domingo, 24 de fevereiro de 2013

Um pintor, escritor, filosofo e um pouco mais...



Benjamin Shiff


O artista nasceu em 1931 na Alemanha e imigrou para Israel com sua família, com a idade de dois anos.

Aos 40, Benjamin Shiff experimentou uma explosão de expressão criativa. Ele mergulhou na pintura e música explorando também a poesia, assim como a filosofia. O resultado é que, além de seu corpo extenso de obras de arte, Shiff publicou três livros de poesia e dois livros de contos. Também ele, tal como a maior parte dos escritores conceituados, é membro da Associação de Escritores hebraico em Israel. (Carece de informação sobre as suas publicações)



Jerusalém


Depois de seu fascínio inicial com artista surrealista belga René Magritte, e depois de estudos avançados na Áustria, Shiff enriqueceu as suas técnicas a óleo assim como outras que foram igualmente e amplamente utilizadas pelos antigos mestres. Ele afiou sua perspectiva e acrescentou dimensões espirituais e místicas ao seu trabalho através do estudo da Filosofia, Kabala, Hasidism e filosofia judaica. 




Em busca 
da Fé
Esquerda   






Aleluia
Direita
                                                           
O estilo distinto de Shiff é uma mistura de figuras realistas e um toque de cubismo. Suas figuras são tiradas de um conhecimento profundo da forma humana e seu potencial emocional, e são examinadas através de um prisma metafísico.




Em ti confio 
Esquerda 

Direita: 
Transmissão da sabedoria




Os assuntos parecem procurar conforto e refúgio, e possuem uma espécie de lírica melancolia. Eles têm uma qualidade translúcida, uma ilusão de uma luz interior. O seu trabalho expressa a busca do artista para resolver o conflito entre uma realidade muitas vezes cruel e seu idealismo inato.


Harmonia Celestial

Oração por Jerusalém


Shiff retrata mulheres em geral e as mães em particular, explora sua suavidade, ternura e mistério. Seus outros assuntos evocam o misticismo e a saudade espiritual que vai além do prazer visual do observador.





















As obras de Benjamin Shiff fazem parte da coleção do Palácio Presidencial eslovaco, e da coleção do Museu Cultural do judaísmo em Bratislava.



















Esquerda: Notas altas                                    Direita: Piedade


Tal como outros artistas, Shiff trabalha as salas do Departamento de escritórios novos de Relações Exterioresem Jerusalém







Muitas outras obras fazem parte de colecções particulares na Europa, os EUA e Israel.







Fonte:
http://www.shiffstudio.com/About/biography.aspx


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Purim Party!


Shabat Shalom!
Pintora Rochelle Blumenfeld
 
 
Chag Purim Sameach!
 
Pintor Albert Benaroya

 
 
Purim Cookies for you!
Pintora AnnemeetVan Der Leij

 
 

Ziva David




quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O Mês de Adar e o Purim!



O MÊS DE ADAR
Mazal Adar (Símbolo de Adar)


     O mês de Adar é o último mês do ano, contado a partir de Nissan, conforme é referido na Bíblia. Assim, o ano judaico começa em Nissan, com o júbilo da redenção de Pessach, e termina em Adar, com a alegria da redenção de Purim. O símbolo (mazal) do mês de Adar é o peixe (dag). Neste mês o peixe multiplica-se no mar, nos rios e nos lagos e vive protegido nas suas águas. Tal como o peixe vive protegido na água, o Povo de Israel vive protegido pela Torah. Tal como o peixe se multiplica em Adar, nós fortalecemo-nos pela Torah, neste mês em que celebramos a festa de Purim. 


Mishenichnas Adar, marbin besimcha, litografia de Purim, Eslováquia, 1930


     Adar é o mês mais feliz e mais alegre do calendário hebraico. De facto, o seu mote é “Quando Adar começa, aumenta a nossa alegria” (“Mishenichnas, Adar, marbin besimcha”). Na estampa decorativa abaixo, alusiva à festa de Purim, podemos ver igualmente o mote “Mishenichnas Adar, marbin besimcha”, seguido das saudações “L’chaim” e “Mazel tov”, tendo na parte inferior, ladeado pelos dois peixes (dagim), o hino “Shoshanat Yaacov”. 


Mazal Adar Dagim, Hungria, Museum of Jewish Heritage


     É costume recitar o hino “Shoshanat Yaacov” após a leitura da Megillat Esther, que faz parte do ritual de Purim. No “Cântico dos Cânticos” a nação judaica é comparada a uma rosa – Shoshanah -, que é uma referência a Shushan (Susa), a capital da Pérsia, lembrando o versículo “a cidade de Shushan celebrou e rejubilou” (Esther 8:15). 


Shoshanat Yaakov, tzahala v’samecha birotam yachad tchelet Mordechai.
“A rosa de Jacob empolgou-se com júbilo e exultou quando eles viram Mordechai vestido de azul real.”


     

     No “Livro de Esther” (Megillat Esther) é narrado o miraculoso acontecimento que deu origem à festa de Purim, que se celebra a 14 de Adar. Purim comemora a salvação dos judeus da Pérsia, graças à intervenção de Mordechai e da rainha Ester, a esposa judia do imperador Achashverosh (Assuero ou Xerxes), quando estes corriam perigo de vida, devido à intenção do ministro Haman em os exterminar. 

   O nome da festa tem origem na palavra persa “pur”, que significa “sorte”, conforme é relatado na Megillat Esther 9:26 «Por isso chamaram àqueles dias Purim (sortes)…», porque o malvado Haman sorteou o dia em que os judeus deveriam ser aniquilados. 


A rainha Esther pede ao imperador Assuero, clemência para os judeus da Pérsia; manuscrito judeo-persa, séc. XVIII, escrito em persa com letras hebraicas; Isaac Einhorn Collection, Tel Aviv, Israel


    A rainha Esther, aconselhada pelo seu tio Mordechai, apresentou-se ao rei, denunciou a trama e obteve o decreto pelo qual o seu povo teve direito à autodefesa, podendo assim salvar-se. Mordechai foi carregado em triunfo, nomeado ministro e Haman enforcado com os seus filhos, na forca que tinha preparado para Mordechai. Esta história, contada no Livro de Esther, é lida na véspera e na manhã da festa, em todas as sinagogas do mundo. É uma história que conta milagres “encobertos”, como o facto intrigante de o nome de D’us não ser mencionado uma única vez, e finalmente o facto do povo judeu sair vitorioso, quando estava destinado ao extermínio. 


Bordado comemorativo da salvação dos judeus da Pérsia na Megillat Esther, séc. XIX, The Jewish Museum, Nova Iorque


   Em 7:9 aparece a misteriosa figura de Charvonah, aparentemente, um simples soldado, que diz o seguinte: «Eis que a forca na árvore, de cinquenta côvados de altura, que Haman preparou para Mordechai, que falara em benefício do rei, se encontra na casa de Haman.» Foi o golpe final. Achashverosh ordena de imediato a execução de Haman.

    O exegeta Ibn Ezra comenta este verso, explicando que Charvonah podia muito bem ser o Profeta Elias – Eliyahu Hanavi -, que vem em nosso socorro quando precisamos dele.

    A questão que se levanta é a do motivo pelo qual um simples soldado aparece na corte real de Achashverosh? Talvez a lição a retirar seja a de que D’us envia os mensageiros certos, mas nós nem sempre os reconhecemos. Precisamos, pois, estar mais atentos aos “Charvonas” que se nos deparam e às mensagens que nos trazem. 





CHAG PURIM SAMEACH


Estes são os nossos votos sinceros, meus e da
Sónia Craveiro,
que foi a responsável por este artigo.

Muito obrigada Sónia J
Beijinhos


Fontes:







terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Mea Sharim


Laila Tov!
Pintura de Phillipe Doneton

Beit Hilel e Beit Shamai





Hilel é conhecido por ser um sábio que preservava o amor, o humanismo, a bondade, a paciência e a humildade. Ele foi o primeiro dos rabinos fariseus, nasceu na Babilónia durante o século I a.e.c., mudou-se para a Judeia com 14 anos; passou alguns anos em Jerusalém e depois  mudou-se  para a Galileia.

Os seus ensinamentos encontram-se relatados no Pirkei Avot (a ética dos pais), escrito na Babilónia e depois acrescidos de outros ensinamentos, sendo adicionados ao Talmud. Nessa época, houve uma grande disseminação do Talmud, que tornou os eruditos da Mishná os verdadeiros líderes religiosos do povo, os chamados Tanaim (de Taná, em aramaico, significa aquele que estuda, repetindo e transmitindo os ensinamentos de seus mestres).



O Sábio Hilel

A primeira geração dos Tanaim, que exerceu suas atividades no início do reinado de Herodes, é representada por Hilel e Shamai, fundadores de duas escolas que levaram seus nomes (Beit Hilel e Bet Shamai). As duas escolas reflectiam a personalidade do seus fundadores. Hllel era uma pessoa amável, simples, próxima às camadas mais modestas, e suas máximas breves reflectem na sua generosidade, piedade e amor à humanidade. Shamai era extremamente íntegro, mas rígido e irascível.



Beit Hilel e Bet Shamai




Hilel foi responsável pelo estabelecimento da Halachá, o conjunto de regras baseadas na interpretação da Tora, ou seja, como um judeu deveria viver de acordo com a Tora. Ele foi o líder de uma revolução espiritual no judaísmo. Ele acreditava na presença contínua de D’us no Universo e que a única maneira dos homens servirem a D’us era por meio de seus actos, sendo diretamente responsáveis por eles perante D’us. Falava também de união mística entre D’us e o homem. Apesar de todas as controvérsias que se acenderam entre estas, ambas se inscreviam na estrutura tradicionalmente aceite no judaísmo. As disputas pela Halachá entre elas prosseguiram por muitas gerações até que finalmente prevaleceram os pontos de vista de Hilel.


Os seus ensinamentos eram muitas vezes opostos aos ensinamentos de Shamai. Dizem que o Talmud regista 300 discordâncias entre eles, mas esse número inclui as discordâncias entre os seus discípulos, uma vez que ambos criaram escolas rabínicas.




Como já citado, Hilel era um homem de paz, humilde e respondia a todas as perguntas que lhe eram feitas, mesmo as constrangedoras. Ao contrário de Shamai, Hilel tinha alunos não-judeus.


Ele estimulava, nos homens, a auto-estima com o seu pensamento mais famoso: “Se eu não for por mim mesmo, quem será por mim? E, se somente por mim, o que sou eu? E, se não for agora, quando?”. E com outro: “Aquele que tenta engrandecer seu nome o destrói; aquele que não aumenta seu conhecimento o diminui e aquele que não estuda merece morrer”.



Hilel teve na sua academia 80 discípulos, muitos dos quais importantes. O conselho dos membros da corte de Herodes não foi seguido. Ele faleceu no ano 10, 14 anos depois da morte de Herodes, o Grande.


Shammai, assim como Hilel, era um judeu nascido no século 1 a.e.c., um líder religioso importante e grande na literatura rabínica, na Mishnah (primeira discussão feita a partir da Torá que vai para o Talmud). Ele era o “adversário” de Hilel, sendo sempre mencionado junto a ele.




Diferentemente de Hilel, Shammai era um homem rígido, justo e sem paciência. Uma das histórias que se conta é que um dia, um homem veio em busca de Shammai e pediu para ser convertido: “Converto-me na condição de  você me ensinar toda a Torá, enquanto eu estou apoiado em um só pé”, Shammai empurrou-o para fora com a régua em sua mão, então veio Hilel e lhe disse:


“ Não o faças aos outros o que não desejas para ti. Esta é a Torá, o resto é comentário. Vai e aprende.”.







Numa época de grande agitação política e social, Shammai foi uma grande influência, recusando-se a ser intimidado pela potência estrangeira. Ele cresceu à sombra da opressão de Herodes, e acreditava sempre que era necessário ter uma postura firme para lidar com os adversários da tradição judaica. Conta-se que, quando Herodes apareceu na sala do Sinédrio, rodeado pela guarda real, totalmente armados, o silêncio reinava. Podia-se sentir o sentimento de intimidação naquela sala, quando, apenas Shammai, sem medo, levantou-se para falar contra ele. Passou então a fazer decretos para separar e proteger a comunidade judaica da interferência de Herodes e dos romanos. Ele alertou o perigo de Herodes aos seus colegas, avisando-os de que ele iria dominá-los sem piedade. Na verdade, Shammai foi um dos poucos a sobreviver.

No entanto, apesar de toda a sua tenacidade em assuntos jurídicos e políticos, temos uma perspectiva bastante diferente de Shammai quando nos voltamos para a Halachá. Lá, Shammai diz:


“Cumprimente cada homem com um semblante alegre e um sorriso”.


Os preceitos morais da Halachá estão associados aos sábios que não só ensinavam, mas viviam daquela maneira. Aqui, Shammai era um homem com um sorriso radiante e pronto, que seus colegas e discípulos conheciam tão bem.


Então, como compreender Shammai? Porque ele mesmo não seguia seus ensinamentos? A resposta encontrada é que Shammai não é o homem dos “pedidos”. Ele acreditava, assim como na história da conversão do homem apoiado em um pé só, que, para aprender a Torá não se podia ter pressa, e, se um candidato a conversão tem pressa, é porque não a merece.



Shammai


 No Talmud se diz: "Que os homens sejam sempre humildes e pacientes como Hillel e não exaltados como Shamai.". Isso soa como uma condenação, mas, na verdade, é como um conselho: “Se você é como Shammai, e suas motivações são puramente por uma questão do Céu e do bem de Israel, então pode ser tão severo com os outros como ele era.”. Entretanto, mesmo que não possamos compreender Shammai por completo, podemos tentar compreendê-lo apenas um pouco. Shammai - O Entendido.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Exposição sobre o Rei Herodes no Museu de Israel.







Abriu no Museu de Israel uma exposição sobre a vida e obra do rei Herodes, conhecido por ter construído o Segundo Templo de Jerusalém.






Mas até nisto há já uma "guerra" entre judeus e palestinianos sobre quem tem o direito de escavar os artefactos. Os palestinianos vêm reclamar que os artefactos foram retirados da "terra ocupada" em 1967 e que reivindicam como pertença sua para um estado independente a que chamam "palestina".





A peça principal da exposição é a reconstrução de uma parte do mausoléu de Herodes que os arqueólogos acreditam ser o seu sarcófago. Os historiadores indicam que Herodes reinou na Judeia entre os anos 37 a.e.c. até à sua morte no ano a a.e.c. (…).


Sarcófago de Herodes



Herodes também ficou conhecido pela sua crueldade, mas também pela sua megalomania, ao ter construído grandes palácios, como o de Massada.



Massada


No entanto, Herodes ficou célebre e reconhecido principalmente pela grandiosa reconstrução do Templo de Jerusalém.



Templo de Herodes


Foi em 2007 que o conceituado arqueólogo israelita Ehud Netzer, da Universidade Hebraica de Jerusalém, descobriu o túmulo de Herodes em Herodium. Ali existia um palácio-fortaleza, um complexo de lazer com jardins, grandes piscinas, saunas decoradas e um teatro com um camarote real.


Herodium


Nos seus últimos anos de vida, o rei Herodes reconfigurou a arquitectura do complexo de forma a preparar o cenário para o seu enterro, tendo assim construído um magnífico mausoléu voltado na direcção de Jerusalém.



Herodium


Esta exposição estará no museu de Jerusalém até 5 de Outubro de 2013 e inclui 30 toneladas de peças – as fundações do edifício do museu tiveram de ser reforçadas para as acolher, segundo o diário israelita Haaretz –, em grande parte novidades trazidas da câmara fúnebre de Herodes. 



Esta é a mais ambiciosa exposição do Museu de Israel e é a primeira vez que alguns destes artefactos são mostrados ao público, visto que a descoberta do sítio arqueológico do seu túmulo data de há apenas seis anos.



Fontes:

Artigo inspirado no blog: