quinta-feira, 21 de março de 2013

Sónia Craveiro!!!



 Hoje é o dia do seu aniversário!



Hoje, dia 21 de Março de 2013, o Eterna Sefarad é dedicado única e exclusivamente, à nossa amiga,

Sónia Craveiro.

Mazal Tov!

Que conte muitos mais sempre com essa força, com muito amor, com esse sorriso, muita saúde, paciência e dinheiro para gastos!!! 

(O que foi? Também faz falta a todos…certo???) J

Tenha um dia muito, muito feliz!
Beijinhos e um xi-coração muito forte!

ZD

terça-feira, 19 de março de 2013

Séparation des eaux sur terre - לילה טוב



Laila Tov!


Pintura de D’ Anastasio Michel




O dia de Hoje na história Judaica - 08 Nissan 5773





O banquete que durou 180 dias realizado pelo Rei Achashverosh acabou neste dia.

Achasverosh errou em seus cálculos sobre a data inicial profetizada por Yirmiyahu sobre a promessa da reconstrução do Templo Sagrado que se realizaria após 70 anos de exílio do povo judeu na Babilónia. Quando a data expirou, segundo seus cálculos, e os judeus não foram redimidos, ele divulgou que daria um grande banquete para celebrar a extinção dos judeus “Povo escolhido”. Durante os dias destas celebrações ele exibiu diversos adornos e utensílios que foram espoliados roubados do Templo Sagrado de Jerusalém pelo exército babilónico. 


Ler mais sobre o Rei Achashverosh: 



Fontes:
http://www.pt.chabad.org/calendar/view/day.htm


segunda-feira, 18 de março de 2013

O dia de hoje na história Judaica - 07 Nissan 5773







Dois dias antes da conclusão do período de luto de 30 dias após o falecimento de Moshê em 7 de Adar, Yehoshua despachou dois batedores – Caleb e Pinchas – ao outro lado do Rio Jordão para fazer o serviço de inteligência e preparar a batalha dos israelitas com a primeira cidade na conquista da Terra Santa. Em Jericó, eles foram ajudados e escondidos por Rahab, uma mulher que vivia dentro dos muros da cidade. (Rahab mais tarde casou-se com Yehoshua).



Fonte: 
http://www.pt.chabad.org/calendar/view/day.htm

Ver mais sobre esta passagem em:

http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=460&p=2


terça-feira, 12 de março de 2013

ELIAS, O PROFETA



ELIYAHU HA NAVI



Elias, o Profeta, 1927, Fritz Kredel (Haggadah Offenbach)


Este artigo, que é apenas um pequeno apontamento sobre Elias, abre com uma ilustração que representa Elias, o Profeta (Eliyahu ha Navi) na sua qualidade de mediador de paz. Refere-se à passagem de Malaquias 3: 23-24 – “Eis que vos mandarei o profeta Elias, antes que venha o grande e temível dia do Eterno. E ele fará volver o coração dos pais (para o Eterno) através dos filhos, e o coração dos filhos (para o Eterno) através dos pais, para que Eu não venha a desferir sobre esta terra uma destruição completa.”




O profeta Elias anuncia a chegada do Messias, Haggadah de Veneza, 1609


    Habitualmente a Haggadah descreve o profeta Elias soprando o shofar, enquanto conduz o Messias a Jerusalém. Na tradição judaica, Eliyahu é conciliador e mensageiro de boas notícias, como a chegada do Messias (Mashiach ben David) - “Aproximam-se os dias – diz o Eterno – em que escolherei, de entre os rebentos de David, um justo que governará como rei, que prosperará e saberá praticar a justiça e a rectidão na terra.” (Jeremias 23:5)


   O nome Eliyahu é composto pela palavra אלי (Eli, “meu D’us”), sendo as restantes letras יהו, o nome de D’us. No texto sagrado Elias é apresentado como um “Homem de D’us”, recipiente de uma graça divina e dotado de poderes sobrenaturais, que realiza milagres em várias ocasiões; alguns em lugares públicos, outros em ambientes privados. Acima de tudo, Elias é um paradigma do mais puro zelo pela fé judaica. 

Elias ocupa igualmente um lugar importante no Cristianismo e no Islamismo. 



Elijah meeting Ahab and Jezebel in Naboth’s vineyard, 1876, Sir Francis Bernard Diksee


     Elias, o Tesbita, de acordo com o “Livro dos Reis” (Sefer Melachim – I Reis e II Reis), foi um profeta da Terra de Israel (estava esta dividida em dois reinos – o do norte – o reino de Israel, e o do sul – o Reino de Judá), que viveu no século IX a. e. c., no reinado de Acab e da sua esposa fenícia, a rainha Jezabel. Jezabel, determinada em erradicar o culto ao Senhor e em fazer da adoração ao deus Baal a religião nacional de Israel, teve influência em Acab que, evidenciando fraqueza de carácter, mergulhou o seu reino numa crise espiritual profunda. Foi neste contexto que Elias e o seu discípulo Eliseu, defenderam ousadamente a fé no D’us único.

     Elias, convicto de que nenhum deus pagão era superior ao D’us de Israel e dispondo apenas da oração e da fé em D’us como armas para enfrentar o rei Acab e os 450 profetas de Baal, lutou corajosamente para que os israelitas reconhecessem a sua apostasia e assim fossem reconduzidos à fidelidade ao D’us de Israel. Já no Monte Carmelo podemos ouvir o profeta:

«E Elias dirigiu-se a todo o povo e disse: «Até quando ficareis saltitando entre dois pensamentos? Se o Eterno é D’us, segui-O! Mas se é Baal, segui-o! – e o povo não lhe respondeu nada. Então Elias disse ao povo: «Cá estou eu sozinho como profeta do Eterno frente aos 450 profetas de Baal.»
I Reis 18: 21-22





Elias e os profetas de Baal, 1545, Lucas Cranach, o Jovem


     Numa atmosfera de grande densidade dramática, Elias dirige uma prece a D’us, dizendo: «Ó Eterno, D’us de Abraão, de Isaac e de Israel! Hoje será reconhecido que Tu és D’us e que eu sou Teu servo e que fiz todas estas coisas conforme a Tua palavra. Responde-me, ó Eterno, responde-me, para que este povo reconheça que só Tu, ó Eterno, és D’us, e assim Tu farás voltar o seu coração desgovernado.»
I Reis 18: 36-37



É precisamente este, o texto de uma das Árias mais famosas da Oratória “Elijah, Op.70”, de Félix Mendelssohn, que o compositor alemão escreveu para o Festival de Birmingham, Inglaterra, em 1846. Propomos a sua audição, na voz do barítono Dietrich Fischer-Dieskau, no papel de Elias.


 No.14: Aria (bass) ELIJAH: Lord God of Abraham, Isaac and Israel, this day let it be known that Thou art God and I am Thy servant. Lord God of Abraham, oh show to all this people that I have done these things according to Thy word, oh hear me, Lord, and answer me. Lord God of Abraham, Isaac and Israel, oh hear me and answer me, and show this people that Thou art Lord God and let their hearts again be turned.




    O episódio do Monte Carmelo termina com o reconhecimento público do nome de D’us e a matança de todos os sacerdotes de Baal, o que motiva a sanha vingativa de Jezabel. Elias é forçado a fugir para o reino de Judá, para salvar a sua vida. Mas após ter caminhado um dia no deserto, sem comida, nem bebida, cansado e fraco, senta-se à sombra de uma árvore e, desmoralizado, pede a morte. É então visitado por um anjo, que o conforta e lhe sacia a sede e a fome.


     Mendelssohn utiliza neste episódio os três primeiros versículos do Salmo 121, produzindo um coral memorável (a cappella), que ficará conhecido por “Coro dos Anjos”. Vamos ouvi-lo, numa interpretação do coro de rapazes do King’s College de Cambridge.
Salmo 121: 1-3 - Um Cântico de Ascensão. Ergo meus olhos para o alto de onde virá meu auxílio. Meu socorro vem do Eterno, o Criador dos céus e da terra. Ele não permitirá que resvale teu pé, pois jamais se omite Aquele que te guarda





No.28: Chorus ANGELS: Lift thine eyes to the mountains, whence cometh help. Thy help cometh from the Lord, the Maker of heaven and esth. He hath said thy foot shall not be moved; thy Keeper will never slumber.




O arrebatamento de Elias, Guiseppe Angeli (1712-1798)


“E sucedeu que indo eles andando e falando, um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro, e Elias subiu ao céu num redemoinho. E Eliseu viu e exclamou: «Meu pai, meu pai! Ó carros de Israel e seus cavaleiros!» - e não o viu mais.”
II Reis 2:11-12

     Conforme se pode ler no texto bíblico, Eliyahu ha Navi ao deixar o mundo dos vivos, não desaparece como um comum mortal, mas sobe aos Céus numa carruagem de fogo.


     Na piedade judaica, o profeta arrebatado ao Céu vive no Paraíso, com os anjos, onde lhe é atribuída a responsabilidade de escrivão celestial, escrevendo os nomes dos justos e as suas boas acções no simbólico “Livro da Vida” (Sefer ha Chaim). Eliyahu não é uma personagem do passado: está vivo e acompanha o longo peregrinar de Israel, protegendo os judeus em cada geração; desce à terra em socorro dos necessitados, para nos lembrar que temos direito à esperança na justiça. 




Sobre Vitebsk, 1913-1914, Marc Chaggal


     Na pintura de Chaggal – Sobre Vitebsk (a cidade natal do pintor) -, a imagem de Eliyahu emerge na figura do Judeu Errante, passando por uma majestosa igreja russa e por um edifício vedado e encerrado (aparentemente uma sinagoga). O artista expressa desta maneira a vulnerabilidade da condição dos judeus ao tempo da sua infância, que como ele estavam na iminência de se tornarem refugiados. 




Fol.118v, Circuncisão (detalhe), Miscelânea Rothschild, Itália, c.1450-1480


   Mas Eliyahu não nos visita apenas em tempos conturbados; está igualmente presente nas celebrações, observando de perto as relações dos filhos de Israel com D’us. De acordo com a tradição judaica, Eliyahu é o guardião de todas as crianças judias e acredita-se que está presente em cada ritual de circuncisão – Brit Milah -, testemunhando a entrada de uma nova alma na Aliança entre D’us e o povo de Israel. 




A taça de Elias, 1935, Arthur Szyk


     No Seder de Pessach, é tradição reservar uma taça de vinho para Elias, a Kós Eliyahu, e deixar a porta aberta, para que o espírito do profeta possa entrar. De acordo com a lenda, Eliyahu retira uma gota de vinho de cada Seder no mundo, engarrafando-o de seguida, para depois o distribuir aos judeus pobres que não podem comprá-lo para os seus próprios Sidarim




Havdalah (detalhe), Haggadah Kaufamn, Catalunha, séc. XIV


    “Eliyahu ha Navi” é o título de um hino que se canta nas cerimónias de Brit Milah, do Seder de Pessach, mas também em Havdalah (separação), a cerimónia que é celebrada após o Shabat, para dar início à nova semana.

     Eliyahu ha Navi simboliza um traço de união entre gerações de judeus, através dos tempos. 


Eliyahu ha Navi, Eliyahu haTishbi/Eliyahu, Eliyahu, Eliyahu haGiladi/Bim-hera v’yameinu/Yavo eleinu/im Mashiach ben David, im Mashiach ben David.
Elias, o Profeta, Elias, o Tesbita, Elias, Elias, Elias, O Guiladita/Virá e anunciará, virá e nos trará/O Messias, filho de David, o Messias, filho de David.





Este magnífico artigo foi-nos oferecido pela nossa amiga
Sónia Craveiro,

Muito obrigada querida amiga
Beijinhos




Fontes:







Bíblia Hebraica, Editora & Livraria Sêfer Lda, São Paulo, Brasil

Os vários acontecimentos de Nissan!



O dia de hoje na história judaica – 01 Nissan 5773


Pintura de Shoshannah Brombracher


Talmud (Rosh Hashaná 10b-11a) cita duas opiniões quanto à data da criação do universo: segundo Rabi Eliezer: “O mundo foi criado em Tishrei” (i.e., o sexto dia da Criação – no qual Adam e Eva foram criados – foi 1º de Tishrei, celebrado a cada ano como Rosh Hashaná); segundo Rabi Yehoshua, “O mundo foi criado em Nissan.” Conforme a interpretação dos cabalistas e mestres chassídicos, o significado mais profundo destas duas opiniões é que o mundo físico foi criado em Tishrei, ao passo que o “pensamento” ou ideia da Criação foi no mês de Nissan.






À Esquerda Avraham e Isaac e à direita Yacob


Segundo o Talmud, os três Patriarcas do povo judeu – Avraham (1813-1638 AEC), Yitschac (1713-1533 AEC) e Yaacov (1653-1506 AEC) – todos nasceram e faleceram em Nissan.



Hagadá em comemoração em Pessach, comemorado o mês de Nissan 
como o primeiro mês do calendário judaico.


A 1º de Nissan de 2448 (1313 AEC – duas semanas antes do Êxodo), “D’us falou a Moshê e Aharon no Egito”, instruindo-os sobre o estabelecimento do Calendário Judaico e que “este mês será para vós a cabeça dos meses, o primeiro mês do ano” (Shemot 12:1-2); esta foi a primeira mitsvá dada ao povo de Israel. Naquela ocasião D’us também lhes ordenou sobre a oferenda de Pêssach e as várias observâncias da Festa de Pêssach.





No dia em que o Mishcan foi inaugurado, “Nadav e Avihu, filhos de Aharon, cada qual pegou seu incensador, ateou fogo e colocou incenso nele, e ofereceram um estranho fogo perante D’us, o que Ele ordenou que não fizessem. Um fogo partiu de D’us, e os consumiu, e eles morreram perante D’us” (Vayicrá 10:1-2).




No oitavo dia após um período de 7 dias de treino e iniciação, o Mishcan portátil (Tabernáculo ou Santuário) construído pelos Filhos de Israel no deserto do Sinai foi erigido. Aharon e seus filhos começaram a servir como sacerdotes, e a Divina Presença veio habitar o Mishcan; oferendas especiais foram levadas, incluindo uma série de presentes por Nashshon ben Aminadav, Príncipe da Tribo de Yehuda (oferendas semelhantes foram levadas nos 12 dias seguintes pelas outras tribos de Israel).


Leis e costumes


Hoje é o primeiro dos dois Rosh Chodesh (Cabeça do Mês), para Elul (quando um mês tem 30 dias, o último dia do mês e o primeiro do mês seguinte servem como Rosh Chodesh do mês vindouro).


Porções especiais são acrescentadas às preces diárias: Halel (Tehilim 113-118) é recitado – em sua forma “parcial” – após a prece matinal Shacharit, e a prece Yaaleh V’yavo é acrescentada à Amidá e às Graças Após as Refeições; a prece adicional Mussaf é recitada (quando Rosh Chodesh é Shabat, adições especiais são feitas ao Shabat Mussaf). Tachanun (confissão dos pecados) e preces similares são omissas.

Muitos têm o costume de marcar Rosh Chodesh com uma refeição festiva e redução na atividade de trabalho. Este costume prevalece entre as mulheres, que têm uma afinidade especial com Rosh Chodesh – o mês é o aspecto feminino do calendário judaico. 



Uma mitsvá especial, que pode ser cumprida somente uma vez ao ano, é recitar a berachá (bênção ou prece) feita ao ver uma árvore frutífera em floração: 


“Bendito sejas, ó Eterno nosso D’us, Rei do universo, que não deixou faltar nada em Seu mundo, e criou nele criaturas boas e árvores boas com as quais Ele dá prazer às pessoas.”


Hoje é a primeira oportunidade de fazer esta bênção, mas ela pode ser feita num dia qualquer durante o mês de Nissan (mencionado na Torá como o “mês da primavera”). Muitos visitam jardins botânicos durante essa época, para terem uma oportunidade de cumprir esta linda mitsvá.




Começando hoje, e continuando até 13 de Nissan, recitamos os versículos (de Bamidbar cap. 8) descrevendo as oferendas feitas pelos “príncipes” (nesi’im) das doze tribos de Israel (veja “o Mishcan é inaugurado”, acima). 






Hoje lemos sobre o presente comprado por Nachshon ben Aminadav, o nasi da tribo de Yehuda, nesta data. Amanhã leremos sobre o presente de Issachar, e assim por diante para as 12 tribos.







A 13 de Nissan lemos as instruções de D’us a Aharon sobre o acendimento da menorá, que representa a participação da tribo sacerdotal de Levi. Após os versículos ‘Nasi” do dia, recitamos uma curta prece na qual dizemos: “… se eu, teu servo, sou da tribo de …, cuja secção de Nasi eu li hoje em Tua Torá, que todas as centelhas sagradas e iluminações sagradas que estão incluídas na santidade dessa tribo brilhem sobre mim, para me conceder entendimento e inteligência em Tua Torá e minha reverência a Ti, para fazer Tua vontade todos os dias da minha vida…”




Fonte: 




sábado, 9 de março de 2013

Morris Adler Disse:



“Ajude-me a converter as nossas convicções em conduta e compromisso.”


Shavua Tov!


Pinturas de Ernest Descals