quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

E finalmente a reportagem do dia Mitzvá Day!





Foi no dia 17 de Novembro de 2013, que um pequeno grupo de amigos se encontrou para comemorar este dia. Não sendo o único dia das suas vidas que dedicam à causa humanitária, este, foi inteiramente dedicado ao:

Mitzvá Day 2013

Assim, o grupo que denominámos de:

Espaço Isaac Abravanel - Havurah de Lisboa - Portugal


Decidiu agir.

À imagem do que temos vindo a fazer há já quatro anos, e porque todos sentimos as dificuldades impostas pela crise que estamos a viver no nosso país, não tínhamos bens essenciais suficientes para doar, que nos fizessem sentir completos. Assim, três dos elementos deste grupo decidiram contribuir da melhor forma que puderam. Vamos dar uma espreitadela na escolha da Paula Rodrigues, do Filipe Leal e do Carlos Baptista, sempre acompanhados pelo cameraman de serviço, o Rafael Baptista:




Como já perceberam, eles escolheram dar sangue. Vamos ver como correu:




Visto assim, este gabinete pode parecer assustador, não é verdade? Pois, mas acho que não é… Parece-me que estes 3 aproveitaram para relaxar e conviver nestas cadeiras super confortáveis…




Ainda achas que é difícil???…Nada disso!!! J




Depois de terminarem a sua dádiva, eu, que sou mazinha, estava à espera de os ver muito em baixo, quase a desfalecer…mas não tive sorte e fiquei sem motivo para me meter com eles…Olhem para eles, todos frescos!



Assim não dá pessoal, vocês fizeram de propósito para me arreliar L

E foi assim que eles cumpriram a sua missão.



Mas o grupo não é só constituído por eles, nós também ajudámos, mas de outra forma. Juntámos roupa que deixou de nos servir (aposto que já estão a pensar que engordámos todos muito...nada disso, a roupa de hoje é que encolhe com imensa facilidade...foi isso!) e fomos doar ao Centro paroquial de São João das Lampas, em Sintra.



Primeiro fez-se a contagem das peças, (esta contagem é feita, para nos servir de meta a ultrapassar todos os anos), depois voltamos a colocar nos sacos e vamos entregar.



Como podem observar, ainda conseguimos angariar uma quantidade razoável de géneros, neste caso, roupa, calçado e brinquedos. Imagine se tivéssemos a vossa ajuda…ajudaríamos muitas mais pessoas!!!

Mas giro, foi encaixar tudo isto num carro que tem pouco mais de 20 cm de mala, mas que de repente virou carrinha de transporte, inclusive cheguei a sugerir montar uma empresa de transporte de mobílias de Norte a Sul do país. (Palhaçada)



Ok, pronto, eu confesso, tivemos que fazer duas viagens para levar tudo!
Mas chegámos ao nosso destino.



Aqui, fomos recebidos pelo Sr. Carlos Jorge, Secretário-geral desta instituição, que despejou todos os sacos, porque depois de receberem as doações fazem uma triagem do que levamos e redistribuem a roupa para diversas casas ou por vezes para instituições, consoante os pedidos.




Este é o Sr. Carlos Jorge e a senhora é a Sra. Amélia, que nos esteve a ajudar, e este é o armazém onde guardam todos os alimentos para dar e para cozinharem, porque aqui, eles servem refeições a pessoas que estejam numa situação mais difícil, pelo valor simbólico de 1 Euro.


Mas porque alguns não tinham roupa para doar, decidiram ajudar duas famílias necessitadas, oferecendo um saco com alimentos essenciais a cada uma delas.



Não se esqueçam que hoje são eles, mas amanhã podemos ser nós! Já se imaginou numa situação destas? É difícil imaginar, certo? Então toca a mexer e a começar a guardar o que não necessita. Não sabe como? Nós damos algumas ideias:

- Sempre que vai às compras, compre nem que seja um só produto de longa duração e arrume no local destinado para doações, uma lata de atum, açúcar, cereais, feijão, arroz, massa, óleo, azeite, leite em pó, salsichas…o que lhe for possível comprar. Quando tiver uma quantidade razoável, procure uma família numerosa, ou um idoso, ou uma instituição e ofereça.

- Dê sangue. Ao dar sangue, está a dar parte de si e nada é mais significativo que este simples gesto. Pode ainda inscrever-se para dador de medula óssea, já imaginou a alegria que sentiria ao salvar uma vida com a sua?

-Visitem doentes em hospitais, ou em casa, se conhecerem alguém.

- Ofereçam-se para fazer e levar as compras a casa das pessoas idosas ou jovens com falta de mobilidade.

- Organize um chá ou outro evento de angariação de géneros ou até monetário, o que estiver ao seu alcance, dos seus amigos e familiares.

- Ajudem a limpar os nossos espaços verdes, uma vez que a prevenção contra a falta de civismo em Portugal ainda não se revelou eficaz. E o que é que isto tem a ver com o Mitzvá Day? Tudo, também aqui estamos a ajudar, a nós inclusive, prevenindo incêndios ou inundações, evitando assim que muitos fiquem sem os seus bens, animais ou a própria vida. Lembram-se quantos bombeiros morreram este ano? Sabem quantas pessoas ficaram sem casa?

Deixo-vos aqui o link do meu facebook através do qual me poderão contactar para esclarecimento de alguma dúvida referente a este projecto:



E fica aqui o apelo a todos vós, que sei que gostam de ajudar, mas que por vezes com o corre-corre dos nossos dias vão deixando para trás estes pequenos, grandes gestos.


“Não deixes de fazer bem a quem necessita e merece, estando nas tuas mãos a capacidade de fazê-lo”
Provérbio Judaico


Logotipo do Mitzvá Day da Masorti Olami
 Elementos do grupo envolvidos neste projecto: Paula Rodrigues, João Pedro, Carlos Baptista, Sónia Craveiro, Ziva David e Rafael Baptista.

Faz hoje, 517 anos da…



A expulsão dos Judeus de Portugal

(1496)

Aguarela de Roque Gameiro representando a expulsão dos Judeus de Portugal.



Com a ascensão de Dom Manuel I ao trono português, em 1495, os castelhanos escravizados foram libertados. Todavia, o casamento anunciado do rei com a princesa Isabel da Espanha colocou os judeus novamente em clima de tensão. Isto porque o contrato de casamento incluía uma cláusula que exigia a expulsão dos hereges (mouros e judeus) do território português.



Dom Manuel I e  Isabel de Espanha.


O rei tentou fazer com que a princesa reconsiderasse (já que precisava dos capitais e do conhecimento técnico dos judeus para o seu projecto de desenvolvimento de Portugal), mas foi tudo em vão. Em 5 de Dezembro de 1496, Dom Manuel assinou o decreto de expulsão dos hereges, concedendo-lhes prazo até 31 de Outubro de 1497 para que deixassem o país. Aos judeus, o rei permitiu que optassem pela conversão ou desterro, esperando assim que muitos se baptizassem, ainda que apenas pro forma. 



"Decreto de Expulsão "

Que Judeus e Mouros se saiam destes Reynos, e nom morem, nem estem nelles. Porque todo fiel Christão sobre todas as cousas he obriguado fazer aquellas que sam seruiço de Nosso Senhor, acrecentamento de sua Sancta Fee Catholica, e a estas nom soomente deuem pospoer todos os guanhos e perdas deste mundo, mas ainda as próprias vidas, o que os Reys muito mais inteiramente fazer deuem, e sam obriguados, porque per Jesu Christo nosso Senhor sam, e regem, e delle recebem neste mundo maiores merces, que outra algua pessoa, polo qual sendo Nós muito certo, que os Judeus e Mouros obstinados no ódio da Nossa Sancta Fee Catholica de Christo nosso Senhor, que por sua morte nos remio, tem cometido, e continuadamente contra elle cometem grandes males, e blasfémias em estes Nossos Reynos, as quaes nom tam soomente a elles, que sam filhos de maldiçam, em quamto na dureza de seus corações esteuerem, sam causa de mais condenaçam, mas ainda a muitos Christãos fazem apartar da verdadeira carreira que he a Sancta Fee Catholica; por estas, e outras mui grandes e necessarias razões, que Nos a esto mouem, que a todo Christão sam notorias e manifestas, a vida madura deliberaçam com os do Nosso Conselho, e Letrados, Determinamos, e Mandamos, que da pubricaçam desta Nossa Ley, e Determinaçam atá per todo o mez d’Outubro do anno do Nacimento de Nosso Senhor de mil e quatrocentos e nouenta e sete, todos os judeus, e Mouros forros, que em Nossos Reynos ouuer, se saiam fóra delles, sob pena de morte natural, e perder as fazendas, pera quem os acusar.
E qualquer pessoa que passado o dito tempo teuer escondido alguu Judeu, ou Mouro forro, per este mesmo feito Queremos que perca toda sua fazenda, e bens, pera quem o acusar, e Roguamos, e Encomendamos, e Mandamos por nossa bençam, e sob pena de maldiçam aos Reys Nossos Socessores, que nunca em tempo aluu leixem morar , nem estar em estes Nossos Reynos, e Senhorios d’elles, ninhuu Judeu, nem Mouro forro, por ninhua cousa, nem razam que seja, os quaes Judeus, e Mouros Leixaremos hir liuremente com todas suas fazendas, e lhe Mandaremos paguar quaesquer diuidas, que lhe em Nossos Reynos forem deuidas, e assi pera sua hida lhe Daremos todo auiamento, e despacho que comprir. E por quanto todas as rendas, e dereitos das Judarias, e Mourarias Temos dadas, Mandamos aas pessoas que as de Nós tem, que Nos venham requerer sobre ello, porque a Nós Praz de lhe mandar dar outro tanto, quanto as ditas Judarias, e Mourarias rendem.
                               

Muge - Portugal,  5 de Dezembro de 1496



Os judeus, no entanto, não se deixaram convencer e a grande maioria optou por abandonar o país. O rei, ao ver cair por terra sua estratégia, mandou fechar todos os portos de Portugal - menos o porto de Lisboa - para impedir a fuga.


Foi então no porto de Lisboa que se concentraram cerca de 20 mil judeus, esperando transporte para abandonar o território português. Em Abril de 1497, o rei manda sequestrar as crianças judias menores de 14 anos, para serem criadas por famílias cristãs, o que foi feito com grande violência. Em Outubro de 1497, os que ainda resistiam à conversão foram arrastados à pia baptismal pelo povo incitado por clérigos fanáticos e com a complacência das forças da ordem.



Foi desses baptismos em massa e à força que surgiram os marranos, ou cripto-judeus, que praticavam o judaísmo em segredo embora publicamente professassem a fé católica. Os "cristãos novos" nunca foram realmente bem aceitos pela população "cristã velha", que desconfiava da sinceridade da fé dos conversos. Essa desconfiança evoluiu para a violência explícita em 1506, quando ocorreu o Pogrom de Lisboa.


Decreto de conversão forçada.
Progrom de Lisboa, 1506


A peste grassava na cidade desde Janeiro, fazendo dezenas de vítimas por dia. Em Abril, mais uma vez insuflados por clérigos fanáticos, que culpavam os "cristãos novos" pela calamidade, o populacho investiu contra eles, matando mais de dois mil, entre eles, homens, mulheres e crianças.



 Fontes:


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Hoje acendemos a 8ª e última vela de Chanukah!



Não fique triste, para o ano há mais! J


Judaica | Chanukkyiah (menorah), com aves | final do Séc. XVIII | Imagem e dados originais fornecidos por Erich Lessing Cultura e Belas Artes Arquivos / ART recursos, NY; artres.com






Fonte:

A Rainha Ester é coroada!!!



Pois eu sei, ainda não é Purim, mas segue já de seguida a explicação por estar a recordar a rainha Ester neste dia que ainda é de Chanukah! J

Rainha Ester 

Hoje, começa o décimo mês do calendário hebraico, o mês de Tevet, e foi neste mês que este episódio aconteceu, no ano 362 a.e.c..


Esther é coroada rainha 



"E Esther foi levada ao Rei Achashverosh, ao seu palácio, no décimo mês, Tevet, no sétimo ano de seu reinado. O rei amou Esther mais que a todas as outras mulheres, e ela conquistou os seus favores e bondade mais que todas as virgens; ele colocou a coroa real sobre a sua cabeça e a fez rainha no lugar de Vashti" (Livro de Esther 2:16-17).





Fontes:




terça-feira, 3 de dezembro de 2013

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Samuel Kurinsky - O Vidro no Império Romano!



Vidreiros – Uma tradição Judaica!

Autor: Samuel Kurinsky

Cortesia da fotografia do Museu de Israel, em Jerusalém.


Copos do período do Império Romano foram identificados por dois imperadores romanos como sendo produzidos por fabricantes judeus de vidro. Os artesãos judeus produziam vidro para os mercados de cristãos e pagãos, bem como para seu próprio uso. A frase em latim "Pie Zesis" aparece em contextos judaicos e também era empregue em peças produzidos para os romanos.

É improvável que qualquer romano antigo trabalhasse o vidro, apesar do rótulo comum "Glass Roman" para o vidro encontrados por todo o Império Romano. Nem os romanos, nem os gregos estavam a par do segredo de transformar o quartzo (silicato cristalino) para um líquido super-resfriado (vidro).

Mas afinal, onde foi feito o vidro e nomeadamente os copos do Período Romano? E por quem foi feito?

Os judeus constituíam uma proporção considerável dos artesãos qualificados distribuídos por toda a Diáspora romana. É difícil distinguir a sua identidade devido ao facto de serem referidos como "orientais", ou, dependendo da sua origem, como "Palestinianos" ou "sírios." Estas referências abstusas levaram os historiadores a ignorar contribuições tecnológicas judaicas para a sociedade ocidental. As omissões são particularmente notórias em referência à indústria vidreira, pois tornou-se cada vez mais evidente que as artes vitrinas eram praticadas exclusivamente por judeus naquela época.

Este artigo é apenas um minúsculo resumo de um excelente estudo levado a cabo por este autor, mas que aqui só coloquei esta informação por ser muito extenso. Leiam o artigo original na integra, porque não se vão arrepender, e podem fazê-lo através do site da fonte deste artigo!


A caixa de ouro de banda numa imitação de ágata.
Foto cortesia do Corning Museum of Glass


A caixa com tampa estava entre os artefactos de vidro exóticos importados para a Itália romana do Próximo Oriente.


A diatreton ou "copo gaiola"
Cortesia da fotografia do Museu Cívico de Milão, Itália


Estes copos esculpidos estavam em alta no trabalho do vidro e eram caros devido ao trabalho delicado, difícil e demorado envolvido na sua produção. Os dietreton foram valorizados por serem símbolos de status dos membros da hierarquia romana. A palavra "diatreton" deriva do hebraico antigo para "corte" ou "escarificação".



A tigela murrhine
Foto cortesia do Corning Museum of Glass


Esse vidro valioso foi produzido no Levante antes da conquista romana. A palavra latina para "vidro: (vetro) apareceu pela primeira vez em 54 a.e.c. "Murrhine" era a palavra de um representante oriental, observou o historiador da Engish WA Thorpe.


Os recipientes de vidro, provavelmente do século I d. e. c., encontrados 
perto do Kibbutz Hagoshrim em Israel.
Foto do autor


O vaso diatreton incompleto à direita, e o vaso partido e deformado à esquerda assim como as massas de pó de vidro (vidro quebrado) encontrados juntos foram refundidos para fazer novo vidro. Material semelhante encontrado pelo autor em 21 locais diferentes de Israel, é a prova da evidente actividade nos primeiros séculos da vidraria antes e após o advento da Era Comum. 


Produção de vidro no nordeste da Itália,
no período romano.


O Mar Adriático dava o acesso à Europa central


Artesãos judeus reuniram-se na região. O material de vidro foi importado pela primeira vez e, em seguida, começaram a produzir em Aquileia, Adria, Altino, próximo Pola na península de Ístria, e depois em Pádua e Spina.


Filiberto, o padroeiro dos vidreiros de Altare (noroeste da Itália)
Fotografia do autor na igreja paroquial dos vidreiros de Altare


Os fabricantes de vidro eram mal vistos, como podemos observar no canto inferior esquerdo desta gravura antiga. (…)


Um fragmento do período romano de um recipiente de vidro encontrado nas ruínas de Aquileia retratando Avraham oferecendo o sacrifício de Isaac. A representação do Templo de Jerusalém à mão de Abraão estabelece o caráter judaico do vaso.
Foto do autor cortesia do Museu Aquileia


 Lâmpada de óleo de Aquileia
Foto do autor por cortesia do Museu Aquileia


A comunidade judaica de Aquileia era significativa e é atestada pelas inscrições nos túmulos, prova documental referente a uma sinagoga destruída por incendiários, e objectos como a lâmpada de óleo decorado com uma menorah em cima. A comunidade judaica de Aquileia andava na casa dos milhares.


Fonte:


Acendimento da 6ª vela - hoje, depois do Pôr-do-Sol!



O Chanucah contém uma mensagem universal para todos os povos de todas as religiões - é uma mensagem de liberdade, da vitória do bem sobre o mal, da luz sobre as trevas.




O símbolo da festa, um candelabro de oito braços, adquiriu um significado especial para o povo judeu durante a revolta contra a coerção religiosa dos antigos gregos, há aproximadamente 2.200 anos atrás.

Este candelabro, na verdade, representa muito mais do que apenas um símbolo religioso. Simboliza a liberdade de expressão e, assim, indica a diversidade e pluralismo tão importantes na nossa sociedade.

Acender candelabros gigantes em locais públicos proclamam a mensagem universal da liberdade religiosa, como vem sendo feito em centenas de cidades de todo o mundo.






Fontes:


domingo, 1 de dezembro de 2013

E hoje acendemos a 5ª vela de Chanukah!



Happy Chanukah!


Pintura de Alex Levin

Hoje acendemos a 4ª vela de Chanukah!



Shavua Tov!
E continuação de um feliz Chanukah...

O pintor Richard Weisberg, sugeriu e muito bem que dedicássemos esta 4 º vela a 
Anne Frank 
como uma representação simbólica de todas as crianças de ontem, de hoje e de amanhã!


Fonte: