quinta-feira, 17 de outubro de 2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O dia de hoje na história judaica-12 Cheshvan 5774




Assassinato do Primeiro-ministro Yitzhak Rabin (1995)



Yitzhak Rabin, Comandante-em-Chefe das Forças de Defesa Israelitas durante a Guerra dos Seis Dias e depois Primeiro-ministro de Israel, foi assassinado nesta data em 5756 (1995).


Yitzhak Rabin (em hebraico יצחק רבין; Jerusalém, 1 de Março de 1922 — Tel Aviv, 4 de Novembro de 1995) foi um general e político israelita.
Quinto primeiro-ministro de Israel, no cargo entre 1974 e 1977, regressou ao cargo em 1992, exercendo funções até 1995, ano em que foi assassinado. Foi também o primeiro chefe de governo a ter nascido no território que se tornaria Israel e o segundo a morrer durante o exercício do cargo, além de ser o único a ser assassinado.

Em 1994, Rabin recebeu o Prêmio Nobel da Paz, juntamente com Shimon Peres e Yasser Arafat. Ele foi assassinado pelo direitista radical israelita Yigal Amir, que se opunha à assinatura de Rabin no Acordo de Oslo.



Yitzhak Rabin ao lado de Bill Clinton e Yasser Arafat, num aperto de mãos que selaria o Acordo de paz de Oslo, no dia 13 de Setembro de 1993.


Yitzhak Rabin nasceu em Jerusalém, em 1 de Março de 1922, judeu, filho de pai nascido nos Estados Unidos e mãe nascida na Rússia, ambos imigrados para a então Palestina Britânica, quando tinha um ano de idade, altura em que a sua família se mudou para Tel-Aviv, onde cresceu e frequentou a escola. Seu pai morreu quando ele era um menino, e ele trabalhou com uma idade precoce para sustentar sua família.



Yitzhak Rabin em 1937 


Em 1941, já formado pela Escola de Agricultura Kadoorie, ingressa na Haganá, uma organização paramilitar judaica, e dentro desta no seu corpo de elite, o Palmach, onde foi oficial de operações. Durante a Guerra de Independência (1948-1949) comandou a brigada Harel que conquistou a parte Ocidental de Jerusalém. Com o cessar-fogo de 1949, foi membro da delegação israelita nas negociações de paz com o Egipto.



Yitzhak Rabin com Yigal Allon em 1948, durante a Guerra da Independência.


Em 1948, durante a Guerra árabe-israelita de 1948 contraiu matrimónio com Lea Schlossberg, sua esposa durante os seguintes 47 anos. O casal teve dois filhos, Dalia (Pelossof-Rabin) e Yuval.





Com a sua mulher, Leah, no seu apartamento de Ramat Aviv a 14 de Novembro de 1992. Meses antes o Partido Trabalhista havia ganho as eleições e Rabin nomeado primeiro-ministro pela segunda vez. Eram os anos do processo de paz.






Em 1974 com a filha Dália e o filho Yuval, enquanto era entrevistado e pintado.


Entre 1964 e 1968 exerceu as funções de Chefe do Estado-Maior do Exército israelita, tendo sido um dos responsáveis pela vitória de Israel na guerra de 1967, que opôs o país aos seus vizinhos árabes.

Após se aposentar das Forças de Defesa de Israel, tornou-se embaixador nos Estados Unidos entre os anos de 1968 e 1973. Nesse ano regressa a Israel, onde é eleito deputado no Knesset (Parlamento), pelo Partido Trabalhista.




Foi Ministro do Trabalho no governo de Golda Meir. Com a queda do governo de Meir, em 1974, Rabin é eleito primeiro-ministro, mas demite-se em 1977.






Entre 1985 e 1990 é membro dos governos de unidade nacional, onde desempenhou as funções de Ministro da Defesa, tendo implementado a retirada das forças israelitas do sul do Líbano. Apanhado desprevenido pela Intifada de Dezembro de 1987, tenta, sem sucesso, reprimir o levantamento dos palestinos ordenando que os soldados quebrem os ossos dos manifestantes. Na ocasião, recebeu o pejorativo apelido de "quebra-ossos".

Em 1992 foi eleito líder do Partido Trabalhista, que conduz à vitória nas eleições legislativas de Julho desse ano, tornando-se primeiro-ministro pela segunda vez. Desempenhou um importante papel no Acordo de Paz de Oslo, que criaram uma Autoridade Nacional Palestiniana com algumas funções de controlo sobre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Em Outubro de 1994 assinou o tratado de paz com a Jordânia.




Foi galardoado com o Nobel da Paz em 1994 pelos seus esforços a favor da paz no Oriente Médio, honra que partilhou com o seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, Shimon Peres, e com o então líder da OLP, Yasser Arafat.








Depois de participar num comício, Yitzhak Rabin foi assassinado por um extremista que se opunha ao processo de paz. Faz hoje 15 anos.


No dia 4 de Novembro de 1995 foi assassinado pelo estudante judeu ortodoxo Yigal Amir, militante de extrema-direita que se opunha às negociações com os palestinianos, quando participava num comício pela paz na Praça dos Reis (hoje Praça Yitzhak Rabin) em Tel Aviv. Yigal foi condenado à prisão perpétua. A sua viúva faleceu em 2000 de câncer no pulmão. 



O túmulo do casal encontra-se no cemitério do Monte Herzl, Jerusalém em Israel.


O monumento no local do assassinato:


Rua Solomon ibn Gabirol, entre a Tel Aviv City Hall e Gan Ha'ir. O monumento é composto de rochas quebradas, que representam o terremoto político que o assassinato representa.


Fontes:


terça-feira, 15 de outubro de 2013

A matriarca Rachel (1553 AEC)


Rachel 

Pintura de Gustave Doré

A matriarca Rachel faleceu ao dar a luz ao seu segundo filho, Benjamin, em 11 de Cheshvan de 2208 (1553 AEC). Rachel nasceu em Aram (Mesopotâmia) aproximadamente em 1585 AEC. Seu pai foi Laban, irmão da mãe de Yaacov, Rivca. Yaacov foi à casa de Laban em 1576 AEC, fugindo à ira de seu irmão Essav. Apaixonou-se por Rachel e trabalhou durante sete anos cuidando dos rebanhos de Laban em troca da mão de Rachel em casamento. Mas Laban enganou o sobrinho, e na manhã após o casamento Yaacov descobriu que tinha desposado a irmã mais velha de Rachel, Lea. Laban concordou em dar-lhe Rachel como esposa também, mas somente após outros sete anos de trabalho.



O Túmulo de Raquel antes do ano 1840

Rachel não teve filhos durante muitos anos, ao passo que sua irmã mais velha teve seis filhos e uma filha. Finalmente, em 1562, ela deu à luz um filho, Yossef. Nove anos depois, enquanto Yaacov e sua família estavam a caminho do lar ancestral de Yaacov em Hebron (após uma ausência de 22 anos), ela teve um segundo filho, que morreu ao nascer. Yaacov enterrou-a ao lado da estrada em Bethlem; ali, "Rachel chora pelos seus filhos, pois eles se foram" [no exílio] (Yirmiyáhu 31:14) – conforme seu pedido. Seu túmulo serve como local de oração para os judeus há mais de 35 séculos.




Fontes:
http://www.projetoahavatisrael.com 

Musica Sefardita no Teatro Ibérico




Da Aurora ao Crepúsculo



O Teatro Ibérico tem o prazer de apresentar, no dia 26 de Outubro, às 21H00, o concerto de Música Sefardita Canções da Aurora ao Crepúsculo.


Os sefarditas tinham sempre uma música para cada ocasião, da aurora ao crepúsculo. Entoavam canções para celebrar o nascimento, o namoro, o noivado, o casamento. Depois da Diáspora, o repertório que conhecemos como música tradicional sefardita, com mais de 500 anos de sobrevivência no exílio, chegou até nós por transmissão oral e graças ao empenho das mulheres. Foram as mulheres quem durante estes séculos, acompanharam as tarefas domésticas e se ocuparam das crianças com os acordes da canção sefardita, prepararam as festas e consolaram a dor com uma música que sobreviveu até aos nossos dias.


A Não perder!!! 

Eu estarei lá, espero ter a vossa companhia!!!  J



Fontes:

domingo, 13 de outubro de 2013

A Túmulo de José - O Rei dos Sonhos







Jacó ou Jacob (em hebraico: יעקב, transl. Yaʿaqov, também conhecido como Israel (em hebraico: יִשְׂרָאֵל, transl. Yisraʾel, foi o terceiro patriarca da bíblia.





Os visitantes podem entrar túmulo de José no coração da cidade de Nablus, a partir de meia-noite até o amanhecer, enquanto os residentes palestinos estão dormindo. Uma grande variedade de pessoas, haredim, os sionistas religiosos, leigos, jovens e crianças vêm aqui com uma escolta militar para desabafar seu coração ou para celebrar um acontecimento feliz. 




Após os acontecimentos de Outubro de 2000 (o lançamento da Segunda Intifada), o exército israelita proibiu o acesso de Israel ao sepulcro. No entanto, os Hasidim Breslov e outros fiéis visitaram o túmulo em segredo completo, sob a cobertura da escuridão, esquivando-se postos de controlo do exército e da polícia.

Como resultado da Operação Escudo Defensivo, o túmulo foi recuperado pelo exército israelita e, logo depois, em resposta aos inúmeros pedidos eram programadas visitas monitoradas à renovada sepultura. Um dia de cada mês, à meia-noite, até 800 visitantes foram autorizados a rezar no túmulo. Estas visitas tinham a intenção de evitar visitas clandestinas não autorizadas sem proteção, principalmente pelo hassidismo Breslov. No entanto, mais tarde, e por razões de segurança, eles impuseram uma proibição de peregrinos judeus que não tivessem a autorização especial para visitar o túmulo.




Em fevereiro de 2003, o Jerusalem Post informou que o túmulo tinha sido atacado com martelos e uma árvore havia sido abatida em frente à sua entrada, e os detritos que encheram o túmulo, foram retirados e tranportados por vários carros. O líder do Breslov dos ministros haredim foram notificados e pressionados desta profanação, mas o Exército israelita disse que não tinha planos para proteger ou monitorar o local, alegando que tal ação seria demasiado dispendiosa.

Em maio de 2007, o Breslov visitou o local pela primeira vez depois de dois anos de visitas frustradas. Desde então, alguns grupos de peregrinos são autorizados a entrar com uma escolta armada. No final de 2007, um grupo de Hasidim descobriu que o túmulo tinha sido limpo pelos palestinos. Nos últimos anos, o local sofreu mais violência e sua aparência se deteriorou, com a presença de lixo e marcas de pneus queimados na mesma.




Em fevereiro de 2008, foi relatado que Israel pediu oficialmente à Autoridade Palestiniana para realizar reparos no túmulo. Em fevereiro de 2008, queimaram novamente pneus vandalizando o túmulo. Em resposta, o líder palestino Mahmoud Abbas disse que a tumba era um lugar sagrado para os muçulmanos, e ignorou os preparativos para a cooperação conjunta entre palestinos e israelitas sobre a restauração do túmulo. Em dezembro de 2008, os trabalhadores judeus financiados por doadores anónimos pintaram as paredes enegrecidas e reconstruiram o marco de pedra que cobre o túmulo destruído.




Desde 2009, as visitas mensais ao túmulo são feitas veículos blindados da IDF e são organizados pela organização Siquém Ehad, com sede em Yitzhar. No final de abril de 2009, um grupo de fiéis judeus encontraram as lápides partidas e as paredes pintadas com suásticas causando assim graves danos.





Fontes:


“GUERRAS DO ALECRIM E MANJERONA”



Uma obra de António José da Silva, o Judeu



Procissão de auto-da-fé, saindo dos Estaus e desfilando 
pelo Rossio (J. A. Colmenar, 1707)



    António José da Silva nasceu no Rio de Janeiro, em 1705, numa família de cristãos-novos. Os pais, presos pela Inquisição, são obrigados a vir para Lisboa, onde chegam em Outubro de 1712 com os três filhos, Baltasar, André e António.
     
     Na primeira metade do século XVIII, a Inquisição, que já se tinha apossado dos bens dos cristãos-novos na Metrópole, avança para o Brasil, onde o número de prisões aumenta exponencialmente.
     
   Portugal, naquela época, era um país atrasado, onde a alta aristocracia, parasitária, se confundia com o alto clero. Num clima de intolerância, intriga e denúncia, a toda-poderosa Inquisição perseguia o menor sinal de desenvoltura intelectual, mas acima de tudo perseguia os cristãos-novos. António José da Silva, brilhante comediógrafo, e homem marcado pelo Tribunal do Santo Ofício, é acusado de relapso, acabando por ser garrotado e queimado num auto-da-fé, realizado em Lisboa, no dia 18 de Outubro de 1739. 




     Nesta homenagem singela ao poeta, escritor e dramaturgo, considerado o principal responsável pela renovação do teatro português no século XVIII, vamos falar um pouco daquela que é considerada a sua obra-prima – “Guerras do Alecrim e Manjerona”.

     “Guerras do Alecrim e Manjerona” estreou no Teatro do Bairro Alto, no Carnaval de 1737. É uma ópera joco-séria, ou seja, uma comédia em prosa entremeada de canções, cuja autoria é atribuída a António Teixeira, um compositor celebradíssimo da época. As óperas de António José da Silva eram executadas por actores/cantores, que não apareciam em cena, mas antes acompanhavam marionetas (bonifrates), que eram a forma exterior de representar os espectáculos.


     A linguagem da peça constrói-se em torno de uma “jocosa” crítica social a diversos aspectos da sociedade portuguesa da época, tais como a decadência moral dos fidalgos, os avarentos, uma medicina retórica e balofa, ou uma justiça inoperante. 



Sinopse da peça


     Os jovens D. Fuas e D. Gilvaz, pretendentes de D. Nise e D. Clóris, sobrinhas do avarento D. Lancerote, reconhecem as meninas, que andam disfarçadas, mas revelam a sua identidade por levarem uma, um ramo de alecrim, outra, um ramo de manjerona.

     Os galantes conseguem conquistar os favores das damas, mas sobre o romance paira esta ameaça: D. Lancerote já tem intenções de casar uma das raparigas com D. Tibúrcio, seu sobrinho, pedindo-lhe que escolha uma das duas para sua esposa.

   Ajudadas pelo gracioso Semicúpio, um criado cheio de genica, as meninas conseguem encontrar os seus amantes e acabarão por casar-se com eles. Semicúpio casará com a criada Sevadilha, e tudo terminará em felicidade. 


Excerto da peça “Guerras do Alecrim e Manjerona”



Bonifrates – D. Tibúrcio e D. Lancerote


    A acção passa-se entre D. Tibúrcio, Semicúpio e D. Lancerote. Nesta cena, António José tem como objectivo pôr a claro os médicos intrujões, que pouco sabiam de medicina e muito de retórica.

     Eis que chegam D. Tibúrcio, a queixar-se de cólicas, e o criado Semicúpio, disfarçado de médico:


D. Tibúrcio
«Ai, minha barriga, que morro! Acuda-me, Senhor Doutor!»

Semicúpio
«Agora vou a isso. Ora diga-me: que lhe dói?»

D. Tibúrcio
«Tenho na barriga umas dores mui finas.»

Semicúpio
«Logo as engrossaremos. E tem o ventre túmido, inchado e pululante?»

D. Tibúrcio
«Alguma cousa.»

Semicúpio
«Vossa mercê é casada ou solteira?»

D. Tibúrcio
«Porquê, Senhor Doutor?»

Semicúpio
«Porque os sinais são de prenhe.»

D. Lancerote
«Não, Senhor, que meu sobrinho é macho.»

Semicúpio
«Dianteiro ou traseiro?»

D. Lancerote
«Ui, Senhor Doutor! Digo que o meu sobrinho é varão.»

Semicúpio
«De aço ou de ferro?»

D. Lancerote
«É homem! Não me entende?»

Semicúpio
«Ora acabe com isso. Eis aqui como por falta de informação morrem os doentes; pois, se eu não especulara isso com miudeza, entendendo que era macho, lhe aplicava um cravo; e, se fosse varão, umas limas; e, como já sei que é homem, logo veremos o que se lhe há-de fazer.»

D. Lancerote
«Eis aqui como gosto de ver os médicos: assim especulativos.»

(…)



A Dança, Painel de Azulejo do século XVIII, Portugal


    Terminamos com um excerto muito bem-humorado de uma Ária em dueto, gravada em Outubro de 2006, no Festival de Música Barroca de Pontoise, em França. São protagonistas, D. Lancerote e a criada Sevadilha, que num apelo desesperado à justiça, discutem acerca de um capote. 



Guerras do Alecrim e da Manjerona (1737) - Ária a Duo - Les Caractères
Direção: Xavier Julien-Laferrière
Solistas: Miriam Ruggeri & Rémi-Charles Caufman



Este, foi mais um artigo elaborado pela nossa amiga

Sónia Craveiro


Muito obrigada

Beijinhos



Fontes:

http://purl.pt/922/1/ - António José da Silva, Cronologia, Biblioteca Nacional
SANTARENO, Bernardo, O Judeu, (excerto do 3º acto), Edições Ática

Rav Asher ben Yechiel, mais conhecido como "Rosh"



O dia de hoje na história judaica
 9 de Cheshvan


Falecimento de Rosh (1327)

Rav Asher ben Yechiel - The "Rosh"


A vida e influência de Rabi Asher ben Yechiel, conhecido pelo acrônimo Rosh, abrangeram as duas esferas da Diáspora Judaica de sua época, as comunidades Ashkenazita (franco-germana) e a Sefardita (Espanhola e Mediterrânea).

Nascido em 1250 na Alemanha Ocidental, Rabi Asher estudou com o famoso Tosafista Rabi Meir de Rothenburg, foi pai de oito filhos e autor de uma das mais antigas codificações da Lei Judaica. Na meia-idade ele fugiu às perseguições na Europa Medieval, estabelecendo-se em Espanha onde os judeus prosperavam materialmente e o estudo judaico florescia na Era Dourada da Espanha.

Embora fosse um exilado e recém-chegado sem tostão, o gênio e a erudição de Rabi Asher logo lhe granjearam uma posição de prestígio e influência. Em 1304 foi convidado a servir como líder espiritual dos judeus de Toledo, onde ele estabeleceu uma academia talmúdica e transplantou o sistema de interpretação e análise talmúdica dos Tosafistas Ashkenazitas. Ele também introduziu o tradicionalismo e a piedade dos primeiros chassidim ashkenazitas (revertendo as tendências secularistas em determinados segmentos do Judaísmo Sefardita). Rabi Asher faleceu em Toledo a 9 de Cheshvan de 5088 (1327 EC).


Uma das suas obras

Shailoth U'Teshuvoth



Fontes: