segunda-feira, 15 de julho de 2013

Relembrando o porquê do jejum de 9 de Av!



Tisha B'Av
Tisha B'Av – Pintura de Zvi Raphaeli


A geração do Êxodo é condenada a morrer no deserto (1312 AEC)


A Nove de Av de 2449 (1312 AEC), a geração de judeus que saiu do Egito sob a liderança de Moshê 16 meses antes foi condenada a morrer no deserto e a entrada na Terra de Israel foi adiada por 40 anos.

Esta é a primeira das cinco tragédias nacionais que ocorreram em 9 de Av relatadas pelo Talmud (Taanit 4:6), devido às quais o dia foi designado como dia de jejum. As outras quatro foram: a destruição dos dois Templos, a Queda de Betar, e a destruição de Jerusalém.


Destruição dos Templos Sagrados (423 AEC e 69 EC)

Tanto o Primeiro como o segundo Templo em Jerusalém foram destruídos em 9 de Av: o Primeiro pelos babilônios em 3338 (423 AEC) e o Segundo pelos Romanos em 3829 (69 EC).

Pintura de Hayez Francesco

A destruição dos Templos representa a maior tragédia na História Judaica, pois assinala nossa descida à galut – o estado de exílio físico e afastamento espiritual no qual nos encontramos hoje. Assim, a Destruição é pranteada como uma tragédia que afeta nossa vida hoje, 2000 anos depois, não menos que a própria geração que a viveu em primeira mão.


Porém Nove de Av também é um dia de esperança. O Talmud relata que Mashiach ("O Ungido" – o Messias) nasceu no mesmo momento em que o Templo foi incendiado e o Galut começou. Isso está de acordo com os ensinamentos de Nossos Sábios, que:

"Em toda geração nasce um descendente de Yehuda que é digno de se tornar o Mashiach de Israel"

(Bartinoro sobre Ruth);

"Quando chegar a hora, D'us se revelará a ele e o enviará, e então o espírito de Mashiach, que está oculto em segredo no Alto, se manifestará nele"

(Chattam Sofer).

Pintura de Keren Souza Kohn  
“Esperando Mashiach”


Queda de Betar (133 EC)

"A revolta de Bar Kochba"
Carece da informação do pintor(a)


Betar, a última fortaleza na heróica rebelião de Bar Kochba, caiu para os romanos a 9 de Av de 3893 (133 EC), após um cerco de 3 anos. Aproximadamente 580.000 judeus morreram de fome ou pela espada, incluindo Bar Kochba, líder da rebelião.





Expulsão dos judeus da Inglaterra (1290)

Os judeus da Inglaterra foram expulsos pelo Rei Edward I nesta data em 1290.






Expulsão de Espanha (1492)

Expulsão dos judeus de Espanha em 1492, pintura do século XIX - Biblioteca Nacional, Madrid


Os judeus da Espanha foram expulsos pelo Rei Fernando e pela Rainha Isabel a 9 de Av de 1492, dando fim a muitos séculos de florescente vida judaica naquele país.

Jejum de Tishá B'Av


Para àqueles que rezarem Minchá logo após o kidush na sinagoga, ao retornarem para casa almoçarem e mais tarde fazerem a seudá, em preparação ao jejum, antes de retornarem à sinagoga para Maariv já deverão calçar sapatos que não sejam de couro. Para àqueles que optarem por recitar a Prece de Minchá no horário normal, ao final da tarde, deverão trazer seus sapatos de tecido ou outro material antes do Shabat para a sinagoga para que possam efetivar a troca (calçados de couro por outros) ao término do Shabat, antes de Maariv.



Fonte:


sábado, 13 de julho de 2013

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O Abraço - Titulo desta pintura


Shabat Shalom!


(Excelente designação do pintor Richard Weisberg 
para esta pintura do Shabat)

Trancoso na rota de Sefarad



Centro Isaac Cardoso

Vídeo rapinado do Blog "Por Terras de Sefarad"


Sinagoga Bet Mayim Hayim
(comemoração do 1º Shabat nesta sinagoga aconteceu 
a 8/9 de Fevereiro de 2013

Fonte:

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Richard Weisberg |Parte 2 de 2|



E continuamos com um talento que conta as histórias de um passado que também nós não vivemos e Richard fá-lo com uma intensidade que nos transpõe para cada tela como personagens secundárias ou simples testemunhas de cada momento ali vivido. É a passagem da nossa tradição e aqui transmitida através da arte. ZD

A oração da manhã


À esquerda: A caminho da Sinagoga e à direita: Haguedara


Juntem-se a mim


À esquerda: A leitura e à direita: A escuta 


À esquerda: Como uma janela aberta e à direita: Em uníssono 


Imaginação Chamejante


À esquerda: Entre a alegria e a tristeza e à direita: Torah 


Não se esqueça
(Tsedeka=Caridade) 

Depois do estudo...


 A música:

O Violino do Rabino

Hatikvah


À esquerda: Coisas da Liberdade  
e à direita: O Violinista do Telhado 

Klezmorim 



Voyage






Richard pinta também violinos, malas de violino, malas de saxofones, malas de escola e até velhos ferros de engomar, entre outros objectos. Estas e outras obras podem ser vistas nas fontes indicadas neste blog.





E parece que cheguei ao fim, mas com a sensação de que ainda nem comecei com tanto que Richard tem para nos oferecer  J ZD


Fontes:

Richard Weisberg |Parte 1 de 2|






Nascido em Paris em 1958, Richard Weisberg passou a sua juventude em Turbigo, bairro situado nos arredores de Paris. 


Foi através das memórias seu avô paterno, Mordka, que ele conheceu o Schtetl do Pogrom e a vida das pessoas que animaram toda a Europa Oriental.






A morte do seu avô deixou-lhe uma herança; a sua tradição e as memórias de todo o tempo que ele viveu. 


Como uma janela aberta 
Era uma vez…Na rua das Rosiers


Richard começa então a exprimir-se em lona e em papel todas as cenas da vida que ele nunca conheceu, era como se a sua mão fosse guiada pelo passado.


Tocar no fundo da alma


A sua técnica, primeiro a lápis e a carvão continuava a evoluir com a tradução de uma verdade evidente, com toda a sua força e memória. 

As noticias


À esquerda: Benção da nova Lua e à Direita: O Shofar


À esquerda: Shsss! Que desempenho! e à Direita: Yiddish Mama


À esquerda: O Violino que chora e à Direita: A Música




Dada a diversidade de cenas e retratos de vida que ele descreve, o preto e branco já não são suficientes. Richard  aborda então a técnica particular do pastel e posteriormente descobre a pintura a óleo. Os seus tons de sépia ao redor da Terra dão-nos a impressão de sermos transportados para o tempo perdido.
Titulo do quadro: O escultor.



Toda uma vida

Cenas do quotidiano 

O alfaiate


À esquerda: O Joalheiro  e à Direita: O Sapateiro


À esquerda: O Açougueiro  e à Direita: O carregador de água

À esquerda: O Padeiro  e à Direita: O Revendedor

O consultório



À esquerda: Mercado dos livros  e à Direita: A escolha

Estimados leitores, é aqui que eu me começo a perder e ganho consciência de que é provável que não consiga parar de colocar uma, e mais uma e ainda mais outra obra deste pintor e a certeza de que vos vou cansar, mas compreendam eu não sou uma “Blogger à séria”, sou apenas uma aprendiz que ainda não sabe quando deve parar, mas cada uma é mais bela que outra e eu não sei qual delas devo deixar de fora!!!

E foi precisamente neste momento de entusiasmo que decidi dividir este artigo em dois, esta primeira parte que dá a conhecer um pouco o pintor, e nos mostra algumas cenas do quotidiano e uma segunda parte que será dedicada ao quotidiano religioso e mais música.  

Muito obrigada pela vossa paciência, pelo tempo e carinho dispensados. J ZD

Contando uma piada 
(Sim, o humor faz parte da alma judaica) 


 Fontes: