sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Lech Lecha


Lech Lecha

Pintura de Rebecca  Gottesman


Na Parashá desta semana (Bereshit, Capítulo 12), somos introduzidos ao primeiro judeu, Avraham Avinu.

Sem muita fanfarra, o verso é conciso na sua mensagem, “Lech Lechá” (Verso 1). D-us está a dizer a Avraham que deixe tudo o que o rodeia e viaje para outra terra.

O que começa como a jornada de um homem, culmina claro, no nascimento de uma nação, e numa viagem continuada até este dia por todos os seus descendentes, o povo judeu.


Pintura de József Molnár
“A partida de Avraham para Cannã”


Enquanto, em certo sentido, isto é somente o começo da nossa história, no sentido místico, esta directiva de “Lech Lechá” pertence a todos e a cada um de nós.

O Tzror Hamor cita uma interpretação mística destas passagens, ilustrando a sua mensagem imutável e a sua relevância.

Avraham, diz-nos ele, representa a Neshamá, a alma contida em cada um de nós. As palavras “Lech Lechá” - para partir, podem ser entendidas como a directiva de D-us para a alma no céu, antes da sua descida.

Apesar de ser uma tarefa desafiante e que intimida, D-us assegura-nos a todos, “Eu abençoar-vos-ei” (Verso 2). Quando as coisas parecem difíceis, temos de permanecer focados no nosso instinto de continuar esta jornada.


Pintura de Gustave Doré
Avraham e o teste de fé.


Armados com estas bênçãos, superamos todos os obstáculos, como Avraham antes de nós. O verso lista muitas paragens ao longo do caminho, mas cada destino teve o mesmo intuito. Como o verso refere, Avraham “Viajou, continuadamente” (Verso 8).

Pode haver paragens temporárias ao longo do caminho, mas “viajar continuadamente” deve permanecer o nosso lema, nunca ficarmos contentes com as realizações anteriores.

Com este enfoque, podemos superar o temporário desvio pelo Egipto, ou qualquer outro obstáculo que encontremos na nossa “Lech Lechá” pessoal, já que nós, como Avraham, caminhamos para a frente, na nossa busca de cumprir o que D-us nos pede.


Cortesia de:
Rabino Eli Rosenfeld


chabadportugal.com


Shabat Shalom

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

No dia de hoje na história judaica 7 Cheshvan 5774



Falecimento de R. Meir Shapiro (1933)


Falecimento de R. Meir Shapiro, fundador do regime de estudos talmúdicos conhecido como "uma página por dia", Daf Yomi.




Os restos mortais de Rav Shapiro foram enterrados juntamente com os de seu irmão, em Har ha'Menuchos de Jerusalém. A estrutura na foto dos túmulos do rabino Yehuda Meir ben Yakov Shimshon Shapiro, e seu irmão, o rabino Avraham.




Fontes:

A história Judaica no dia de hoje - 7 Cheshvan 5774



O último judeu volta para casa
(Era do Segundo Templo)



Durante a Época do Segundo Templo (cerca de 2300 AEC), 7 de Cheshvan era a data na qual o judeu mais distante do Templo Sagrado – que residia às margens do Rio Eufrates, a uma distância de 15 dias de viagem de Jerusalém – chegava em casa voltando da peregrinação de Sucot. 



Rio Eufrades


Todos os judeus tinham a obrigação de esperar por ele antes de começarem a rezar por chuva. Esta data, portanto, marca o retorno às actividades quotidianas depois da espiritualidade do mês de Tishrei, rico em festividades.



Leis e Costumes
Preces pela chuva



Na Terra de Israel, as preces pela chuva (i.e., adicionando as palavras “v'ten tal u'matar” à bênção apropriada na prece da Amidá) começam a 7 de Cheshvan. Fora da Terra Santa, a data para a prece pela chuva é determinada pelas necessidades locais. Nos Estados Unidos, Europa, Rússia e em outros países do Hemisfério Norte, tem inicio no 60º dia após o equinócio de outono – 4 ou 5 de Dezembro).




Fonte:

terça-feira, 8 de outubro de 2013

A heroína de Birkenau- 7 de Outubro de 1944



Roza Robota
(1921–1945)



No campo de morte de Auschwitz-Birkenau, Roza Robota foi uma das organizadoras de uma operação para contrabandear explosivos para serem usados pelos membros do Sonderkommando (unidade de trabalho forçado de prisioneiros judeus nos campos de concentração) em 7 de Outubro, 1944 houve uma revolta no acampamento. 





Robota nasceu em 1923, em Ciechanow, na Polónia, onde foi uma activista da Somer Ha-ha-Z a'ir, movimento da juventude, antes de ingressar no subsolo do movimento no gueto Ciechanow


Foto: Roza Robota e seus amigos em Ciechanow antes da guerra.






Em 1942, foi deportada tal com toda a família para Auschwitz, onde perdeu-os a todos no processo de selektsia (selecção) em que os presos foram enviados directamente para a morte ou para trabalho forçado. 


O pai e a mãe de Roza


Robota foi inicialmente presa no acampamento das primeiras mulheres (em Auschwitz I), mas foi transferida para o campo das mulheres em Birkenau, em Agosto de 1942.


Alojamento feminino no campo de Auschwitz-Birkenau
Polónia, 1944.


Robota trabalhou no vestuário do Kommando (unidade de trabalho), onde os pertences dos mortos eram classificados. Ao longo do tempo, atingiu um status  relativamente alto. Robota organizou um grupo rebelde dentro do Kommando e fez contacto com a clandestinidade judaica no acampamento. A unidade funcionou no complexo do crematório IV, isto é, na área da Sonderkommandos.



Crematório IV


Robota contactou com três mulheres prisioneiras judias que trabalhavam na secção da fábrica e eram responsáveis pela produção de pólvora, onde todos os trabalhadores eram mulheres judias. Estas três prisioneiras (Ala Gertner, Regina Safirsztajn e Ester Wajsblum) contrabandeavam os explosivos em caixas de fósforos com enorme risco para si mesmas. Cerca de vinte outras mulheres prisioneiras judias participaram da operação, entre eles Hannaleh Wajsblum (irmã de Ester), Faige Segal, Mala Weinstein, Hadassah Zlotnicka e outras cujos nomes são desconhecidos.



De cima para baixo e da esquerda para a direita: Roza Robota; Ala Gertner; 
Ester Wajsblum e por fim o espaço com o seu nome por não
 encontrar uma foto de Regina Safirsztajn.



Todas as mulheres prisioneiras tinham idades entre dezoito e vinte e dois anos. Robota receberia os explosivos a partir delas e passava-os para o Sonderkommando. Vários prisioneiros judeus (Laufer Yehuda, Israel Gutman e Noah Zabludowicz) também foram envolvidos na transferência do material.


O Sonderkommando teria que transportar os explosivos de dentro do campo num vagão usado para remover os cadáveres que tinham morrido durante a noite. O material estava escondido sob os corpos e era guardado no crematório. Os preparativos continuaram ao longo de um ano e meio. 



A 7 de Outubro de 1944, a revolta dos Sonderkommando estourou. Em consequência, uma investigação abrangente foi realizada pelo departamento da Gestapo-política do campo. Cerca de três dias depois da revolta, a 09 de Outubro, os investigadores chegaram a Ala Gertner, Regina Safirsztajn e Ester Wajsblum e prenderam-nas para interrogatório.

As três foram brutalmente torturadas, mas não revelaram os nomes dos outros presos do sexo masculino e feminino que haviam tomado parte no contrabando de explosivos. Depois de várias semanas de interrogatório, as mulheres foram libertadas e retornaram ao trabalho na fábrica. Os alemães trouxeram um agente secreto chamado Eugen Koch, um meio-judeu da Tchecoslováquia, ostensivamente para chefiar uma das equipas de trabalho. Koch conseguiu descobrir os nomes de outras prisioneiras que tinham tomado parte no contrabando, levando à prisão das três mulheres prisioneiras originais, juntamente com Robota. A base judaica no campo foi tomada pelo medo, em especial devido à prisão de Robota, que sabia os nomes de muitos dos seus membros, especialmente o círculo interior, e alguns dos seus métodos de operação. Embora Robota, Gertner, Safirsztajn e Wajsblum tivessem sido submetidas a torturas por não divulgarem os nomes de seus companheiros de revolta. 




Depois de convencer o kapo do bunker da tortura, Ya'akov Kozelczyk, para deixá-lo entrar, Noah Zabludowicz, um membro da base e colega da mesma cidade de Robota, conseguiu visitá-la: 






"Entrei na célula da Roza. No cimento frio colocaram uma figura como um amontoado de trapos. Ao som da abertura da porta, ela virou o rosto para mim... Então, ela falou suas últimas palavras. Ela disse-me que não tinha traído ninguém. Ela queria dizer aos seus companheiros que não tinham nada a temer. Deviamos seguir em frente. Era mais fácil para ela morrer sabendo que nossas acções iriam continuar. Foi uma pena perder a própria vida e ter de deixar este mundo, mas ela não se arrependeu de suas acções. Quem era ela mais do que alguém para não morrer. Recebi dela um bilhete para os companheiros de fora. O bilhete foi assinado com a seguinte exortação: H Azak ve-amatz (é bom ser forte e ter ânimo!). Chegou a hora de sair, e eu deixei o bunker. Esta foi a última vez que eu vi Roza cara a cara, mas eu nunca a esquecerei. 


A 6 de Janeiro de 1945, cerca de duas semanas antes do acampamento ser evacuado, Robota, Gertner, Safirsztajn e Wajsblum foram enforcadas na presença dos outros prisioneiros. Duas foram executados à noite (Ala Gertner e Roza Robota) e duas de dia (Ester Wajsblum e Regina Safirsztajn). Nos seus momentos finais, clamaram por vingança e cantaram o "Hatikva" hino nacional. Estas foram as últimas execuções no campo. As suas atitudes heróicas serão lembradas como um dos actos mais corajosos de prisioneiras judias em Auschwitz-Birkenau.


Os Portões Roza Robota em Montefiore, Randwick (Sydney, Austrália).


A Memória da Roza Robota vive, na nomeação dos Portões Roza Robota em Montefiore, Randwick (Sydney, Austrália). Esta iniciativa foi possível graças a Sam Spitzer, um lutador da resistência durante a Segunda Guerra Mundial e, agora, morador em Sydney. Ele assim nomeou estas portas em homenagem à sua heroina nos tempos de guerra, Robota, e sua falecida esposa, Margaret. A irmã de Spitzer também esteve em Auschwitz com Robota.



Roza Robota Memorial


No Yad Vashem, em Jerusalém, um monumento foi construído para homenagear Robota e as outras três mulheres executadas. Ela está numa localização privilegiada no jardim.


Este artigo foi inspirado numa publicação de António Alves Valente


Obrigada António



Fontes:


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Momento Musical!



Momento Musical com Mozart

“Eine Kleine Nachtmusik” – Allegro


Retrato de Mozart (detalhe), Johann Nepomuk della Croce, 1780


    A minha querida amiga Ziva, sempre com carinho, publica aqui no blogue os meus escrevinhanços. Eu agradeço a partilha, porque gosto muito de aprender e é partilhando que aprendemos.

     A imaginação humana espanta-me e quedo-me a pensar de onde surge tanta criatividade. Li num comentário sobre Bereshit – o livro de Génesis -, que a palavra hebraica para Adão é Adam, que vem do radical “dimion”, que significa imaginação. Seguindo esta linha de pensamento, a qualidade que define a pessoa humana, o homem, e de acordo com o seu nome – Adam -, é a imaginação. Esta extraordinária imaginação que nos eleva acima da simples percepção física e nos dá asas para viajarmos para além das fronteiras do tempo e do espaço. 



Retrato de Mozart (inacabado), por Joseph Lange, 1789


    Concordamos, com certeza, que a imaginação e a criatividade de Mozart foram das mais prodigiosas que a Humanidade já conheceu. Escolhi, então, para este momento musical, o primeiro andamento – Allegro - de Eine Kleine Nachtmusik (“Pequena Serenata Nocturna”), composição de 1787, de Wolfgang Amadeus Mozart. A obra foi escrita para um ensemble de cordas - dois violinos, viola de arco, violoncelo e contrabaixo -, sendo frequentemente interpretada por orquestra de cordas.

     Vamos ouvir o primeiro exemplo, obedecendo à versão original do compositor, pelo Quarteto Gewandhaus e um contrabaixista convidado. 




Mozart - Serenade in G major, K. 525 'Eine kleine Nachtmusik' - I. Allegro
Gewandhaus Quartet



Quinteto vocal Carmel A Cappella com Shula Erez


    O segundo exemplo do Allegro de “Eine Kleine Nachtmusik” de Mozart vai ser executado pelo extraordinário quinteto vocal Carmel A Cappella. Este grupo israelita, fundado em 1990, com direcção musical de Shula Erez, é constituído por cinco cantoras de Haifa, e é especializado na interpretação de música polifónica a cappella (que como o nome indica – a cappella -, sem acompanhamento instrumental). 




Carmel A-cappella - Eine Kleine nachtmusik - Mozart




Mozart Group – Quarteto de Cordas


    A escolha do terceiro e último exemplo recai sobre o Mozart Group, um quarteto de cordas polaco, de Varsóvia, formado em 1995. A interpretação a que vamos assistir foi gravada ao vivo num concerto de Bobby McFerrin. À boa maneira do Mozart Group, para além de uma excelente qualidade musical, cheia de humor, os músicos intercalam a obra original de Mozart com adaptações ao estilo tradicional polaco, tirolês, yiddish e espanhol. 



Robert “Bobby” McFerrin


    Neste vídeo podemos ainda assistir a uma soberba interpretação da canção “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, na voz de Bobby McFerrin, com acompanhamento do Mozart Group.

     A requintadíssima técnica vocal de Bobby McFerrin empresta ao clássico de Bossa Nova uma originalidade, que nos transporta a um mundo de encantamento como só a imaginação e a criatividade tornam possível. 




Bobby McFerrin – Mozart Group – Mozart e Garota de Ipanema


Espero que esta escolha musical vos tenha dado prazer. Pelo menos tanto quanto me deu a mim. 



Como já perceberam desde o início deste artigo, este foi o resultado de mais um momento inspiradíssimo da nossa 
Sónia Craveiro, a quem eu, e penso que todos os que amam música agradecemos. J


Muito obrigada querida amiga.


Beijinhos


Fontes:

The Jewish Life!



Com Alexsander Pavlenko



Erev Tov! J

domingo, 6 de outubro de 2013

Moshe Rynecki


Retrato de uma vida na arte




Moshe Rynecki nasceu em 1881 numa pequena cidade do leste de Varsóvia, perto da cidade de Siedlce. Seu pai, Abraão, foi um alfaiate que se especializou na confecção de uniformes. Pouco se sabe sobre sua mãe, Zipora. A vida era difícil para os Ryneckis. Eles não tinham água corrente e não havia condições insalubres com uma vala de esgoto que corre ao longo da estrada. Quanto às suas crenças e práticas religiosas, os Ryneckis foram hassídicos. As únicas certezas que temos foram-nos relatadas pelo seu filho, George, que escreveu um livro de memórias sobre os seus avós e pais.



 Moshe Rynecki (1881-1943)


Self-portrait


Rynecki começou a desenhar em uma idade precoce. De acordo com a tradição da família, ele costumava usar giz, e às vezes quando tinha alguns, desenhava figuras no chão e nas paredes de sua casa. De acordo com o livro de memórias escrito por seu filho, George, "Uma vez que ele chegou a ser espancado por violar o mandamento:" Tu não deverás criar imagens. Um dia ele falou com o seu filho e contou-lhe a sua resposta e ele disse-lhe: "Deus deu-me este talento e eu não acredito em quebrar essa tendência natural. Eu tenho simplesmente que fazê-lo. Se D’us não quisesse que eu pintasse, eu não teria este enorme desejo; o desejo de imortalizar em papel ou tela o que eu vejo. Eu sou simplesmente um escritor de sorte, que em vez de palavras, deixo as minhas mensagens em imagens. Eu não sinto a transgressão a que a Bíblia se refere sobre as imagens."



A família Rynecki nunca foi dada a fotos e nem retratada nas suas obras, mas foi dito, "... não é um quarto, que geralmente mostra um ofício...".


Rynecki teria preferido ir directo para uma escola de arte, mas primeiro teve que completar sua educação judaica numa yeshiva. E assim o fez, e depois foi para uma escola russa mediana, que era um pré-requisito para a aceitação na Academia de Arte de Varsóvia. De acordo com um livro publicado em 1965 sobre a História da Academia de Arte de Varsóvia ", Moszek Rynecki" frequentou a Academia durante o ano de 1906/1907.  



 Os jogadores de xadrez 


Após completar sua educação formal, Rynecki passou a pintar o que ele sabia melhor na comunidade onde morava. Ele fez vários tipos de pinturas, como por exemplo “Os jogadores de xadrez” para além de muitas outras actividades quotidianas que ele ia captando;  Simchat Torah, Interior da sinagoga, e pessoas no seu estudo, mas nas suas obras ele também pintava lugares, eventos, e as questões centrais para a comunidade judaica. Enquanto alguns de seus trabalhos foram apresentados em galerias locais e foram recebidos com boas críticas, seu filho George afirma: "Ele não foi bem-sucedido na venda de nenhuma das suas obras."



Pintura da esquerda: Talmudistas
Pintura da direita: O Parque



Pintura da esquerda: Simchat Torah
Pintura da direita: Interior da Sinagoga


No início da Segunda Guerra Mundial Rynecki foi forçado a entrar no gueto de Varsóvia. Apesar de ter pouco acesso a materiais de arte no gueto, ele  continuo a pintar. Apenas três pinturas deste período de sua vida são conhecidos por terem sobrevivido ao Holocausto: No abrigo; O trabalho forçado e Refugiados.



Refugiados
O Yad Vashem tem na sua coleção permanente esta peça retratando refugiados 
dentro do gueto de Varsóvia.


No início de 1943 Moshe foi deportado para Majdanek e lá morreu, no campo de concentração.


A coleção de Magnes de Arte e Vida Judaica em Berkeley, Califórnia, tem na sua coleção permanente este trabalho descreve uma cena de casamento.



The Gift of Bread, 1919



Esta peça, "Pogrom Russo - Ataque dos cossacos", é certamente o quadro descrito no livro de memórias de George Rynecki:


“Meu pai estava sempre a pintar. Quando o polaco chegou ao poder, ele fez uma pintura, óleo sobre tela, que se tornou muito controversa em Varsóvia. Ele recriou o pogrom russo, um ataque dos cossacos numa sinagoga em que o estupro de mulheres foi mostrado e homens mortos envoltos em rolos de Torah, e que era um forte quadro político contra os russos. Claro que a história dos pogroms russos era bem conhecida, mas nunca tinha sido mostrada numa pintura de dimensões tão dramáticas”.



Em Junho de 1951, 46 telas foram exibidas no
Jewish Community Center, Dallas, Texas.





Fonte: