sábado, 11 de maio de 2013

A Beleza da Arte Judaica em Portugal





Monica Mendes Pinto nasceu em Luanda, Angola. Tem frequência de dois anos em Belas Artes, BS em Comunicação – Pesquisa de Mercado e RP, MA em 
Estudos Judaicos. 





 Alma Judaica
Jewish Soul
(Alma Judaica) – Oil Mixed Tecnique on canvas; Óleo e técnica mista s/tela (50x140) 


Filha de portugueses com raízes judaicas, Monica cresceu e estudou em Israel. O seu interesse pelas ciências da religião, pelo desenho e pintura existe desde de que tem memória.

Peace for Israel
(Paz por Israel) - Oil and Mixed Technique on canvas; Oleo e tecnica mista s/ tela (70 x 50)

Os caracteres hebraicos simbolizam o nome de Israel, a forma aleatória no seu posicionamento simboliza o sofrimento do povo de Israel em recuperar a paz em Zion.


Israel 1948
 Oil and Mixed Technique on canvas; Oleo e tecnica mista s/ tela (70 x 50)



Só em 2004 sente a necessidade de partilhar com o público a sua alma artística de um modo mais amplo, não só a sua arte, mas acima de tudo um pouco dos seus sentimentos e visão da cultura, da história, da crença religiosa judaica e do povo marrano que vive na diáspora mas com o coração em Israel. 

Bnei Anussim  
(Alma Judaica na Diáspora) - Mixed Technique on canvas; Óleo e técnica mista s/tela (70x50)



Kings  Jewish Soul at Diaspora 
(Reis) - Mixed Technique on canvas; Óleo e técnica mista s/tela (70x50)


Monica esteve presente numa exposição colectiva no Café Majestic, no Porto em homenagem ao capitão Barros Basto e foi com a mesma “Alma Judaica” que esteve também presente em Belmonte.

Western Wall, Kotel 

(Muro das Lamentações) – Oil Mixed Technique on canvas; Óleo e técnica mista s/tela (30x20)



From Moshe to Hanukkah

Oil on canvas; Óleo s/tela (100x100)



A oportunidade de partilhar com a comunidade local através da sua pintura, foi para a pintora uma grande honra. 


Hamsa

Para ver mais obras ou para saber mais pormenores sobre o  trabalho desta artista, 
visite o seu site:


Qualquer pedido de um tema especifico ou informação, podem contactar através do email: mmpinto.7@gmail.com ou através deste blog.

12 Tribes of Israel
(12 Tribos de Israel) – Óleo e Pastel, técnica mista s/tela (80x70)




Fonte:


Flor de Lótus!


Shavua Tov!


Pintura de: Monica Mendes Pinto
Blue Lotus Flower and Ratna-Sambhava


Fontes:



quinta-feira, 9 de maio de 2013

Manasseh ben Israel



O primeiro rabino português formado em Amesterdão

Menasseh ben Israel, 1642


Menasseh ben Israel, nascido em 1604 na Madeira (Portugal) com o nome de Manuel Dias Soeiro, e falecido em Middelburg, Países Baixos, a 20 de Novembro de 1657, foi um líder religioso da comunidade judaica de Amesterdão, fundador da primeira impressora portuguesa naquela cidade e incentivador da moderna comunidade judaica na Inglaterra. 

  Rabino português Menasseh 


Menasseh, então Manuel Soeiro, pertencia a uma família de religião judaica portuguesa que como tantas outras, foi obrigada a converter-se ao cristianismo. A perseguição religiosa em Portugal no século XVII era intensa. Os cristãos-novos (judeus convertidos ao Cristianismo) eram vítimas da segregação e estavam sob a observação das autoridades religiosas e à mercê da Inquisição. Cristãos-novos que mantivessem a fé judaica eram submetidos a castigos severos. Após a suspeita de judaísmo ter recaído sobre o pai de Manuel, a família decide deixar Portugal e emigrar ao norte da Europa, assentando-se em Amesterdão.

Pintura de Gerrit Adriaenszoon Berchheyde


Manuel adotou o seu novo nome hebraico Menasseh. Frequentou a escola, tendo sido um aluno brilhante. Tornou-se rabino e um intelectual respeitado, autor de várias obras para a primeira editora hebraica na Holanda. Casou com uma descendente do ilustre Isaac Abravanel. Foi amigo pessoal de Rembrandt, que lhe pintou um retrato.

Menasseh ben Israel
Gravura de Rembrandt de 1636



O rabino Menasseh tornou-se particularmente conhecido por ter pedido a Oliver Cromwell e ao Parlamento Britânico que revertessem as decisões históricas de governantes anteriores e permitissem aos judeus que regressassem à Inglaterra (os judeus tinham sido expulsos em 1290, por Eduardo I de Inglaterra.




A sua petição foi bem-sucedida e os judeus começaram gradualmente a estabelecer-se na Grã-Bretanha a partir de então. Duzentos anos depois, os judeus estavam perfeitamente integrados na sociedade britânica e havia mesmo um primeiro-ministro de religião judaica: Benjamin Disraeli. (foto à direita)



Túmulo de Menasseh no cemitério israelita português de Beth Haim, nos arredores de Amsterdão






Fonte:

António de Montezinos - Um Judeu de Vila Flor...




…e as dez tribos perdidas de Israel.


Mapa de 1759 com a divisão clássica das  doze tribos de Israel


António de Aharon Levi Montezinos, nasceu na Vila Flor no seio de uma família cristã-nova. Até 1644 viveu nas Índias Ocidentais. Por esta altura viaja para Amesterdão e após uma estadia de seis meses retorna ao Recife, acabando por falecer dois anos depois.

Vila Flor

Em Amesterdão, a 18 de Julho de 1644, perante Menasseh bem Israel e de outros membros da nação Portuguesa, relata o seu encontro, dois anos e meio antes com os índios dos planaltos da actual Colômbia. Segundo António de Montezinos seriam os descendentes da tribo de Rúben. Este relato foi inserido na obra messiânica de Menasseh ben Israel, “Esperança de Israel”, escrita em 1650, obra que inflamaria os espíritos dos judeus e prepararia o terreno para o movimento messiânico de Sabatai Zvi. 

“Esperança de Israel”
Menasseh ben Israel

De acordo com o seu relato, esta aventura teve lugar após a sua prisão nos carceres da Inquisição de Cartagena, nas Índias. Teria sido o seu guia índio, Francisco, que lhe fizera alusão a um “povo escondido”.



Montezinos e Francisco iniciam uma viagem de montanha e ao cabo de uma semana chegam às margens de um grande rio, (suspeita-se que seja o Rio Cauca), que Montezinos, na sua Relação, compara ao Douro. Do outro lado do rio encontram uns índios estranhos que vêm ao seu encontro e lhe recitam a profissão de fé judaica em hebraico: “ Escuta Israel, o Senhor é o nosso D’us, o Senhor é Um”. Afirmam pertencer à posteridade de Abraão, Isaac, Jacob e Rúben e esperam a chegada de doze homens que saibam escrever para deixarem o seu refúgio. Para Montezinos não havia dúvidas. Aqueles índios eram descendentes de uma das dez tribos perdidas e do seu retorno dependia a redenção de Israel. E tal, foi o entendimento de Menasseh bem Israel.


“O Desembarque”
Alfredo Roque Gameiro e António Conceição Silva


Tribos Perdidas foi o nome porque ficaram conhecidas as dez tribos de Israel (Rúben, Simeão, Dan, Neftali, Gad, Aser, Isaacar, Zabulão, Efraim e metade de Manassés) que constituíam o reino de Israel após a sua separação de Judá, depois da morte do Rei Salomão. Em 722 a.e.c., o reino de Israel foi conquistado pelos assírios que deportaram os israelitas para Hala, sobre o Habor, rio de Gozan, e para as cidades dos medos. A crença no seu regresso é um elemento de escatologia judaica e assenta nas palavras dos profetas Isaías (Is: 11,12) e Ezequiel (Ez 27, 15-28), no Talmude e no Midrash. As lendas sobre elas são numerosas e delas existem elementos em escritos de Benjamim de Tudela (séc. XII). O tema é retomado no séc. XVII pelo Padre António Vieira na obra “Esperanças de Portugal”. Sobre o assunto existem numerosas obras que podem ser consultadas. A este tema, Arthur Koestler dedicou anos de pesquisa.


“Esperanças de Portugal”



Este artigo foi-me oferecido pela minha amiga
Dora Caeiro
Muito obrigada
Pintura de Ryszard Tyszkiewicz

Beijinhos


Fonte:




quarta-feira, 8 de maio de 2013

28 Iyar - Yom Yerushalayim




Jerusalém é libertada (1967)

Pintura de Resh (Reznikov Y. Shkred


A Cidade Velha de Jerusalém e o Monte do Templo foram libertados durante a Guerra dos Seis Dias em 1967. O dia é marcado em Israel como o “Dia de Jerusalém”.


Yom Yerushalayim ou dia de Jerusalém (em hebraico יום ירושלים), é um feriado nacional em Israel e celebrado anualmente no dia 28 de Iyar. De acordo com o plano de Partilha da ONU de 1947, Jerusalém deveria de ser uma cidade internacional, não pertencendo nem a um estado judaico, nem a um estado árabe. Mesmo assim, durante a guerra árabe-israelita de 1948, o controle da cidade foi dividida entre Israel e Jordânia.


No entanto, Jerusalém Oriental foi reconquistada por Israel em 1967, como resultado da Guerra dos Seis Dias. No dia 12 de Março de 1968, o governo israelita proclamou o dia 28 de Iyar como o feriado do Dia de Jerusalém. Em 23 de Março de 1968, o Knesset aprovou a Lei do Dia de Jerusalém como um feriado nacional Israelita.


Pintura de Yochanan bem Zakai  
Old Jerusalem





Fontes:



terça-feira, 7 de maio de 2013

Os primeiros quatros dias da criação!




Nascida na Polónia, Malla Carl, é filha do rabino Blumenkrantz e imigrou apenas por um tempo com sua família para a Suíça. Depois de se formar no Kunstgewerbeschule em Lucerna, em 1969, ela decidiu viajar e estabelecer-se em Israel. 


O primeiro trabalho caligráfico por Malla Carl foi o convite para o bar Mitzvah de seu filho em 1976. Depois outros trabalhos se seguiram e Malla Carl não parou de escrever e de desenhar desde então.





















Primeiro e segundo dia da esquerda para a direita




















Terceiro e quarto dia da esquerda para a direita


Malla Carl é fascinada pelas histórias da Bíblia e adora desenhar cenas que mostram os parágrafos retratando as histórias que ouvimos. A especialidade da Malla é a Bíblia na arte e letras. Em seus trabalhos sobre pergaminho que muitas vezes inclui a paisagem de Jerusalém, retratos de família e vizinhos, ou os rostos interessantes de estranhos que ela vê no ponto de ônibus, a quem convida para casa com o modelo.


Shaar Shchem  


Bone


Jerusálem


Abshaloms Tomb


Churva Keshet


Shaar Ha Rahamim




Fontes:



sábado, 4 de maio de 2013

Discussão entre judeus!



Shavua Tov!
As discussões são como velas acesas na escuridão.


Pintura de: Suffrin Roee

sexta-feira, 3 de maio de 2013

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Imortalizados nos nossos corações e agora na música!




Amichtav Haacharon – Idan Amedi




A letra desta canção baseia-se em trechos de cartas que o soldado Moshe Ochayon enviou para a sua namorada enquanto cumpria o serviço militar no Tzahal, (exército israelita).

Moshe faleceu em 1995 no sul do Líbano. A canção faz parte do projecto “Od meat nahafoch leshir”( iremos virar canções), da rádio militar Galei Tzahal.

Livros judaicos são confiscados (1731)




O dia de hoje na história judaica  
22 de Iyar de 5773


Giovani António Constanzi, responsável pela biblioteca e autoria do catálogo dos manuscritos hebraicos do Vaticano, direcionou buscas em todos os bairros judeus do Estado do Vaticano confiscando todos os livros sagrados judaicos. O confisco iniciou-se em 22 de Iyar de 1731 e continuou por mais vinte anos.



Fonte:


Deportação de judeus húngaros (1944)



O dia de hoje na história judaica  
22 de Iyar de 5773


Após dois meses de ocupação nazi na Hungria, onde a população antes da II Guerra Mundial era de 750.000, os nazis iniciaram a deportação dos judeus para o campo de concentração de Auschwitz.






Eichmann, encarregou-se pessoalmente do início do processo de extermínio. 







Oito dias mais tarde 100.000 já tinham sido assassinados.



Fonte: