quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Lisboa na Rota Sefardita!



As Judiarias de Lisboa


Vista do Rossio, antes do Terramoto de 1755 e do hospital de Todos-os-Santos,
 em dia de mercado. Desenho à pena, aguarelado a nanquim. Ass. Zuzarte,1787. Na margem inferior as armas do Santo Ofício de Lisboa. Fotografia, Estúdio Horácio Novais - CML  (1982), Exposição Lisboa e o Marquês de Pombal, Museu da Cidade. Amadora: Heska Portuguesa




A Lisboa medieval possuiu pelo menos 4 judiarias, que ao longo dos séculos conviveram quase lado a lado, independentemente da sua cronologia histórica, do século XIII ao século XV



A Igreja da Madalena - Fundada no século XII por ordem do rei D. Afonso Henriques, junto à muralha moura. Em 1363 sofre um incêndio, tendo o rei D. Fernando I mandado reconstruí-la. Em 1600, novo percalço, um ciclone e no ano de 1755 é destruída pelo terramoto.


O portal desta igreja em estilo manuelino, pensa-se que tenha vindo da igreja da Conceição dos Freires, também destruída pelo terramoto, (antigo local da grande sinagoga). As suas fundações como edifício provêm segundo alguns estudiosos das ruínas de um templo romano, dedicado à deusa Cibele. Foram encontrados perto deste local quatro lápides romanas e não muito longe, vestígios sepulcrais do final do império, (século IV-V).


A grande sinagoga de Lisboa foi construída entre os anos de 1306 e 1307, mandou-a edificar D. Judah, filho de D. Guedelha, rabi-mor do rei D. Dinis. Esta sinagoga maior, teria como espaço quatro corpos de colunas, dois deles junto às paredes, e os restantes a separar a nave central das duas laterais, isto segundo o testamento de Ester, viúva de Nacim Faim.


Placa da sinagoga grande de Lisboa, actualmente no Museu Abraham Zacuto em Tomar. 
Fotografia de Rafael Baptista


Os relatos históricos apontam para um edifício sumptuoso para a época, teria talvez semelhanças com a sinagoga de Santa Maria la Blanca de Toledo, (Espanha).Um médico alemão de nome Jerónimo Muenzer, que visitou Lisboa em 1494, refere-se ao seu interior como decorado com extrema beleza, com uma nítida influência islâmica na sua arquitectura. Possuía um enorme púlpito para os sermões, e tinha pelo menos dez enormes candelabros com 50 a 60 lâmpadas cada um, para além de muitos outros de menores dimensões. O edifício foi a partir de 1496 purificado e transformado em templo católico, dedicado à senhora da Conceição, (dos freires) que aí se situaria até 1755, ano da sua destruição.

Segundo Samuel Schwarz e Augusto Vieira da Silva, esta sinagoga estaria situada na antiga rua da Princesa, (actual rua dos Fanqueiros) e na esquina com a rua dos Mercadores, localizada a meia distância entre as actuais ruas de S.Nicolau e da Conceição.


Mapa da esquerda, segundo Eng. Vieira da Silva e da direita, segundo João Nunes Tinoco. (clique nas imagens para melhor visualização e consulte as legendas abaixo)


Com D. Pedro I, que cumprindo directivas do Concílio de Latrão, passou a obrigar os judeus a viverem encerrados em judiarias, separados dos cristãos. Por seu turno, D. João I decreta que um sinal distintivo de cor vermelha, (estrela de seis pontas) e de tamanho de um selo régio, seja posto nas vestes dos judeus, sob pena de prisão, açoites e perda de roupa.

No século XV, os cristãos chegam a pedir às cortes a transferência das judiarias para uma zona que é hoje os Restauradores e a Avenida da Liberdade.


Litografia a cores - Restauradores no início da Avenida da Liberdade em Lisboa
de Frederico Ressano Garcia (1874-1909)  


No século XV acontecem dois assaltos às judiarias de Lisboa. Surgem crónicas desses acontecimentos trágicos:

1449 - Um grupo de jovens cristãos terão ofendido alguns judeus junto à Ribeira, feita a respectiva queixa, os culpados foram açoitados publicamente, o que enfureceu a turba cristã, clamando imediata vingança. A judiaria grande foi assaltada, morreram vários judeus, tendo as suas casas sido vandalizadas e saqueadas. D. Afonso V que estava em Évora, veio de imediato para Lisboa para pôr termo ao ataque.

1482 - Novo assalto sem grandes perdas de vidas e bens, exceptuando a destruição da biblioteca de Isaac Abravanel.

Não muito tempo depois, entre 1505 e 1507, há peste em Lisboa.


Ilustração da Peste na Bíblia de Togemburgo 




No dia 19 de Abril de 1506, e segundo um relato anónimo de um alemão que estaria dentro da igreja de S. Domingos: "...Haveria uma cruz com um espelho no meio, então, surge a imagem de Maria a chorar ajoelhada em frente a Jesus, e por cima da cruz, surgiram luzes pequenas e uma grande..." Damião de Góis fala-nos de um possível reflexo de uma vela.


Ibn Verga refere o questionar por parte de um cristão-novo, sobre o porquê:"... Que o dito céu não realizava o milagre da água, mais do que o fogo ?..." aludindo há rigorosa seca que então se vivia. O cristão-novo é de imediato arrastado e morto. As horas seguintes são uma autêntica orgia de terror e morte.

O magistrado acompanhado por alguns homens armados foge da populaça. Enquanto isso, frades dominicanos gritavam bem alto: "...Que quem matar a descendência de Israel, tem garantia de 100 dias de absolvição no mundo que há-de vir.."


Surgem então as fogueiras na Praça de S. Domingos, Rossio, 
e Terreiro do Paço.


1ºdia - Matança de todos os cristãos-novos que viam nas ruas. 2ºdia - Pilhagem e retirada das pessoas que se tinham refugiado em suas casas. Um dos alvos foi D. João Rodrigues Mascarenhas, escudeiro do rei, e detentor de muitos direitos de alfândega nos principais portos do reino. Pensa-se que foram assassinados entre 2000 a 4000 cristãos-novos.

Cemitério Judaico

O cemitério estaria situado fora da zona habitável, e numa localização que se procurava evitar a ocorrência de prolongados cortejos fúnebres através do bairro cristão. Sabe-se que os judeus da localidade de Sacavém e do Tojal vinham enterrar os seus entes queridos a Lisboa.

Também Almada dependia desta cidade para o enterramento dos seus mortos.

O cemitério ficaria na área onde actualmente está situado o Elevador de Santa Justa.



Hospital de Todos os Santos



Para as obras deste hospital, reverteram as lápides que se encontravam no cemitério judaico, localizado numa zona mais afastada do centro, mais concretamente em Santa Justa, e cujo terreno foi doado ao concelho de Lisboa, no ano de 1497, a fim de ser utilizado como pasto para o gado.

Os bens das sinagogas e das judiarias após o decreto de expulsão, foram utilizados para sustentar as obras deste enorme hospital.

Tinha 3 pisos, o inferior para doentes mentais e os expostos, (crianças abandonadas). O piso térreo para alojamento do pessoal e o superior para as enfermarias.
Foi construído entre 1492 e 1504.



Rossio e Hospital Real de Todos-os-Santos



Painel de azulejos de oficina de Lisboa, da 1ª metade do século XVIII , 
existente no Museu da Cidade, Lisboa.


O Palácio dos Estaus

Foi mandado construir pelo regente D. Pedro em 1449. A partir de 1544, o rei D. João III manda ali colocar o Tribunal da Inquisição.
Hoje é o Teatro D. Maria II.
Maquete do que seria este palácio durante a idade média.
Museu da Cidade.

Igreja e Convento de S. Domingos

Foi erigida em 1241, sofreu danos enormes em 1755, e em Agosto de 1959, um violento incêndio destruiu por completo a decoração interior da igreja. Está sobretudo ligado ao massacre de cristãos-novos em 1506.
Neste local, no ano de 1497, centenas de milhares de judeus que aguardavam o embarque para outras paragens, devido ao decreto, foram forçados a converterem-se ao catolicismo, muitos deles arrastados pelos cabelos e barbas até à pia baptismal. Também no seu interior foram realizados processos de autos de fé.



Convento de S. Domingos e Hospital de Todos-os-Santos 
em 3D  - Museu da Cidade de Lisboa.


Os sambenitos ou o tabardo penitencial eram expostos no interior da igreja, revelando assim as suas origens familiares e o respectivo acto de acusação.


Condenados com os Sambenitos.


A Judiaria Nova ou Pequena começou a ser construída talvez em época anterior ao rei D. Dinis, na zona da sapataria ou Teracenas, em pleno local de construção naval.
Quando os judeus tiveram de abandonar o "Bairro da Pedreira", foram-se estabelecer em 1317 nas proximidades da actual rua de S. Julião.


Rua de S. Julião


Tanto a judiaria grande como a pequena estavam amuralhadas desde o reinado de D. Fernando. Destruídas em grande parte pelo exército de Henrique de Castela em 1373, tendo depois D. Fernando cercado com muralhas toda aquela área.

A extinção da judiaria nova, veio contribuir para a reestruturação do sector mais ocidental da Ribeira. Com efeito, as Teracenas velhas e suas respectivas torres foram sacrificadas para a construção do novo Paço da Ribeira, que até ao terramoto de 1755, foi a mais importante residência real. As casas anteriormente habitadas por judeus, foram derrubadas para permitir a construção da nova "Casa da Moeda".

Por determinação régia de 1500, todos os cristãos-novos de Tomar, Torres Novas, Santarém, Óbidos, Setúbal, Alcácer do Sal e região do Ribatejo, foram obrigados a dar contribuição monetária para a construção do novo cais de Lisboa.



Judiaria de Alfama ou Judiaria da Torre de S. Pedro


Chafariz da Rua da Judiaria, Alfama, Lisboa.

Existiu ainda uma sinagoga que foi construída entre 1373 e 1374, como consta de uma sentença de D. Fernando. Os judeus por a terem edificado sem consentimento régio foram condenados ao pagamento de 50 libras de ouro, com proibição de exercer culto dentro da mesma. Esta judiaria foi fundada após a trágica investida das hostes castelhanas aos bairros judeus, em 1373. Alfama escapou à destruição de 1755.

Antiga Judiaria de Alfama.



O engenheiro António Vieira da Silva descobriu um documento na Torre do Tombo, onde identificou a dita sinagoga no largo de S. Rafael, (Beco das Barrelas) nº 8, onde destacava: "...Quatro casas sobradadas".

O Dr. Chaim Weizman, o primeiro presidente do estado de Israel esteve aqui em 1940. Aguarela de Roque Gameiro


No lugar da "Pedreira", onde actualmente se situa o Largo do Carmo e suas imediações, existiu uma outra judiaria. Foi extinta em 1317, quando o rei D. Dinis doou essas casas ao almirante genovês Pessanha. Este almirante foi contratado pelo rei para organizar a marinha portuguesa, recebendo mais tarde os regadios de Frielas, Unhos e Sacavém.



Largo do Carmo



Fogueiras no Terreiro do Paço. Ilustração do séc. XVII.
(Em primeiro plano o Paço Real).


Em 1511, o rei D. Manuel transferiu a sua residência do Castelo de S. Jorge para este lugar, junto ao rio Tejo. Este palácio bem como a sua biblioteca com 70 mil volumes foram completamente destruídos em 1755. Teve sinagoga, construída em 1260, a mais antiga que se tenha conhecimento na cidade de Lisboa.

A 20 de Setembro de 1540, foi realizado o primeiro auto de fé (por execução na fogueira), no Terreiro do Paço. Também nesse ano é dado início à censura e chegam os primeiros jesuítas a Portugal.



Fontes:


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Um Humanista Português



Damião de Góis



Damião de Góis, Anónimo, Escola Flamenga



    Figura maior do humanismo europeu, Damião de Góis distinguiu-se como cronista e músico. Foi agente comercial e diplomata ao serviço de D. João III de Portugal, servindo a Coroa portuguesa com elevado sentido de patriotismo. Mas acima de tudo, foi um exemplo de tolerância religiosa, regendo-se por ideais de concórdia. No seu epitáfio tumular, escrito pelo próprio em 1560, podemos ler: 





“Deus Todo-Poderoso. Cavaleiro português outrora fui; em negócios peregrinei por toda a Europa; sofri vários trabalhos de Marte; as musas, os príncipes e os varões doutos amaram-me com razão. Agora em Alenquer, aonde nasci, estou sepultado nesta campa até que aquele temível dia acorde estas cinzas.”






    Damião de Góis nasceu em Alenquer, em 1502. Era filho do nobre Rui Dias de Góis, valido do Duque de Aveiro e da sua quarta esposa Isabel Gomes de Limi, de descendência flamenga. 



Erasmo de Roterdão, Hans Holbein, o Jovem, 1523


    Em 1511, então com 9 anos de idade, Damião entra para o Paço da Ribeira como pajem do rei D. Manuel I. Nesta qualidade recebe uma educação aprimorada. Entre 1523 e 1532 é escrivão da Feitoria Portuguesa da Flandres, em Antuérpia. Viaja por toda a Europa, tendo oportunidade de contactar com os grandes humanistas do seu tempo, como Erasmo de Roterdão, de quem se torna amigo. Conhece personalidades como Lutero ou Melanchton.

     Propomos agora um momento musical, com uma das peças mais famosas da música renascentista – Propiñan de Melyor. A interpretação, de excelente qualidade, é acompanhada de belos exemplos da pintura do Renascimento. 



Propiñan de Melyor, Anónimo, Cancioneiro da Colombina



Lisboa, Braun & Hogenberg, 1572


   Em 1533, Damião de Góis é chamado a Lisboa para ocupar o cargo de tesoureiro da Casa da Índia; conseguindo escusar-se, parte em peregrinação para Santiago de Compostela.

     Durante a sua breve estadia em Lisboa, conhece o embaixador etíope, o bispo Zaga-Zabo, a quem convidou a redigir um tratado sobre os dogmas e práticas da cristandade na Etiópia.

     Já em 1534 inscreve-se na Universidade de Pádua, para completar os seus estudos humanísticos, publicando entretanto várias obras em latim.

     Estimulado por outros humanistas, toma a iniciativa de traduzir para o latim o relato do religioso africano Zaga-Zabo, que resulta na obra Fides, religio Moresque Aethiopum, publicada em 1540. 



Bet Giyorgis, igreja de Lalibela


    Os cristãos etíopes, muito embora rodeados por muçulmanos e isolados do resto da cristandade, são perseverantes na sua fé. Ainda no século XIII esculpiram na rocha vulcânica o santuário de Lalibela, como alternativa de peregrinação aos cristãos impedidos de visitar Jerusalém, que tinha sido conquistada pelos muçulmanos. Na prática cristã etíope convivem ritos cristãos com observâncias judaicas, como a circuncisão, ou a guarda do Sábado. Neste quadro, Damião de Góis defende que é essa coexistência de observâncias judaicas com a doutrina cristã, a chave para conseguir a integração dos Judeus na Europa Ocidental, em vez de os perseguir e queimar. Claro está que o Cardeal D. Henrique, que tutelava a Inquisição, proibiu a circulação de Fides em Portugal. 



Damião de Góis em desenho de Albrecht Dürer (detalhe)


   Em 1539, Damião de Góis casa com a flamenga Joana van Hargen e frequenta de novo a Universidade de Lovaina. Em 1542 participa na defesa da cidade, então sitiada por Francisco I de França; oferecendo-se como mediador entre defensores e sitiantes, acaba por ser feito prisioneiro. Resgatado dois anos depois por D. João III, é-lhe concedido brasão e armas pelo imperador Carlos V.

    Em 1545 regressa definitivamente com a família a Portugal. Nomeado por D. João III para mestre do príncipe D. João, Damião de Góis é indiciado pela Inquisição (ainda que sem sucesso desta vez) e o rei desiste da nomeação. 



Gravura contemporânea sobre o massacre de Lisboa, de 1506, Anónimo, Torre do Tombo


   Em 1548 é feito guarda-mor da Torre do Tombo, onde pôde encontrar condições favoráveis para escrever a Crónica do Príncipe Dom João e a Crónica do Felicíssimo Rei Dom Manuel (Lisboa, 1566-1567). É nesta última que Damião aborda a questão judaica sem rodeios. Referindo-se à passagem das famílias judias de Castela para Portugal (1492), e à matança dos cristãos-novos em Lisboa, em1506, não hesita em criticar os actos violentos cometidos. No primeiro caso, condenou os mestres das embarcações, que ao invés de garantirem o transporte de judeus para fora do reino, tiraram proveito da situação, explorando, violentando as mulheres, e humilhando todos; no segundo, classificou a acção da «turma de maos homens e dos frades» como «maldade com mor crueza», «feo e inhumano trato», elogiando o rei pelo castigo exemplar dos culpados.

     O humanista Damião de Góis acreditava que todos, independentemente da sua confissão religiosa, tinham direito à sua dignidade; bateu-se, sobretudo, pelo ideal de que os cristãos deviam reger a sua vida pelos valores evangélicos. Em 1571 foi preso pelo Tribunal do Santo Ofício, sob a acusação de heresia, e condenado a prisão perpétua. Veio a falecer na sua casa de Alenquer em 1574, ao que parece assassinado.



Tentação de Santo Antão, Jerónimo Bosch (c.1500), MNAA


    Sabe-se que Damião de Góis adquiriu algumas pinturas de Jerónimo Bosch, estando duas referenciadas - as Tentações de Job e as Tentações de Santo Antão. De resto, Damião de Góis apresentou como um dos argumentos de defesa contra a acusação de heresia que lhe foi movida pela Inquisição, o facto ter comprado e oferecido pinturas de Bosch; isto pela aceitação e apreço de personalidades insuspeitas, como o catolicíssimo Filipe de Espanha, que coleccionava obras daquele pintor.

     No romance “A Sala das Perguntas”, dedicado a Damião de Góis, Fernando Campos leva-nos a uma viagem pelo interior do mundo fantástico do Tríptico de Santo Antão, de Jerónimo Bosch, que o escritor ilustra com versos de Gil Vicente. Para terminar este artigo, escolhemos uma passagem, referente às cenas abaixo expostas, que passamos a transcrever: 



…dedilhando cítara, um ser corcunda tapa as faces com a queixada de um chibo. 



Encapuçado, montado no corpo depenado de uma galinha a que já haviam cortado a cabeça, do pescoço oco da montada, tombado por terra, 



a pele enforma-se em capuz de frade de onde espreita a cabeça de um peixe à beira do charco.


 Olhade que gente honrada/que me trazia o cabrão!
Um que foi amancebado/alcoviteiro provado,
e um frade rafião…





Este artigo foi elaborado e oferecido por

Sónia Craveiro

Muito obrigada
 Beijinhos


 Fontes:


Dicionário Enciclopédico da História de Portugal, Volume I, Edições Alfa;
Dicionário do Judaísmo Português, Editorial Presença;
BEAUMONT, Maria Alice, As 50 Melhores Obras de Arte em Museus Portugueses, Chaves Ferreira – Publicações, S. A.
CAMPOS, Fernando, A Sala das Perguntas, DIFEL

Imagens:


Música: