica – 9 Tevet 5774



O Falecimento de Ezra (313 AEC)


Ezra faleceu a 9 de Tevet do ano 3448 da Criação (313 AEC – exatamente 1000 anos após a Outorga d Torá no Monte Sinai). O falecimento de Ezra assinalou o fim da “Era da Profecia”.

Túmulo de Esdras


Local tradicionalmente descrito como o túmulo de Ezra em
 Al Uzayr perto de Basra.
Ilustração Com povos do mundo por John Clark Ridpath
(Clark E Ridpath, 1912).



Ezra, liderou a volta do povo judeu à Terra de Israel após o exílio babilónico (423-353 AEC), supervisionou a construção do Segundo Templo, canonizou os 24 livros das Sagradas Escrituras e, como líder da “Grande Assembleia”, legislou uma série de leis e práticas (incluindo a prece formalizada), o que causou uma forte impressão sobre o Judaísmo até os dias de hoje. 




Fontes:

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Hoje apresento-vos a artista Lili Fijalkowska.






Lili Fijalkowska nasceu em Kiev. Ela formou-se em belas artes na sua cidade natal, e mais tarde forma-se também na Moscow Art Academy como professora gráfica. Lili recebeu o seu diploma da oficina dos artistas e professores russos famosos, como A. Gonczarov e o Professor W. Lachov. 




A Filosofia de Lili Fijalkowska

O mundo é um local muito complicado. Todo mundo vive o seu papel pelas suas próprias regras e em tempo contínuo. E é isto que tento mostrar através do meu trabalho.


Da direita: “O Anjo” e o da esquerda: “Os Meus Demónios”


As pinturas do circo, por exemplo, refletem o meu pensamento sobre a felicidade ilusória.


Da direita: “Malabarista” e o da esquerda: “Palhaço”


Pinto a Shtetls da pré-guerra porque está muito perto de meu coração. É um mundo perdido para sempre, um mundo que eu criei na minha imaginação, por nunca o ter visto nem vivido.  



Da direita: “Velho Judeu” e o da esquerda: “Shtetls” 


Somos andarilhos nesta terra e passamos pelo tempo sempre com a esperança que o dia de amanha seja melhor.


Da direita: “Oração da manhã” e o da esquerda: “Oração da noite” 



Eu amo a vida, as pessoas e todas as criaturas vivas. Eu agradeço por cada dia que passa e por poder admirar todo o nosso magnífico mundo num único dia.


“Klezmer”



A Bibliografia de Lili Fijalkowska

Desde 1974 que Lili que vive na Polónia, onde ela trabalha e cria muitas formas de artes plásticas. Ela ilustra livros, traça logotipos de designe gráfico, calendários e cartazes. 


Da direita: “Rabbi com o Livro” e o da esquerda: “Vida Judaica” 

A artista já trabalhou para vários editores; "Wydawnictwo Szkolne i Pedagogiczne", "Krajowa Agencja Wydawnicza", "I książka Wiedza", "Interpress," "Kaliope", e "Slowo Zydowskie". Salientamos ainda a sua cooperação de longa data com a "DESA", "Plastyka" e "Wzór". 



Da direita: “Judeu a Passear” e o da esquerda: “Casamento Judaico” 



Lili também faz alguns trabalhos em cerâmica. Trabalhou ainda e por alguns anos com os grupos "Keramos" de Varsóvia e "Nie tylko" grupo de Wroclaw. 


“Anjo”




Em 1985, ganhou o "IV Bennale Ceramiki Polskiej" em Walbrzych e recebeu um prémio pelo seu trabalho "Hebany". Em 1987, recebeu um outro prémio do Presidente do "Plastyka" pelas suas realizações artísticas. Lili é membro da "União dos artistas polacos das Belas Artes". 



Da direita: “Contos de um Rabino” e o da esquerda: “Rabinos a rezar” 

Durante todo este percurso artístico, tem feito muitas exposições nacionais e internacionais. Os seus trabalhos podem ser encontrados em coleções particulares na Polónia, Alemanha, França, Holanda, EUA, Israel e Canadá.



“Rabinos em oração”

Entre 1996-1999 foi coordenadora Visual do programa de gravação de áudio "Sobreviventes do Shoah Visual History Foundation", de Steven Spielberg.

E muito mais haveria para dizer e mostrar sobre esta artista, mas que poderão ver através das fontes deste artigo. Assim, deixo-vos com este vídeo da Lili Fijalkowska. ZD



Fontes:

O dia de hoje na história judaica – 8 Tevet de 5774



A Torá é traduzida para a língua grega
(246 AEC)


Fragmento da Septuaginta, do século I


Numa segunda tentativa de traduzir a Torá para o grego (após uma tentativa mal sucedida 61 anos antes), o imperador greco-egípcio Ptolomeu reuniu 72 sábios de Torá, trancou-os em 72 salas separadas e ordenou-lhes que produzissem uma tradução.

A 8 de Tevet do ano 3515 da Criação (246 AEC), eles produziram 72 respectivas traduções, incluindo mudanças idênticas em 13 locais (onde cada qual achou que uma tradução literal seria uma corrupção do verdadeiro significado da Torá). Essa obra em grego ficou conhecida como Septuaginta, “dos setenta” (embora versões posteriores que levam este nome não sejam consideradas fiéis aos originais).

O grego tornou-se assim, um importante e segundo idioma entre os judeus, como resultado dessa tradução. Durante os tempos talmúdicos, o dia 8 de Tevet era observado por alguns como dia de jejum, expressando o temor do efeito prejudicial da tradução.

Septuaginta é o nome da versão da Bíblia hebraica para o grego koiné, traduzida em etapas entre o terceiro e o primeiro século a.e.c. em Alexandria. De entre outras tantas, esta é a mais antiga tradução da bíblia hebraica para o grego, língua franca do Mediterrâneo oriental pelo tempo de Alexandre, o Grande.

A tradução ficou conhecida como a Versão dos Setenta (ou Septuaginta, palavra latina que significa setenta, ou ainda LXX), pois setenta e dois rabinos  (seis de cada uma das doze tribos) trabalharam nela e, segundo a história, teriam completado a tradução em setenta e dois dias.


Fontes:

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Momento de Humor!



Um rapaz ganhou de presente um lindo corte de caxemira inglesa.



 Resolveu mandar fazer um fato por medida. Procurou um alfaiate e indicaram a alfaiataria do Abraão. Chegando lá, Abraão recebe o cliente, mede o pano e tira as medidas do rapaz. 



Faz umas contas e diz, desanimado:
- O senhor vai-me desculpar, mas não tem tecido suficiente para um fato. O rapaz, desolado, pega no tecido e sai. 


Caminha um pouco e ouve alguém a chamá-lo.


- Senhor! Ó senhor com a caxemira na mão! - Era um homem, na porta da "Alfaiataria do Izak", gesticulando e chamando por ele.

- O senhor está-me a chamar?

- Sim, senhor! Este é um lindo corte de caxemira inglesa. Não quer fazer
um fato?

- Já tentei, mas disseram-me que não é suficiente.

- Ah! Mas Izak faz maravilhas! Entre! Entre!


O rapaz entrou e Izak repetiu a ladainha. Mediu o cliente, mediu o pano e fez umas contas.

- Olhe, eu faço o fato sim senhor. Fica pronto em duas semanas, mas o senhor tem que vir na semana que vem para fazer a prova.

O rapaz não acreditou, mas concordou. Uma semana depois, voltou à alfaiataria do Izak para a prova. Encontrou o fato todo alinhavado e fez a prova. Alguns acertos com alfinetes depois, Izak disse:

- Depois de amanhã está prontinho! Pode vir buscar.


Ao sair de lá, muito contente, o rapaz viu um menino entrando na alfaiataria vestindo uma roupa feita da mesma caxemira inglesa do seu fato. Tomou nota e seguiu para casa.

Três dias depois, voltou e o fato estava pronto, lindo e bem passado. Pagou com satisfação. Izak deu-lhe o fato embrulhado e mais um pedaço bom do tecido.

- Este é um retalho, para o caso de precisar de algum conserto.



Sr. Izak há uma coisa que não entendi. - Disse o rapaz.

- Que foi? Errei na conta?



- Não. É que, quando saí daqui há três dias, vi um garoto com uma roupa feita com este mesmo tecido. Ou não era o mesmo tecido?

- Ah! Aquele era o meu filho. Fiz uma roupinha para ele com um pedacinho do seu tecido. Espero que o senhor não fique zangado.

- De jeito nenhum! Mas só quero saber como é que o senhor fez o meu fato, fez uma roupa para seu filho e ainda sobrou um bom retalho. O Abraão disse que o tecido não dava para um fato...


- AH! BOM! Pois, mas para Abraão não ia dar mesmo, é que ele tem três filhos...


Fonte:
Pinturas de Lili Fijalkowska

Codex Aleppo







Codex Aleppo ou Códice de Alepo no (Hebraico: כֶּתֶראֲרָםצוֹבָא, (sˁovɔʔ ʔăɾɔm de kɛθɛɾ) Keter Aram Tsova é o mais antigo e completo manuscrito da Bíblia Hebraica de acordo com o Tiberiano Massorá, produzido e editado pelo respeitado massoreta *Aaron ben Moses ben Asher.


Página do Codex Aleppo, Deuteronómio.





Datado de 930 d.e.c., cerca um terço dele, inclui quase toda a Torá. Considera-se o manuscrito original de maior autoridade massoreta, que segundo a tradição familiar, estas Escrituras Hebraicas foram preservadas de geração em geração. Assim o Códice de Alepo é visto como fonte original e a maior autoridade para o texto bíblico e os rituais judaicos. Este provou ter sido o texto mais fiel aos princípios dos Massoretas.


 

O Códice de Alepo tem uma longa história de consultas pelas autoridades rabínicas. Os estudos modernos mostraram-no como a mais exata representação dos princípios massoréticos que podem ser encontrados em todo o manuscrito, contendo pouquíssimos erros entre os milhões dos detalhes ortográficos que compõem o texto massorético.

O Papiro Nash (Século II a.C.). Contém uma parcela do texto pré-Massorético, especificamente os Dez Mandamentos e as práticas do Shemá Israel.






As consoantes usadas no Códice foram copiadas pelo escritor Shlomo ben Buya'a na região de Israel, 920. O texto foi, vocalizado com pontos consonantais no estilo massorético por Aaron ben Moses ben Asher. Ben Moses foi o último e o maior de membro proeminente da dinastia do Ben-Asher, que deu forma à versão mais exata da Massorá e, consequentemente, da Bíblia Hebraica.


O Códice de Leningrado, que data aproximadamente ao mesmo tempo em que o Códice de Alepo foi reivindicado como sendo uma obra escrita por Ben-Asher.


O Códice de Alepo foi o manuscrito usado pelo rabino e académico Maimónides (1135-1204) quando estabeleceu os parâmetros exatos para a escrita dos rolos da Torá, de Hilkhot Sefer Torah ("as leis dos rolos da Torá".) na sua Mishneh Torah.



*Aaron ben Moses ben Asher (hebraico: אהרון בן משה בן אשר ; Tiberian hebraico: ʾ Aharon ben Mōšeh ben ʾAser) (século 10, morreu no ano 960) foi um judeu escriba que refinou o sistema Tiberian ao escrever os sons das vogais em hebraico, ainda em uso nos dias de hoje, e que nos servem como base para a análise gramatical.





Fontes:



segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

1492 - O Outro Caminho!



Uma viagem de 500 anos
De 1492 a 1992


Vídeo enviado por
Sónia Craveiro


Muito obrigada J Bjs

Reflexão do dia!



"O grande homem rasga caminhos novos sem esmagar ninguém. Abre largos espaços, sem arrombar portas. Entra no coração humano, sem se saber como!"

Pintura de Lili Fijalkowska


Fonte:
Rabi Lev'Yahu Ben Sarate

Frase do Dia!



"O grande terror da alma divina é aceitar que somos um esqueleto revestido de carne.


Existem pessoas que acreditam que cuidar do corpo sem cuidar da alma pode trazer algum resultado!"


Por Rabi Lev'Yahu Ben Sarate

   Fonte:
https://www.facebook.com/walter.guimaraes.5099?fref=ts

Pinturas de Anita Rodrigues

domingo, 8 de dezembro de 2013

A Vitória dos Sefarim (1987)



O dia de hoje na história judaica – 5 Tevet 5774


6º Rebe - Rabi Yossef Yitschac Schneersohn

Dia 5 de Tevet é celebrado como um dia de júbilo na comunidade Chabad-Lubavitch. Nesta data, a Corte Federal dos Estados Unidos emitiu um parecer a favor da Agudat Chassidei Chabad (“União dos Chassidim de Chabad”) sobre a posse da inestimável biblioteca do 6º Rebe, Rabi Yossef Yitschac Schneersohn. A decisão foi baseada na ideia de que o Rebe é uma figura comunitária que representa o grupo dos Chassidim. O Rebe Lubavitcher (genro e sucessor de Rabi Yossef Yitschac) insistiu que a ocasião fosse marcada com tempo devotado ao estudo de livros de Torá (sefarim).





Fonte:

sábado, 7 de dezembro de 2013

Cerâmica e Pintura de Alexander Sorsher!





Alexander Sorsher nasceu numa família judia na Rússia, em 1950. 

Ele tem um mestrado em Arquitectura e tem vindo a trabalhar nessa área nos últimos 30 anos.




A cerâmica e a pintura sempre foram a sua paixão e como tal, o artista dedica a estas actividades a maior parte do seu tempo livre.



Em 1990, Alexander e sua família mudaram-se para Israel onde residem até hoje. 

Quadros dcerâmica




O seu trabalho é uma mistura notável da sua origem russa e da cultura judaica , que combinadas resultam em peças de arte únicas. Cenas urbanas ou pinturas da natureza, mezuzás ou outras criações de cerâmica - cada peça contêm uma parte de sua alma e do património judaico.


Pinturas de Lituânia e Letónia


Hoje, muitas das pinturas de Alexander e peças de cerâmica são espalhadas por várias em casas ao redor do mundo, incluindo EUA, Canadá, Japão, Austrália, Reino Unido e mais.


Pintura em mosaico



Com uma grande variedade de pinturas e cerâmicas estamos confiantes de que você vai apreciar o trabalho deste artista e encontrar mais de uma peça pela qual facilmente se irá apaixonar.


Shavua Tov!


Fonte: