sexta-feira, 19 de abril de 2013

Hechal!!!




Freixo de Espada à Cinta

Hechal é para os judeus sefarditas o termo para o armário ou para a reentrância de uma parede, em direcção a Israel, onde se guardam os rolos da Torah (Sifrei Torah). Esta designação vem do Hebraico Palácio, expressão utilizada nas diversas épocas do Templo de Jerusalám, para se referirem ao santuário onde estava o Santos dos Santos.



Sabugal

Após 1496/97, para alguns historiadores como o Dr. Jorge Martins, entre outros, este tipo de construção geralmente em pedra granítica, estava situada em casas particulares, usadas como sinagogas clandestinas e espalhadas de norte a sul de Portugal, substituindo desta maneira os anteriores Aron Kodesh.



Castelo de Vide


Chamo a vossa particular atenção. Que após o decreto de expulsão, os rolos sagrados que sobreviveram aos assaltos das judiarias foram levados para fora do país, ficando alguns textos e outros manuscritos de categoria menor, possivelmente utilizados e guardados neste tipo de “arca”.



Caria

O facto que importa realçar, é que em quase todas as antigas judiarias deste país se pode encontrar este estilo de construção de pedra ou de madeira, onde alguns estavam escondidos por detrás de armários, cortinas ou paredes falsas, como ocorrido no Porto. Não sendo uma mera coincidência este dado, menos justificável é a defesa de alguns, de estarmos perante algo relacionado apenas e só à exposição de porcelanas e outras bugigangas de gosto duvidoso.



Porto

Não sendo uma mera coincidência este dado, menos justificável é a defesa de alguns, de estarmos perante algo relacionado apenas e só à exposição de porcelanas e outras bugigangas de gosto duvidoso.


Malhada


Note-se no pormenor lindíssimo de como a pedra foi trabalhada em alguns desses "armários", e noutros, é curioso verificar que há marcas de cruzes, como que santificando o lugar. Estas marcas foram profusamente utilizadas pelos conversos e cripto-judeus, como símbolo da sua nova e assumida religião, ou então, para não levantar suspeitas a vizinhos e estranhos que pudessem aparecer nos seus lares.



Guarda



Fonte:

Sephard Jewish Heritage

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Primeira Cruzada - Cruzada Popular




Os Lideres da Primeira Cruzada
(Ilustração de Alphonse Marie de Neuville, Sec. XIX)


    (...) Durante 1095 e 1096, Urbano continuou a pregar a cruzada pela França e incentivou os seus bispos e legados a fazerem o mesmo nas suas dioceses da França, Germânia e Itália. O papa ainda tentou proibir algumas pessoas (como mulheres, monges, crianças e os doentes) de participarem na cruzada, mas isto revelou-se impossível. O apelo tivera sido tão forte que a maioria dos que tomaram a cruz não foram os nobres, mas sim o povo pobre e mal preparado para a guerra, e partiram numa expedição que incluía mulheres e crianças, apoiados numa forte fé em D’us e na Salvação das suas almas.



Pedro o Eremita, mostra o caminho de Jerusalém aos cruzados 
(Iluminura francesa de c. 1270)


    Urbano planeou a partida da cruzada para dia 15 de Agosto de 1096, no dia santo da Assunção de Maria. Mas meses antes desta cruzada “oficial”, um vasto número de plebeus e cavaleiros de baixa estirpe organizaram-se e partiram para Jerusalém de forma independente, acabando por se juntarem num contingente liderado pelo carismático monge Pedro o Eremita de Amiens – a Cruzada Popular, também conhecida pela Cruzada dos Mendigos.

    A primeira cruzada também despoletou uma longa tradição de violências organizada contra os judeus, apesar de já há séculos existir antissemitismo na Europa. Primeiro na França e depois no Sacro Império Romano-Germânico, alguns líderes de grupos populares interpretaram que a guerra contra os infiéis podia ser aplicada não só aos muçulmanos, mas também aos judeus que eram vistos por alguns cristãos, como os assassinos de Cristo e estavam presentes na maioria das comunidades europeias.

    Muitos cristãos não viam motivo para viajar milhares de quilómetros para lutar contra os inimigos do cristianismo, quando estes estavam mesmo à porta de suas casas. Grupos pertencentes ao contingente de Pedro o Eremita, ou liderados por outros religiosos como Volkmar e Gottschalk, lançaram-se em perseguições às comunidades judaicas por onde iam passando.


Judeus sendo mortos por cruzados durante a Primeira Cruzada 
(Iluminura de uma Bíblia francesa de 1250)


A maior e mais violenta destas turbas foi liderada pelo Conde Emico de Flonheim. No início do Verão de 1096, cerca de 10 000 cruzados partiram em cruzada, percorrendo o vale do Reno em direcção a norte (na direcção oposta a Jerusalém), e iniciavam-se então uma série de progoms chamados por alguns historiadores de “ O primeiro holocausto”. Mas esta interpretação do ideal da cruzada não foi completamente generalizada, com vários membros do clero cristão, como o arcebispo de Colónia, a conseguir proteger em parte a comunidade judaica da sua cidade contra o linchamento do povo. De Colónia, os seguidores de Emico dirigiram-se para sul. A algumas comunidades era oferecida a escolha da conversão ou da morte.

Muitos judeus recusaram-se à conversão e depois de ouvirem as notícias dos massacres perto de suas casas, cometiam suicídios em massa. Apesar do papado acabar por pregar contra a purga de habitantes muçulmanos e judeus, este cenário iria repetir-se inúmeras vezes durante o período das cruzadas. (...)


Iluminura do massacre dos peregrinos  
da Cruzada Popular



Fontes:


terça-feira, 16 de abril de 2013

FERNÃO MENDES PINTO



PEREGRINAÇÃO


Frontispício da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto, Lisboa, 1614


    Falar de Fernão Mendes Pinto é falar da Peregrinação, de tal forma homem e obra estão ligados. Pouco se sabe da sua vida, para além de que nasceu e morreu em Portugal, passou vinte e um anos na Ásia e escreveu um livro – Peregrinação -, publicado em 1614 (trinta e um anos após a morte do autor). 



Descobrimentos Marítimos Portugueses - Planisfério Cantino, 1502


    A vida de Fernão Mendes Pinto abrange quase todo o século XVI, uma época que foi palco tanto da gloriosa ascensão, como da decadência da nação portuguesa. Por altura do seu nascimento (1509?-1511?), o Império Português estava espalhado ao longo de uma linha que ia da costa do Brasil às da África Ocidental e Oriental, à Pérsia, à costa do Malabar na Índia, ao Ceilão e aos arquipélagos da Malaia e das Molucas. Quando Fernão Mendes Pinto morreu, em 1583, Portugal tinha perdido a sua independência, absorvido pelo império de Filipe II, rei de Espanha (Filipe I de Portugal). 

    Pensamos ser apropriado introduzir aqui duas peças musicais que ilustram, a primeira, o apogeu do Império Português no reinado de D. João III, e a segunda, a derrota do exército português em Alcácer-Quibir, comandado por D. Sebastião, que conduziria à perda da nossa independência: “Pardeos bem andou Castella” e “Puestos estan frente a frente”. 

     

Carlos V e Isabel de Portugal, retratados por Tiziano


“Pardeos bem andou Castella” é referida como uma “Portuguesa folia” na peça de Gil Vicente “Templo d’Apolo”, estreada na partida de D. Isabel de Portugal, filha de D. Manuel I, para Castela, quando casou com o Imperador Carlos V, em 1526. 

Pardeos bem andou Castela/pois tem rainha tam bela
(…)
Pardeos bem andou Castela/com toda sua Espanha
pois tem rainha tam bela/emperatriz d’Alemanha



Segréis de Lisboa – Música para o teatro de Gil Vicente – Pardeos bem andou Castela




D. Sebastião, retratado por Cristóvão de Morais, c. 1572-74


     “Puestos estan frente a frente” (romance) faz parte da obra “Miscelânea”, de Miguel Leitão d'Andrade, publicada em 1629; narra a Batalha de Alcácer-Quibir, ocorrida em 1578, na qual o rei português D. Sebastião perdeu a vida. 

Puestos estan frente a frente/Los dos valerosos campos
Uno es del Rey Maluco/otro de Sebastiano el Lusitano
(…)
Busca la muerte en dar muertes/Sebastiano el Lusitano
Diziendo ahora es la hora/Que “Un ben morir, tutta la vitta honora”



Gérard Lesne - O Lusitano:  Puestos estan frente a frente





     Fernão Mendes Pinto informa-nos logo no início da longa narrativa da sua peregrinação de que «(…) até à idade dos dez ou doze anos vivi na miséria e na estreiteza da pobre casa de meu pai na vila de Montemor-o-Velho (…)». Deduzimos que nasceu algures entre 1509 e 1511, conforme palavras do próprio ao afirmar que tinha dez ou doze anos quando morreu o rei D. Manuel I, no dia de Santa Luzia, a 13 de Dezembro de 1521. 

     A família de Fernão Mendes Pinto, embora pobre, será remotamente aparentada com os poderosos Mendes (Francisco e Diogo Mendes) de Lisboa e Antuérpia, cristãos-novos a quem a coroa portuguesa concedera o monopólio do comércio das especiarias, nos começos do século XVI. Talvez isto explique o tio que o levou para Lisboa e o colocou ao serviço de uma senhora da nobreza. Em 1523, o jovem Fernão Mendes Pinto vive em Setúbal ao serviço da casa do fidalgo Francisco de Faria e a partir de 1527 é moço de câmara na Casa de D. Jorge de Lencastre, Mestre da Ordem de Santiago e filho natural de D. João II. 




    É em 1537 que embarca para a Índia, tentando a sua sorte em terras do Ultramar. A partir daí, pelo espaço de vinte e um anos, Fernão Mendes Pinto vive aventuras que virá a descrever ao longo dos 226 capítulos da sua Peregrinação. Relata massacres terríveis, tendo muito provavelmente participado em alguns deles; diz-nos que foi escravo, soldado, negociante, embaixador, missionário, corsário… «fui treze vezes cativo e dezasseis vendido, por causa dos desaventurados sucessos que atrás no decurso desta minha tão longa peregrinação largamente deixo contados» (Cap. 226).



Portugueses no Japão, Biombo Namban, séc. XVI/XVII

     Nas suas andanças pela Ásia, viveu em Malaca, em Pegú (Birmânia) e no Sião. Depois, andou pelos mares da China em viagens de negócios e sabe-se que fez quatro ao Japão. Nesta fase da sua vida, que está relativamente bem documentada, há informação de que juntou uma fortuna considerável; é como negociante abastado que conhece S. Francisco Xavier na sua terceira viagem ao Japão, em 1551, tendo emprestado dinheiro àquele missionário para a construção da primeira igreja cristã em terras nipónicas. 


    Em 1554 decide regressar à pátria, mas enquanto permaneceu em Goa foi tomado de um fervor místico que o levou a doar grande parte dos seus bens à Companhia de Jesus, que o acolheu como noviço. Foi nestas circunstâncias que integrou uma missão evangelizadora ao Japão (totalmente custeada por si), que no entanto resultou em fracasso. 



Rua Direita em Goa, 1596, Jan Huygen van Linshoten


     Entre esta última viagem ao Japão e o regresso a Goa, em 1557, Fernão Mendes Pinto decide afastar-se da Companhia de Jesus, ao que tudo indica a seu próprio pedido e amigavelmente. Regressa a Portugal em 1558, era D Catarina rainha regente, e durante quatro anos e meio andou empatado na corte na expectativa de uma compensação pelos serviços prestados à Coroa. Vendo as suas pretensões frustradas, retira-se para uma pequena propriedade que possuía no Pragal, perto de Almada; casou, constituiu família, e entre 1569 e 1578 escreveu a sua Peregrinação. Morreu em 1583, apenas três meses depois de ter recebido o modesto estipêndio da Coroa, em reconhecimento dos serviços prestados a Deus e ao Rei. 




    Parece ser intencional, e não por acidente, que Fernão Mendes Pinto omite aspectos da sua vida na Peregrinação; sob a aparência de um romance de aventuras onde é difícil separar o real do imaginário, a obra revela-nos uma crítica à sociedade do seu tempo, uma denúncia às atrocidades cometidas, hipocrisias e falsa religiosidade, que Fernão Mendes Pinto testemunha, embora de forma indirecta, por razões tão evidentes como a Censura e a Inquisição.

     A ideologia da Cruzada foi a força unificadora mais importante da história de Portugal na época dos descobrimentos. Mas essa ideologia era marcada por uma intolerância a que o autor de Peregrinação foi profundamente sensível, como podemos constatar nos exemplos que se seguem: 


Palavras de um menino raptado a seus pais, e que os portugueses captores tentavam doutrinar:

— Sabeis porque vo-lo digo? Porque vos vi louvar a Deus despois de fartos, com as mãos alevantadas e com os beiços untados, como homens que lhes parece que basta arreganhar os dentes ao céu sem satisfazer o que têm roubado; pois entendei que o Senhor da mão poderosa não nos obriga tanto a bulir com os beiços, quanto nos defende tomar o alheio, quanto mais roubar e matar, que são dous pecados tão graves quanto despois de mortos conhecereis no rigoroso castigo de Sua divina justiça. (Cap. 55)

Palavras dos tártaros acerca do procedimento dos portugueses:

— Conquistar esta gente terra tão alongada da sua pátria dá claramente a entender que deve de haver entre eles muita cobiça e pouca justiça.

A que o velho, que se chamava Raja Bendão, respondeu:

— Assim parece que deve ser, porque homens que por indústria e engenho voam por cima das águas todas por adquirirem o que Deus lhe não deu, ou a pobreza neles é tanta que de todo lhes faz esquecer a sua pátria, ou a vaidade e a cegueira que lhes causa a sua cobiça é tamanha por ela negam a Deus e a seus pais. (Cap. 122)



Rua Direita em Goa, (detalhe) 1596, Jan Huygen van Linshoten


    Durante os vinte e um anos que viveu na Ásia, Fernão Mendes Pinto teve uma vida activa, recheada de aventuras e, porventura, alheada das restrições políticas e religiosas que estavam a ser gradualmente impostas na sua pátria. 

    Por outro lado, o contacto estreito com as religiões asiáticas, tradicionalmente tolerantes, ter-lhe-á permitido amadurecer ideias e atitudes. Na sociedade multirracial da Índia portuguesa, é possível que tenha estabelecido contactos com o Judaísmo, através da antiga comunidade judaica que ali se radicara muito antes da chegada dos portugueses. 

    De uma forma ou de outra, Fernão Mendes Pinto chegou a uma filosofia que se fundamenta na moral dos Dez Mandamentos; crê no princípio do livre arbítrio, na assunção da responsabilidade pelos próprios actos; rejeita o mito do deus da tribo que aceita quebrar os seus próprios mandamentos e a prática de actos imorais contra membros de uma qualquer sociedade, independentemente da sua raça, credo ou cor. 

  Podemos assim concluir que a Peregrinação é, antes de mais, um apelo à tolerância racial e religiosa. 



Arte indo-portuguesa, Goa, Nª Senhora da Palma, (detalhe) séc. XVII


     Terminamos este artigo com um exemplo musical que é fruto do cruzamento de duas culturas: a portuguesa e a indiana. Trata-se da canção mariana Senhora del mundo (que Gil Vicente incluiu no seu Auto da Feira, representado “ás matinas do Natal, na era do Senhor de 1527”), numa interpretação da saudosa Montserrat Figueras, acompanhada por saltério e instrumentos musicais indianos. 



“…a mágoa que eu tenho de ver o muito que por nossos pecados nesta parte perdemos e o muito que pudéramos ganhar…”

Fernão Mendes Pinto


Notas:
1 - O Planisfério Cantino é uma carta náutica que representa os descobrimentos marítimos portugueses. Deve o seu nome a Alberto Cantini, que a obteve clandestinamente em Lisboa, em 1502, para o seu empregador, Ercole I d’Este, duque de Ferrara.
2 - Carlos V e Isabel de Portugal são pais de Filipe II de Espanha (I de Portugal) e avós de D. Sebastião. 



Este excelente artigo é mais um carinho da autoria da nossa amiga,
Sónia Craveiro
A quem agradeço pelo valor que tem acrescentado a este Blog.

Beijinhos
Muito obrigada

Fontes:
CATZ, Rebecca, A sátira social de Fernão Mendes Pinto – análise crítica da Peregrinação, Prelo, Lisboa, 1978;
PINTO, Fernão Mendes, Peregrinação, Publicações Europa-América, 1983;
NERY, Rui Vieira, Música para o teatro de Gil Vicente, Portugaler.



O dia de hoje na História Judaica - 6 Iyar 5773


Países Árabes declaram guerra a Israel (1948)  




Um dia após o Estado de Israel ter sido proclamado, as nações árabes ao redor – Egito, Síria, Jordânia, Líbano e Iraque – declararam guerra ao estado nascente, com o objetivo de “jogar os judeus no mar”. Tel Aviv foi bombardeada naquele primeiro dia da Guerra da Independência.

Fonte:




sábado, 13 de abril de 2013

Enfrente os desafios e vença as barreiras!


Shavua Tov!



Pinturas de 
Claudio Perina



Um golpe na Inquisição!


O dia de hoje na história judaica:


Gracia Nasi e o embargo a Ancona, Itália.


Antigo mapa de Ancona



Após a Expulsão Portuguesa em 1496, muitos judeus que preferiram continuar em Portugal tornaram-se “Marranos”, identificando-se abertamente como Cristãos, enquanto em segredo mantinham as suas crenças e tradições judaicas.

Muitos acabaram por emigrar para outros países, onde mais uma vez professaram abertamente a sua lealdade ao Judaísmo. Porém como tinham sido baptizados, a sua situação, era muitas vezes perigosa. A 3 de Iyar de 1556, por ordem do Papa Paulo IV, 25 destes maranos foram queimados em praça pública em Ancona, Itália.



Gracia Nasi foi uma mulher rica e influente; ela própria uma marrana portuguesa que se mudou para o Império Otomano. No seu passado também ela tinha sido vítima de perseguição por causa desse mesmo status. 






Ao ser informada que seus correligionários tinham sido queimados, ela organizou um boicote financeiro contra o Porto de Ancona. Conclamou todos os judeus a fazerem comércios nos portos vizinhos, e desta forma arruinou financeiramente Ancona.







Seu embargo comercial teve sucesso durante alguns meses, sendo considerado como uma das primeiras vezes em que os judeus deram um golpe na Inquisição.



Fontes: 



quinta-feira, 11 de abril de 2013

Momento de Humor!




Feriados esquisitos!!!!


Uma jovem canadiana de uma vila distante, sai de sua casa para ir trabalhar como empregada doméstica numa casa de judeus.
Quando nas férias regressa a sua casa, os seus pais perguntam-lhe:

Que tipo de pessoas são os judeus?

 E a jovem responde que os judeus eram muito simpáticos, muito educados com ela, que lhe ofereciam presentes, pagavam-lhe todos os cuidados médicos e que não tinha uma única queixa, somente achava que tinham feriados muito esquisitos:

- Eles têm um feriado semanal que se chama Shabat que é quando eles comem todos na sala, mas fumam na casa de banho, depois têm outro que se chama Tish-Be-Av que os lembra da destruição de um templo magnifico dos tempos bíblicos e neste eles fumam todos na sala, mas comem todos na casa de banho e tem um outro que se chama Yom-Kipur que é quando eles comem e fumam na casa de banho!!!!


E por falar em Yom-Kipur…

Noite de Kol Nidrei...

(versus Benfica J)


Jacó liga para o rabino...




E diz-lhe: - "Rabino, eu sei que hoje a noite  o Kol Nidrei, mas também o
Benfica vai jogar a final do campeonato.


E acrescenta: - "Rabino, eu sou fanático pelo Benfica desde o dia em que nasci! 

Eu vou ter que assistir a final na TV !"





O Rabino responde: - "Jacó, para essas situações é que existe o videogravador...."


Jacó surpreso responde: - "Jura que eu posso gravar o Kol Nidrei?"





Fonte: