sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O dia de hoje na história judaica - 10 Elul 5773




Nôach envia o corvo

(2105 AEC)



A 10 de Elul de 1656 (2105 AEC), quando o Dilúvio chegava ao final, Nôach abriu a janela da Arca e enviou um corvo para determinar se as águas do Dilúvio tinham começado a recuar (Bereshit 8:1; Rashi).



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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Escritores e Poetas nos Guetos




A partir de 1939, as autoridades alemãs começaram a isolar os judeus polacos em guetos e outras áreas restritas. Criados originalmente com o intuito de separar os judeus da população não judaica, os guetos posteriormente passariam a ser os locais onde se iniciava o processo de envio dos judeus europeus para os campos de trabalho forçado ou de extermínio.


Vivendo em péssimas condições e sob a constante ameaça de deportação, os judeus procuravam expressar a sua humanidade e cultura através de canções e poesias. O poema escrito em iídiche Es Brent (Em Chamas), de Mordecai Gebirtig (escrito em 1938 em resposta a um pogrom na Polônia), tornou-se o hino da resistência do gueto da Cracóvia. Mesmo após ter fugido da Cracóvia para a vizinha Lagiewniki, e de ter sido novamente levado prisioneiro ao gueto da Cracóvia, Gebirtig continuou a compor poemas.




No gueto de Vilna e nos campos de trabalho escravo da Estônia, Hirsh Glik escreveu canções de resistência, inclusive a famosa "Canção dos Partisans" (Partizanenlied), a qual se tornou o hino da Organização de Partisans Unidos de Vilna, à qual Glik pertencia.




Os poetas e escritores também expressavam uma resistência artística e espiritual. No gueto de Varsóvia, Itzhak Katzenelson escrevia poemas, peças e ensaios cheios de esperança, os quais interpretavam a situação do gueto sob a luz da milenar história judaica. Em 1943, ele foi deportado para o campo de Vittel, na França (onde compôs o poema "Canção do Povo Judeu Assassinado"). Em 1944, ele foi enviado para o campo de Auschwitz, onde foi assassinado.


Christoph Stfnof - Revolta no Guetto de Varsóvia


O historiador Emanuel Ringelblum fundou o arquivo clandestino do gueto de Varsóvia, denominado-o Oneg Shabbat (Vivenciando o Shabat), onde foram colocados e preservados os registros da vida no gueto de Varsóvia. Vários habitantes dos guetos, tais como Chaim Kaplan, mantinham diários e eles foram arquivados para a posteridade.

Castiçais improvisados ​​no 
gueto de Varsóvia


Quando os nazis obrigaram Shmaryahu Kaczerginski e Abraham Sutzkever a seleccionar livros valiosos para serem confiscados dos judeus, os dois escritores de Vilna conseguiram esconder e salvar cerca de 8.000 exemplares. Enquanto permaneceram escondidos nas florestas, eles entrevistaram os Partisans e registaram suas declarações sobre a vida que levavam, o que haviam visto, como havia vivido, e muitas coisas mais.


Shmaryahu Kaczerginski e Abraham Sutzkever


Durante a destruição do gueto de Lodz, no verão de 1944, o escritor Isaiah Spiegel conseguiu esconder alguns de seus trabalhos em um sótão. Quando foi levado para Auschwitz, ele levou consigo o que havia restado mas eles foram confiscados logo após sua chegada. Quando a Guerra terminou, Spiegel retornou a Lodz e conseguiu encontrar os dezasseis textos que lá havíamos deixado; os demais, ele conseguiu reproduzir de memória.


As experiências dos judeus no Holocausto estão expressas nas obras de escritores e poetas dos guetos. Nos guetos das áreas da Europa oriental ocupadas pela Alemanha – onde a superlotação, as péssimas condições sanitárias e a fome eram a norma – a actividade cultural constituía uma forma de resistência à barbárie, um grito de humanidade.


Fontes:




Imagem dos castiçais: cortesia do Yad Vashem


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Chernivtsi: A cidade dos poetas mortos!




A cidade ucraniana foi no passado uma metrópole cultural. Os artistas judeus, que escreviam em sua língua materna – o alemão – estão mortos, mas sua herança é mais presente do que nunca.



Nora Gomringer é uma espécie de estrela entre os poetas alemães, adepta da slam poetry e premiada diversas vezes. "Num autocarro parecido com aqueles que eu usava antigamente para ir à escola", constata Gomringer, tão admirada quanto feliz ao percorrer as ruas de Chernivtsi.


Nora Gomringer no cemitério judaico de Chernivtsi


Gomringer foi uma entre os nomes convidados para o Festival de Literatura Meridiano de Chernivtsi, que reúne escritores, artistas e jornalistas da Europa, América do Norte e Israel – todos em busca dos rastros da cultura judaica. De autocarro, eles seguem para uma visita ao cemitério judaico da cidade.


Grandes poetas

Paul Celan, nascido em Chernivtsi no ano de 1920, é considerado um dos maiores poetas de língua alemã de todos os tempos. Ele sobreviveu ao Holocausto, embora tenha permanecido altamente traumatizado e nunca superado o que passou. Em 1970, suicidou-se em Paris. Já a poeta Selma Meerbaum-Eisinger, muitas vezes chamada "a Anne Frank da Bucovina", morreu no campo de Michailovska, em consequência de febre tifóide, aos 18 anos de idade.


As irmãs Irene e Helene Silberblatt viajaram a Chernivtsi. Norte-americanas, bisnetas de um judeu natural de Chernivtsi, elas vivem no estado de Novo México, nos EUA. "Tanto Paul Celan quanto Selma Meerbaum-Eisinger eram nossos parentes", contam as irmãs, que buscam no cemitério da cidade o túmulo do bisavô. "Ele está enterrado aqui em algum lugar. Em 2004, quando viemos pela primeira vez a Chernivtsi, alguém nos ajudou a encontrar seu túmulo", contam as duas.

Naquele ano, Irene e Helene Silberblatt tinham sido convidadas para a inauguração de uma placa em homenagem à poetisa Selma Meerbaum-Eisinger, colocada na parede da casa onde ela viveu.

"Em Chernivtsi, pouco ou nada se sabia a respeito da herança cultural judaico-alemã, mas o Festival de Literatura mudou claramente essa situação", contam as irmãs. Elas pretendem divulgar os poemas de Selma nos países de língua inglesa. Para isso, já mandaram traduzir a obra da poetisa e publicaram um volume de poesia com os trabalhos da autora.


Paralelos entre escritores




Nora Gomringer relata que mantém há muito uma proximidade com a obra de Selma Eisinger. 






"Quando penso a respeito, me lembro que me deparei pela primeira vez com o volume de poesia Ich bin in Sehnsucht eingehüllt (Estou envolta em saudades) no ano de 2001", conta Gomringer. 




Segundo ela, Selma representa a força e a esperança com as quais uma pessoa jovem vê o futuro. E mostra também como a então jovem poeta acabou perdendo tudo de maneira tão trágica.


50 mil túmulos no cemitério judaico de Chernivtsi


Nora Gomringer vê na figura de Selma Meerbaum-Eisinger semelhanças com sua própria biografia. Enquanto Gomringer começou a escrever aos 16 anos, Meerbaum-Eisinger iniciou-se nas letras aos 15. "Há aí paralelos: o peso, o incondicional do sentimento, tudo isso está dentro desses textos", descreve Gomringer. A escritora acha especialmente trágico o último registo no álbum com os poemas de Selma:


 "'Não tive tempo de escrever até o fim...”




Sempre achei isso, o mais tocante e o mais duro.

Selma Meerbaum-Eisinger foi deportada para o campo de Michailovska num domingo de junho de 1942. Antes disso, ela conseguiu passar para uma amiga o álbum com seus 57 poemas.





 Os últimos judeus de Chernivtsi


Hoje vivem em Chernivtsi aproximadamente 3 mil judeus, estima o rabino Mendel Glizenstein. Ele veio de Eilat, Israel e mora há quase nove anos na cidade, onde tenta reativar a comunidade judaica. 


O rabino Mendel Glizenstein


"Preservamos as tradições, criamos jardins-de-infância, escolas integrais, clubes de estudantes, aulas de Torá para qualquer idade. O mais importante é as pessoas não terem mais medo de praticar a fé judaica", diz Glizenstein.


Dos judeus que vivenciaram a Segunda Guerra e ainda moram na cidade resta pouco mais de uma dezena de pessoas. E um número menor ainda quando se trata daqueles cuja língua materna é o alemão. Um deles é Max Schickler, nascido em 1919. Schickler gosta de falar sobre os velhos tempos, quando se ouvia alemão a cada esquina em Chernivtsi. "Aqui havia 57 mil judeus e 25 mil alemães. Eles viviam no subúrbio Rosch. Mas também pessoas de outras nacionalidades falavam alemão", recorda Schickler.


No entanto, essas pessoas eram vistas pela administração romena como uma pedra no sapato, pois depois da Primeira Guerra Mundial Chernivtsi tornou-se romena. 


"Mas os romenos não conseguiram 'romenizar' a cidade. Chernivtsi continuou um lugar de língua alemã", afirma Max Schickler num alemão preciso e sóbrio que às vezes as suas palavras chegam a soar lacónico.

Depois da guerra, só restava na cidade a metade do número de judeus. A outra metade morreu ou emigrou. Por outro lado, judeus de todas as partes da Ucrânia migraram para Chernivtsi, uma cidade cujo nome atraía essas pessoas de forma quase mágica. Porém, os novos moradores judeus da cidade, recém-imigrados, não falavam alemão. Apesar disso, alguns colegas antigos de Schickler ficaram, com os quais ele sempre conversava sobre a velha Chernivtsi, sobre Paul Celan, que frequentou a mesma escola que ele, bem como sobre Rose Ausländer e outros poetas.


Chernivtsi sempre presente


Nos áureos tempos, quando a Bucovina era parte do Império Austro-Húngaro, a rua principal de Chernivtsi, de nome Olga Kobylanska, tinha grandes semelhanças com a nobre Herrengasse de Viena. Num palácio antigo, Nora Gomringer fez uma leitura de uma das suas obras. Ela visitou Chernivtsi pela primeira vez, a convite do Instituto Goethe. Mas em pensamento, conta a escritora ao público presente, ela já esteve muitas vezes na cidade, sempre em busca dos rastros dos poetas nascidos ali: Paul Celan, Rose Ausländer e Selma Meerbaum-Eisinger.


"Já que sempre escrevi muito sobre a Shoá, me pedem com frequência, na Alemanha, para falar aos jovens sobre o assunto. Por isso redigi três textos, que foram usados numa série escolar didática no país", conta Gomringer. Um desses textos leva o título de Monólogo e é dedicado a Selma Meerbaum-Eisinger, diz a escritora.





"Chernivtsi é um meridiano"



O Festival de Literatura Meridiano de Chernivtsi aconteceu pela primeira vez há dois anos, relata Irene Silberblatt. "Foi fascinante. Paul Celan escreveu que Chernivtsi seria um meridiano: algo imaterial, que liga as pessoas de todo o mundo. Só ontem que pensei como isso é de fato verdadeiro", diz.

O escritor Paul Celan


Na porta da casa onde há uma fotografia e uma placa em homenagem a Selma Meerbaum-Eisinger, Irene Silberblatt questiona o que teria sido da escritora caso não tivessem tirado sua vida tão cedo: "Tenho certeza de que ela seria hoje uma pessoa generosa, afetuosa, passional e compreensiva. Ela nunca teve medo de se opor à injustiça".


Placa em homenagem a Selma Meerbaum-Eisinger


Abordagem pela arte


Ao fim da viagem a Chernivtsi, Nora Gomringer leva para casa de volta a constatação de que a poesia e sobretudo os poemas de Selma Meerbaum-Eisinger abrem novas abordagens para tratar do tema do Holocausto. "Através da Selma temos a oportunidade de não nos aproximarmos da shoá de maneira documental, mas sim pela arte. É uma forma de abordagem totalmente diferente, que nos permite uma aproximação muito mais pessoal. E neste sentido percebe-se também que a poesia pode ser muito política", resume a escritora.

Autora: Birgit Görtz (sv)
Revisão: Roselaine Wandscheer




Fonte:


A Sinagoga Touro



“A Sinagoga Touro não só é a mais antiga sinagoga da América, mas também um dos seus mais antigos símbolos de liberdade. Não há melhor tradição do que a história das contribuições da Sinagoga Touro para os objectivos de liberdade e justiça para todos.”

John F. Kennedy, Presidente dos Estados Unidos,15 de Setembro de 1963


Ostentando o nome de uma família judaica luso-americana com raízes em Tomar, a Sinagoga Touro, de Newport, Rhode Island, foi dedicada a 7 de Dezembro de 1763, no primeiro dia de Hanuká, e permanece hoje como a mais antiga sinagoga dos Estados Unidos — a única do período colonial que ainda sobrevive e se mantém em actividade. A congregação foi fundada em 1658 (apenas 4 anos após a chegada dos primeiros judeus portugueses a Nova Iorque) por judeus sefarditas, na sua maioria marranos e descendentes de marranos que inicialmente tinham fugido da Inquisição portuguesa e que escapavam agora de perseguições sofridas nas Caraíbas às mãos dos espanhóis. 



Entre os fundadores da comunidade contavam-se Mordecai Campanal, Moisés Israel Pacheco, Simão Mendes e Abraão Burgos. O líder religioso chamava-se Isaac Touro — e um dos seus filhos, Judah Touro ficaria para a história como um dos maiores beneméritos norte-americanos do século XIX. (…)


Judah Touro, de Newport, Rhode Island, viajou para Nova Orleães, na véspera da compra de Louisiana. Ele fez uma enorme fortuna como comerciante, metade da qual ele deu a várias causas e instituições de caridade. Embora ele tenha feito contribuições significativas para instituições religiosas judaicas e instituições de caridade, ele também doou generosamente a pessoas e instituições afiliadas com outras religiões. Quando o reverendo Theodore Clapp foi expulso da Igreja Presbiteriana em 1832, Touro entrou em cena e pagou a hipoteca da igreja de Clapps, permitindo-lhe continuar o seu ministério, sem interrupção.


Inicialmente impossibilitados de construir uma sinagoga própria, a comunidade de judeus portugueses de Newport reunia-se em casas particulares nas noites de sexta-feira e nas manhãs de sábado.

Durante o seu primeiro século de permanência em Rhode Island (a primeira colónia das 13 colónias originais americanas a declarar independência da Grã-Bretanha), os judeus portugueses prosperaram, tornando-se artesão e mercadores respeitados na colónia esmagadoramente protestante. O seu sucesso atraiu um influxo migratória de judeus sefarditas e asquenazim (judeus da Europa Oriental, com raiz na palavra hebraica Asquenaz, que significa Alemanha), que se juntaram à comunidade inicial, adoptando em conjunto os rituais religiosos tradicionais dos judeus de Portugal e Espanha. 

Com o crescimento da comunidade veio a necessidade de encontrar um local permanente para a realização dos serviços religiosos, e para isso voltaram-se para outras comunidades de judeus portugueses. A primeira resposta veio da congregação Shearith Israel, de Nova Iorque, a mais antiga do país, que enviou uma generosa contribuição de £149.060. Outras congregações de judeus portugueses — nomeadamente da Jamaica, Curaçao, Suriname e Londres — contribuíram também com ajuda financeira para a construção da sinagoga.



Peter Harrison, o mais famoso arquitecto americano do século XVIII, ofereceu-se para fazer o projecto do edifício, que demorou quatro anos a construir, sendo dedicado a 2 de Dezembro de 1763 pelo rabino da congregação, o luso-americano Isaac Touro.






A cerimónia de dedicação do edifício contou com a presença de muitos notáveis entre a elite protestante de Newport. A sinagoga Touro é considerada uma das mais emblemáticas obras de Peter Harrison, entre as quais se incluem a Kings Chapel, de Boston, e a Igreja de Cristo, em Cambridge, ambas no estado de Massachussetts.


Com a sinagoga, e um cemitério adquirido anos antes, a congregação portuguesa podia agora cumprir três das funções essenciais da vida comunitária judaica — os rituais religiosos propriamente ditos, a educação das crianças e os funerais. A congregação de judeus portugueses de Newport escolheu para si o nome de Yeshuat Israel (Salvação de Israel).

Durante a Guerra de Independência dos Estados Unidos, e por causa do bloqueio britânico ao porto da cidade, grande parte da comunidade escapou para Nova Iorque. Findo o conflito, a vitalidade da congregação reacendeu-se. Pelo facto de durante a guerra muitos dos edifícios públicos da cidade terem ficado danificados, a Sinagoga Touro foi utilizada também para reuniões da Assembleia Geral de Rhode Island e do Supremo Tribunal estadual.

Em 1790, a convite do rabino Moisés Seixas, o Presidente George Washington visita esta sinagoga de judeus portugueses e dias depois lhes envia uma carta que ficaria para a história, reafirmando os princípios de igualdade e tolerância religiosa que norteavam a Constituição americana: “(…) Porque felizmente, o governo dos Estados Unidos, que não confere sanção à intolerância, nem à perseguição assistência (…)”. Estas palavras eram escritas um ano antes da Declaração de Direitos, que mesmo assim apenas se aplicava ao governo federal.


A par da Sinagoga Touro, o cemitério da congregação de judeus sefarditas de Newport é outro testemunho da dimensão e peso da comunidade de Newport. No Verão de 1852, o poeta Henry Wadsworth Longfellow ficou tão impressionado com o cemitério sefardita que o imortalizou num dos seus mais reconhecidos poemas, publicado na Putnam’s Monthly Magazine, em Julho de 1854:


Henry Wadsworth Longfellow


The Jewish Cemetery at Newport

How strange it seems! These Hebrews in their graves,
Close by the street of this fair seaport town,
Silent beside the never-silent waves,
At rest in all this moving up and down!

The trees are white with dust, that o’er their sleep
Wave their broad curtains in the south-wind’s breath,
While underneath these leafy tents they keep
The long, mysterious Exodus of Death. 

(...)

But ah! what once has been shall be no more!

The groaning earth in travail and in pain
Brings forth its races, but does not restore,
And the dead nations never rise again.


No seu bloco de notas, enquanto caminhava entre as campas, Longfellow foi escrevendo os nomes dos judeus portugueses ali sepultados. Professor de Românicas e Línguas Modernas em Harvard, o poeta ficou fascinado com a conjugação dos sobrenomes portugueses aos nomes próprios hebraicos que ele se habituara a encontrar na Bíblia.


Escrevendo como um observador externo, Longfellow seria ainda indirectamente responsável por outra ligação dos judeus portugueses de Newport à poesia novecentista americana. Inspirada no poema de Henry Wadsworth Longfellow, Emma Lazarus — ela própria descendente de judeus portugueses — visita Newport em 1867 e, com apenas 18 anos de idade, escreve um poema sobre a Sinagoga Touro fazendo-o, desta vez, do lado de dentro da comunidade judaica sefardita dos Estados Unidos:


In the Jewish Synagogue at Newport

Here, where the noises of the busy town,
The ocean’s plunge and roar can enter not,
We stand and gaze around with fearful awe,
And muse upon the consecrated spot.

No signs of life are here: the very prayers,
Inscribed around are in a language dead,
The light of the “perpetual lamp” is spent
That an undying radiance was to shed.

(…)

And still the shrine is holy yet,
With its lone floors where reverent feet once trod.
Take off your shoes as by the burning bush,
Before the mystery of death and God.


Fontes:






Washington reage aos judeus de Newport (1790)



No dia de hoje na história judaica - 8 de Elul 5773

George Washington


O zelador da Congregação Hebraica de Newport, Rhode Island, escreveu uma calorosa carta a George Washington, em nome da comunidade judaica, dando as boas-vindas ao Presidente em sua visita a Newport. Na carta, ele expressava uma visão de um governo americano que permitiria a todas as religiões conviverem lado a lado em harmonia, dando a todos os cidadãos a liberdade de praticar sua religião. Em 18 de Agosto de 1790, o Presidente Washington respondeu:



Fonte:


domingo, 11 de agosto de 2013

Yoram Rannan





Yoram Raanan, graduou-se na Universidade de Artes de Filadélfia (BFA 1975). Ele viajou e estudou de forma independente em toda a Europa e no Médio Oriente. Em 1977, estabeleceu-se em Israel e abrindo seu primeiro estúdio no bairro Bukharim em Jerusalém. 





Desde 1994, que ele vem criando arte na sua fazenda nas montanhas da Judeia do Corredor de Jerusalém. Ele é casado e tem quatro filhos.


As pinturas de Raanan são uma expressão moderna da consciência judaica coletiva. Caracterizada pela intuição e imaginação, há uma forte sensação de luz, cor e espiritualidade. Ele é inspirado pela Bíblia, pela natureza e pela Terra de Israel.





"A sensação de criar é um processo dinâmico e emocionante, e é especialmente bom porque eu posso compartilhar com os outros. Eles podem ver o que eu fiz e desfrutar de uma experiência vicária."