terça-feira, 9 de abril de 2013

Momento de Humor!




Os novos funcionários de Bill Gates  


Bill Gates decide organizar uma enorme sessão de recrutamento para encontrar seu Presidente Diretor Geral da Microsoft Europa.


Então, convoca 5000 candidatos numa grande sala.


Entre os candidatos se encontra Maurice Cohen, um judeu que vive em Paris.


Bill Gates agradece a presença de todos os candidatos e pede a todos os que não entendem o idioma de programação JAVA que abandonem o lugar.


2000 pessoas levantam-se e saem.


Maurice Cohen pensa: 'Não conheço este idioma, porém, não tenho nada a perder, então fico.
Vou ver o que acontece...'


Bill Gates pede então a todos os candidatos que jamais tenham tido experiencia no manejo de pessoal de mais de 100 pessoas, que saiam também.


2000 pessoas levantam-se e saem.


Maurice Cohen pensa: 'Jamais manejei pessoal em minha vida, porém, não tenho nada a perder, então fico.

 Vou ver o que acontece...'


Bill Gates pede então a todos os candidatos que não tenham estudado em grandes universidades, que saiam.


500 pessoas levantam-se e saem.


Maurice Cohen pensa: 'Nem terminei o liceu, porém, não tenho nada a perder. Fico e  vou tentar, não me importa...'


Por fim, Bill Gates pede a todos os candidatos que não falam servo-croata, que se levantem e saiam.


498 pessoas levantam-se e saem.


Maurice Cohen pensa: 'Não falo servo-croata, porém, não tenho nada a perder, fico, vou até o final, se não ganhar, não é grave. 


Então ficam Maurice Cohen e outro candidato.


Bill Gates se coloca na frente dos dois e diz:


'Então, aparentemente, vocês 2 falam servo-croata e podem ter uma conversa neste idioma...
Podem começar!'


Nisto, Maurice se volta ao outro candidato e diz:


'Baruch Ata Ad'nay'


O outro responde:

'Elokenu Melech Ha Olam'

Maurice segue:


'She Assa Nissim La Avotenu'


E o outro responde:


'Ba Yamim Hahem BaZman HaZe'


Fonte:






segunda-feira, 8 de abril de 2013

Cristãos-Novos Portugueses em Ferrara




BREVE INCURSÃO NA OFICINA DE 
ABRAÃO USQUE


Ferrara, Hondius Joducus Jr., 1626


    Itália foi porto de abrigo para muitos cristãos-novos portugueses, cuja experiência no comércio transoceânico se revelou da maior importância numa terra que detinha o principal mercado de exportação do comércio dos judeus otomanos. No entanto, o regresso ao Judaísmo era proibido, já que segundo a óptica cristã a conversão dos judeus baptizados era vista como um crime de apostasia, passível da pena capital.

     A presença judaica em Ferrara, uma cidade situada no norte de Itália e banhada pelo rio Po di Volano (um braço do rio Pó), está documentada a partir de 1275. Os judeus conheciam uma situação estável e próspera, que se foi consolidando ao longo dos séculos XIV e XV sob a protecção da Casa d’Este. Foi justamente sob a protecção de Ercole I d’Este (1431-1505) que um grupo de refugiados judeus de Espanha se estabeleceu no seu território, dando assim origem à comunidade sefardita de Ferrara. Durante a primeira metade do século XVI, marranos portugueses vieram juntar-se aos refugiados espanhóis, em especial depois da instituição da Inquisição em Portugal. 



Brasão da família Abravanel


     A comunidade sefardita de Ferrara reunia-se à volta do banqueiro Isaac Abravanel, neto do comentador nascido em Lisboa, do mesmo nome. 



Ercole II d’Este, retratado por Nicolo dell ‘Abate


     O duque de Ferrara Ercole II d’Este (1508-1559) foi o mais poderoso protector dos judeus daquela época. A partir de 1538 fez publicar legislação com vista a acolher na sua cidade todas as pessoas hispanófonas e lusófonas, concedendo-lhes liberdades «de vir, como cristãos, ou como judeus». Ferrara, foi ainda a única cidade da Cristandade a amnistiar a apostasia dos baptizados à força. Todavia, durante o ducado de Alfonso II, uma decisão papal de 1581 consignada na bula Antiqua Judaeo-rum improbitas desencadeou uma onda de repressão contra as comunidades judaicas de Itália, levando a Inquisição romana a perseguir os cristãos apóstatas. Em Ferrara foram presos vários marranos, acusados de praticarem a circuncisão (Brit Milá); cinco destes foram extraditados para Roma e por fim, o praticante de circuncisões clandestinas José Saralvo foi condenado à fogueira, em 1583. 



Alfonso II d’Este, retratado por Cesare Aretusi



     Apesar deste episódio dramático, Alfonso II teve a habilidade política de renovar os privilégios aos sefarditas, autorizando-os a acolher os refugiados da Península Ibérica, conquanto não praticassem a circuncisão nos adultos. Em 1597, Alfonso II morre não deixando herdeiros varões e em 1598 o ducado de Ferrara é devolvido à Igreja. Os judeus viram as suas liberdades seriamente limitadas e muitos abandonaram a cidade, especialmente portugueses. 



Planta de Ferrara, finais séc. XV


       O acolhimento que a cidade de Ferrara deu aos portugueses fugidos de uma pátria intolerante, ainda que efémero, deixou uma marca duradoura na história judaica, em particular devida às criações literárias e artísticas que aí se desenvolveram. Os judeus portugueses cultivavam uma literatura refinada em língua espanhola ou portuguesa clássica, procurando uma elegância e um esteticismo que os distinguia dos demais.




Selo da oficina de Abraão Usque


      De realçar, que as perseguições a que os cristãos-novos portugueses estiveram sujeitos, não constituíram motivo para que renegassem o país que os viu nascer, como se pode observar no selo da oficina do editor português Abraão Usque – a esfera armilar do rei D. Manuel de Portugal. 



Bíblia de Ferrara, 1553


    Abraão Usque, nome hebraico adoptado por Duarte Pinel, um latinista de Lisboa, fundou uma oficina de imprensa nas línguas hebraica, espanhola e portuguesa, que esteve activa entre 1553 e 1557, graças ao apoio da riquíssima Grácia Mendes, a Senhora. O principal feito desta oficina foi a edição da Bíblia e do ritual sefardita, em tradução judeo-castelhana, dita “Bíblia de Ferrara”. Esta Bíblia, fielmente reproduzida em numerosas edições, teve uma relação estreita com os cristãos-novos regressados ao Judaísmo, influenciando a primeira tradução espanhola efectuada por um cristão, o luterano Casiodoro de Reina, em 1569. 



Consolaçam ás Tribulaçoens de Israel, 1553



      Consolação às Tribulações de Israel é uma obra-prima da literatura portuguesa, do historiador Samuel Usque (cujo nome de baptismo usado em Portugal continua a ser desconhecido), impressa na oficina de Abraão Usque, em 1553. A obra, fazendo uso do diálogo pastoril, muito popular na época, exprime a consciência atormentada dos cristãos-novos - «esta nossa nação seguida & afugentada agora dos reinos de Portugal». O protagonista, o pastor Icabo (Jacob), que representa «toda a nação de Israel», narra as tribulações do povo judeu desde os tempos bíblicos até às perseguições inquisitoriais contemporâneas, a dois amigos pastores «Zicareo» e «Numeo», alegorias da Memória e da Consolação, que são igualmente os profetas da Bíblia, Zacarias e Naum.

     Samuel Usque procura, através da alegoria literária, exortar os seus correligionários, os “Senhores do Desterro de Portugal”, a regressar ao Judaísmo, argumentando que o tempo do Messias é chegado – consolação final do livro. 



História de Menina e Moça, Bernardim Ribeiro, Ferrara, 1554


Uma das figuras mais enigmáticas do Renascimento Português é, sem dúvida, Bernardim Ribeiro. Dele sabe-se que colaborou no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, deduzindo-se, portanto, que pertenceu à roda dos poetas palacianos, como Sá de Miranda ou Gil Vicente. A sua obra mais emblemática é o romance Saudades, mais conhecido como Menina e Moça, um clássico da nossa literatura. O romance foi editado em 1554, na oficina de Ferrara de Abraão Usque, sob o título História de Menina e Moça.


Menina e moça me levaram de casa de minha mãe para muito longe. Que causa fosse então a daquela minha levada*, era ainda pequena, não a soube.


*Partida forçada
A «Menina» recorda a infância e todas as mudanças funestas que marcaram tragicamente a sua vida. Segundo o investigador literário Hélder Macedo, ao evocar o afastamento de casa, o autor introduz logo no início o tema do desterro ou exílio, tema-chave da obra, porque está na base dos sentimentos que caracterizam as personagens e as identificam entre si: a tristeza, a saudade. Ignora-se, porém, de que exílio se trata: amoroso (afastamento da pessoa amada), político (referência às perseguições aos judeus portugueses), ou místico (alusão à Cabala).

     Juntamente com as obras de Bernardim Ribeiro são editadas obras de Cristóvão Falcão e vários outros. 




Lisboa Ribeirinha na primeira metade do séc. XVI. Detalhe de uma iluminura de Simão Bening (1483-1561) in Genealogia dos Reis de Portugal de António de Holanda, Museu Britânico, Londres. 


     Jorge de Montemor, também conhecido como Jorge de Montemayor, é um poeta/músico que adoptou como nome, o da sua terra natal, Montemor-o-Velho, na região de Coimbra. O seu romance Diana, editado em Ferrara, é escrito em castelhano, língua da sua eleição. É também em castelhano que escreve a canção Flerida en cuja mano, que faz parte do Cancioneiro Musical de Belém. É com ela que terminamos este artigo. A interpretação é do grupo Segréis de Lisboa, sob a direcção de Manuel Morais.

Flerida en cuja mano/esta mi triste vida/no triste mas dischosa estando nella
Pues no te sirves della/bien es que io la nege/que aun que estoi olvidado
Amor de mi cuidado/y el coraçon cansado no soçiega/seras en toda cosa
Flerida a min sabrosa







Este artigo foi elaborado pela nossa amiga

Sónia Craveiro

Muito obrigada J
Beijinhos 




Fontes:

WILKE, Carsten L., HISTÓRIA DOS JUDEUS PORTUGUESES, Edições 70;
DICIONÁRIO DO JUDAÍSMO PORTUGUÊS, EDITORIAL PRESENÇA;
FERREIRA, Maria Ema Tarracha, ANTOLOGIA LITERÁRIA COMENTADA – Época Clássica, século XVI – I parte – Gil Vicente & Bernardim Ribeiro, EDITORA ULISSEIA;
LOPES, Óscar, SARAIVA, António José, História da Literatura Portuguesa;
MORAIS, Manuel, CANCIONEIRO MUSICAL DE BELÉM, IMPRENSA NACIONAL – CASA DA MOEDA.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

O dia de hoje na história judaica - 24 Nissan 5773




O primeiro Shabat é celebrado (1313 a.e.c.)


Dois dias depois de os judeus cruzarem o Mar Vermelho, Chegaram a Marah. Ali, receberam diversos mandamentos e um deles era guardar o Shabat. O primeiro Shabat foi observado a 24 de Nissan.



Fonte:

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O dia de hoje na história judaica - 23 de Nissan 5773



A Segunda Cruzada é Pranteada pelos Judeus de Colónia (1147)


A comunidade judaica de Colónia, Alemanha, designou o dia 23 de Nissan como dia de Jejum e luto para relembrar os judeus de Colónia massacrados em 1147, durante a Segunda Cruzada.



Fonte:



terça-feira, 2 de abril de 2013

Laila Tov!


“Quando as orações sobem, as bênçãos descem”

(Provérbio Judaico) 


Pintura de Benjamim Shiff


Mario Capecchi... Quem foi? E quem é?






Mario Capecchi é genetista molecular e ganhou o Prémio Nobel de Medicina em 2007, junto com os seus colegas, Oliver Smithies e Martin Evans. Foram premiados por seus trabalhos pioneiros no campo da manipulação genética de animais, com a intenção de “imitar” modelos de enfermidades humanas como o câncer ou a fribose quistica.





Mario Capecchi diz:

"Tenho 71 anos, e quanto mais estudo menos sei e mais me divirto".


E continua:


Eu nasci em Verona, e a minha é uma longa história. Tudo começa durante a Grande Guerra. A minha primeira recordação é de quando vivíamos nos Alpes tiroleses e a Gestapo veio buscar a minha mãe, eu tinha apenas três anos e meio.



Minha mãe, Lucy Ramberg, se enamorou de um aviador italiano, meu pai, Mario Capecchi. Mas acabou por ter que me criar sozinha.




A minha mãe era poetisa, uma intelectual antinazi e pressentiu que iam encontra-la e acabar com ela. Por isso vendeu tudo o que tinha e deu o dinheiro a uns granjeiros do Tirol para que cuidassem de mim, caso algum dia acontecesse algo de mal com ela.


Assim foi, a minha mãe acabou num campo de concentração.

Os granjeiros cuidaram de mim por uns meses, mas um dia o dinheiro…desapareceu. Não sei…algo se passou e …bem eu acabei na rua…


Meu D’us! Se muito eu teria quatro anos! Sim, quatro anos e meio, e depois estive até aos nove anos sobrevivendo nas ruas com um grupo de crianças.






Éramos um grupo de pirralhos e roubávamos em bando para poder comer, por toda a Itália de pós-guerra.


Eu recordo-me que tinha sempre fome. Acabei por ser internado num hospital no sul de Verona, onde lutei contra a febre tifóide provocada pela má nutrição. E ali estive eu, nu, deitado numa cama por um ano.


Em 1945, sua mãe foi finalmente libertada de Dechau e depois de 18 meses de busca, finalmente encontrou o seu filho. 


Lucy foi libertada no dia em que Mario fez nove anos.

Demorou quase dois anos para me encontrar, no meio daquele bando de delinquentes; tínhamos saído do Tirol e acabamos na Calábria. Pouco tempo depois, a minha mãe decidiu que iríamos para a América, porque ela tinha lá um irmão.

Fomos para a Filadélfia. Só aprendi a ler aos treze anos, porém já sabia tudo sobre a vida: 

“O dar um jeito para sobreviver, acabou por me ensinar bastante.”


E comecei a estudar e continuei a progredir.


“A ciência da rua!”

Penso sempre que o que aprendi com aqueles ladrõezinhos me serviu depois na minha tarefa de investigador: Uma certa intuição do futuro.


Na rua aprendi a confiar em mim. Eu estava sozinho. Creio que o meu trabalho de hoje como cientista, está vinculado a essa etapa. A minha mente era o meu entretenimento. Em todo este tempo, eu desenvolvia planos que depois tinha que cumprir…Hoje, ensino os meus alunos a serem pacientes. Digo-lhes que em vez de passarem tanto tempo a pensar em algo, que é melhor caminharem e fazê-lo. Não têm que dar tantas voltas. Têm que começar por algo, mas para isso eles têm que ter um plano e uma ideia de até onde eles querem ir... 

E por fim: Querer muito.


Agora há uma estranha forma de pensar que a gratificação tem que ser imediata, mas, a gratificação é algo que leva muito tempo, esforço, dedicação e paciência e por isso é extremamente gratificante, quando chega.


Já conhecia esta história que hoje a minha amiga Maria me enviou, mas mal acabei de a reler lembrei-me de a partilhar. Se calhar nem todos conhecem! J

É verdade que nem todos iremos alcançar um grande sucesso e muito menos ser Prémio Nobel, mas podemos todos continuar a lutar por aquilo que acreditamos ser possível para cada um de nós. 

Podemos até nem conseguir ultrapassar os fantasmas do passado, mas podemos e devemos tentar, em vez de perdermos tempo nos lamentos e na arte de fazer mal ao próximo.

Peço-vos que partilhem esta mensagem com alguém que conheçam e que utiliza as dificuldades e a infelicidade do seu passado para se desculpar de todos os seus erros presentes. ZD




Fonte:
J. Claret Cintra


Enviado por:
 Maria Augusta Pereira



domingo, 31 de março de 2013

Um dia muito importante para Portugal!



Extinção da Inquisição


DIÁRIO DAS CORTES GERAES E EXTRAORDINARIAS DA NAÇÃO PORTUGUEZA.
NUM. 47
SESSÃO DO DIA 31 DE MARÇO DE 1821

(O documento é reproduzido com a grafia da época)



Decreto


As Cortes Geraes, Extraordinarias, e Constituintes da Nação Portugueza, Considerando que a existencia do Tribunal da Inquisição he incompativel com os principios adoptados nas Bases da Constituição, Decretão o seguinte:


1.°  O Concelho Geral ao Santo Officio, as Inquisições, os Juisos do Fisco, e todas as suas dependencias, ficão abolidos no Reyno de Portugal. O conhecimento dos Processos pendentes, e que de futuro se formarem sobre causas espirituaes, e meramente ecclesiasticas, he restituido á Juriadicção Episcopal. O de outras quaesquer causas de que conhecião o referido Tribunal, e Inquisições, fica pertencendo aos Ministros Seculares, como o de outros crimes ordinarios, para serem decididos na conformidade das Leys existentes.


2.°  Todos os Regimentos, Leys, e Ordens relativas á existencia do referido Tribunal, e Inquisições, ficão revogadas, e de nenhum effeito.


3.°  Os bens, e rendimentos, que pertencião aos dictos estabelecimentos, de qualquer natureza que sejão, e por qualquer titulo que fossem adquiridos, sejão provisoriamente administrados pelo Thesouro Nacional, assim como os outras rendimentos publicos.


4.º  Todos os Livros, e tudo Manuscriptos, Processos findos e tudo o mais que existir nos Cartorios do mencionado Tribunal, e Inquisções, serão remettidos á Bibliotheca Publica de Lisboa, para serem conservados em cautela na Repartição dos Manuscriptos, e inventariados.


5.°  Por outro Decreto, é depois de tomadas as necessarias informações, serão designados os ordenados que ficarão percebendo os Empregados que servirão no dicto Tribunal, e Inquisições.


A Regencia do Reyno assim o lenha entendido, e faça executar. Paço das Cortes 31 de Março de 1821. –Hermano José Braancamp do Sobral, Presidente – Agostinho José Freire, Deputado Secretario – João Baptista Felgueiras, Deputado Secretario.




 Fonte:
Por Terras de Sefarad