sábado, 2 de março de 2013

Com Leonid Afremov


Shavua Tov!

Já deixamos a paz, a harmonia e o aconchego de Shabat …


Para mais uma semana de boa disposição e trabalho…é claro!!! 



Para a semana há mais! 

Jewish Dance Company in Mexico 


JZD

sexta-feira, 1 de março de 2013

ידיד נפש!


Shabat Shalom!


Pintura de Sissy





Fontes:

http://www.sissysfolkart.com/food.html
http://www.youtube.com/watch?v=SKn4qkGsYCQ

O dia de hoje na História Judaica - 19 Adar 5773




Kibbutz Ein Gedi, Dead Sea, Israel


Após a Guerra da Independência, Israel precisava assegurar suas fronteiras contra as nações árabes hostis que o cercavam. 
Ein Guedi, a costa oeste do Mar Morto, foi garantida no domingo 20 de Março de 1949.

Um lugar chamado Ein Gedi

Este artigo foi retirado na integra  (texto e fotos), do Blog do Sr. Ezion Geber, e poderá aceder ao mesmo através do link colocado nas fontes deste artigo.

Há muitos lugares surpreendentes no mundo. Este, eu tive a oportunidade de conhecer agora, aquando do nosso retorno a Israel. Trata-se de Ein-Gedi, nome hebraico para Fonte dos Cabritos. Além do nome pomposo, o lugar é fartamente citado na Bíblia, e em situações que atiçam nossa imaginação.




Ein Gedi é um lugar de povoação muito antiga, o que é atestado por sua citação entre as cidades de Judá ainda nos tempos da conquista de Canaã (Jos 15.62). Escavações conduzidas desde 1949 confirmam a antiguidade do sítio. Arqueólogos encontraram nas imediações um templo antigo e o dataram do período calcolítico (entre 4.300 a 3.300 a.e.C). Ossos e cinzas de animais encontrados em covas circulares eram os remanescentes dos sacrifícios ali oferecidos. Onde seria esse lugar? Onde se situa Ein Gedi? Há pistas no texto bíblico sobre sua localização. O profeta Ezequiel é quem nos fornece a primeira dica:

Na visão das águas purificadoras, registadas no capítulo 47, Ezequiel vê águas que fluem do Templo se derramarem, saírem pelas portas de Jerusalém, e descerem até o Mar Morto (Ez 47.8). Ali, um lugar onde não há qualquer tipo de vida, as águas cheias de minerais do mar tornar-se-iam doces, e enxames de peixes povoariam o Mar, o que atrairia pescadores e estes estenderiam suas redes “desde Ein Gedi até Ein Eglaim” (Ez 47.10). Na descrição de sua visão, Ezequiel situa Ein Gedi na região do Mar Morto. 



Estávamos em Tiberíades, às margens do Mar da Galileia, e dirigimos aproximadamente 200 km rumo ao Sul, seguindo a Rodovia 90, que corta o país de Norte a Sul (da fronteira com o Líbano, até a fronteira com o Egito, em Eilat, no Mar Vermelho).




No Mar da Galileia já estávamos a pouco mais de 200 metros abaixo do nível do mar, em pleno “Vale da Grande Fenda da África”. Este é um dos grandes caprichos do Criador: uma gigantesca falha geológica que se estende desde o vale do Jordão, no norte de Israel, até Moçambique, num incrível total de 6.400 quilómetros!


A Estrada 90 contorna a margem ocidental do Mar da Galileia e continua a seguir a Grande Fenda, através do Vale do Jordão, que enfim desagua no Mar Morto. Do mar da Galileia ao Mar Morto descemos mais 200 metros e atingimos o ponto mais profundo da Terra, 400 metros abaixo do nível do mar!

Seguimos pelas margens do Mar Morto por alguns quilómetros e pudemos perceber o quão inóspito é aquele lugar. O sol é intenso, a estrada corre espremida entre o Mar Morto e os penhascos marrons que caracterizam os paredões da Grande Fenda na sua região de maior profundidade. Porém, seguindo as indicações do profeta Ezequiel estamos próximos a Ein Gedi.



(…) Se existe um lugar no deserto onde podemos encontrar seres vivos, no caso, cabras monteses, e seres humanos que fizeram dali seu lugar de habitação, então este lugar tem água. Estamos falando de um oásis, o maior oásis na margem ocidental do Mar Morto: Ein Gedi.

(…) Muito cedo entendi o porquê do nome do lugar: “Fonte dos Cabritos”. Pude ver cabras monteses, pequenas e grandes caminhando e pastando tranquilamente... Pastando? - Sim, no cenário quente e seco, uma corrente permanente de água garante vegetação que quebra a monotonia marrom da paisagem e irrompe um verde que alimenta as cabras monteses.




O cenário corresponde perfeitamente à descrição do texto de  Samuel. Fugindo de Saul, Davi procura esconderijo nestes penhascos cheios de cabras monteses (I Sm 24.2).




Vou seguindo o caminho da água através de David pois acredita-se que foi por aqui que David com seus homens procurou esconderijo. Quando se lê I Sm 23.29, encontramos: “David subiu e permaneceu nas fortalezas de Ein-Gedi”. O que seriam estas fortalezas? Uma cidade murada? Algum tipo de estrutura militar? Não, não. Olho em torno e percebo que as fortalezas de Ein Gedi eram os inacessíveis refúgios nas rochas da montanha!




Aqui, posso entender muito melhor as palavras do jovem David expressas no Salmo 18.2. Para Davi, Ein Gedi significou livramento, proteção, cuidado de Deus através daquela perene fonte de água, fortaleza, refúgio:

“O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo, em quem me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação e a minha torre de protecção.”

Aqui em Ein Gedi, estas palavras assumem um sentido ainda mais forte!




Mais acima da pequena Cascata de David está a Caverna de Dodim. Lembro então da narrativa pitoresca e interessante, que bem pode ter acontecido aqui: Buscando um lugar para aliviar uma aguda pressão intestinal, o Rei Saul fez uma breve pausa em sua caça ao seu genro David, ao encontrar uma caverna nos penhascos de Ein Gedi. Entrou na caverna, e imediatamente, aproveitou a privacidade e escuridão do lugar para satisfazer suas necessidades fisiológicas (I Sm 24.3), sem saber que era assistido por David e seus soldados! Enquanto realizava sua obra fecal, Saul não percebeu que seu manto estendido no solo teve um pedaço de sua orla cortado por uma espada misteriosa.

Ao sair, o Rei Saul foi surpreendido pelo grito de David que com uma ponta de seu manto na mão, ratificava sua lealdade e fidelidade. 



Não podemos deixar de falar sobre outra citação importante feita no texto bíblico acerca de Ein Gedi. Trata-se de um trecho do Cântico dos Cânticos:


“O meu amado é para mim como um ramalhete de flores de hena das vinhas de Ein Gedi” (Cant 1.14).


As vinhas incluem uvas, mas não se limitam a essas frutas. Segundo o texto havia em Ein Gedi plantações de hena, cujas flores juntas num ramalhete eram sinónimo de beleza, o que mais alto poderia existir em padrão estético. Hena é uma especiaria ainda hoje utilizada como matéria-prima para produção de cosméticos. As flores de Hena de Ein Gedi eram as melhores das melhores...
Escavações em Ein Gedi encontraram instalações industriais nas casas, as quais foram interpretadas pelos arqueólogos como oficinas para preparação de um produto exclusivo – talvez um perfume de bálsamo, o qual, pelo que se sabe, foi o produto mais importante dessa região durante o período do segundo templo.
Além de tudo, Ein Gedi era a Paris dos cosméticos de Israel... a Sulamita sabia o que dizia, em comparar as flores de Ein Gedi com a beleza do seu amado. Ninguém melhor de que uma mulher para avaliar tais coisas!



Fontes:

O dia de Hoje na História Judaica:



Um lugar chamado Ein Gedi

Kibutz de  Ein Gedi

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Pequena amostra do grande legado de Sefarad!




Capitel bilingue


Com a invasão islâmica, que começou em 711, o judaísmo em Espanha começa uma das páginas de ouro da Sefarad pelo grande desenvolvimento alcançado no campo da política e da cultura. Testemunhando o nascimento de importantes bairros judeus como Lucena, Córdoba, Valência, Toledo, Sevilha, etc. Como cristãos, foram considerados "pessoas do livro" ou dhimmis, pelo que a sua situação religiosa era permitida e protegida em al-Andalus. Logicamente sofreu muitas limitações que são continuamente repetidas na legislação, apesar de tudo, a sua condição dependia fortemente dos governantes.


Mapa Mundo de Cresques Abraham do Sec. XIV


Em qualquer caso, as sinagogas não podiam ser construídas à vontade, e nem poderiam estar próximas dos edifícios circundantes. Em numerosas ocasiões leis promulgadas requerem uma “capa” especial para ser facilmente distinguidas, os judeus não podiam ocupar cargos públicos, deveriam recitar as suas orações em silêncio e nem poderiam andar a cavalo entre outras proibições.
No que diz respeito as suas ocupações na sociedade andaluza, em muitos casos, chegaram a ocupar posições de grande significado, e alguns foram conselheiros dos governantes, como no caso de Nagrela taifa de Granada. Também foram importantes os médicos, astrónomos, artesãos, contadores ou comerciantes.


Astrónomos discutindo


A chegada dos muçulmanos permitiu a renovação intelectual dos judeus sefarditas. Sua arabização pronta e relações intensas entre todo o Islão, abriu as portas a um mundo enorme e permitiu-lhes participar fortemente nas novas correntes de pensamento, não só aos árabes, mas também aos judeus da Pérsia. Assim começou um período de cerca de dois séculos (X-XII) em que os judeus espanhóis escreveram as páginas mais belas da cultura sefardita e demonstraram o grande desenvolvimento alcançado em teologia, filosofia, gramática, poesia, medicina, etc.


Ver mais em:

http://cvc.cervantes.es/artes/sefarad/sefardita/introduccion.htm



Sinagoga Kahal Kadosh Shaare Shalom - Jamaica




Kahal Kadosh Shaare Shalom "Sagrada Congregação das Portas de Paz", também conhecida como a Congregação unida de Israel, é uma sinagoga histórica na cidade de Kingston, na ilha de Jamaica. Hoje, destaca-se pelo facto de ser a única casa de culto judaico em todo o país.


Com o influxo de judeus para a Jamaica no século XVII, várias sinagogas foram construídas em toda a ilha em cidades como Montego Bay, Spanish Town, Port Royal, e Kingston. Originalmente, duas sinagogas foram construídas em Spanish Town, a sefardita Neveh Shalom ("Habitação da Paz") consagrada, em 1704, e a Ashkenazi Mikveh Yisrael ("Esperança de Israel") erguida em 1796. Estas duas congregações mais tarde fundem-se com os judeus que começaram a migrar de Spanish Town para Kingston, a nova capital. 


Tal como em Spanish Town, em Kingston também existiram duas congregações, uma sefardita e outra asquenaze. As tentativas iniciais para formar uma fusão foram infrutíferas. A Congregação Unida de Israel construíu originalmente a sinagoga Shaare Shalom em 1885, mas um terremoto destruiu-a completamente. O edifício foi reconstruído pelos irmãos Henriques em 1912. Esta estrutura contínua de pé. Em 1921, a comunidade Ashkenazi fundiu-se com a Sinagoga Shalom Shaare para formar uma congregação unificada, que continua a existir até hoje.



Em 23 de Março de 2002, o líder da Nação do Islão, Louis Farrakhan visitou a sinagoga Shaare Shalom, foi a sua primeira visita a uma sinagoga na tentativa de reparar a sua relação controversa com a comunidade judaica. Farrakhan foi aceita para falar na Shaare Shalom que fica no país de origem do seu pai, depois de lhe ter sido rejeitada a entrada em sinagogas americanas, muitos das quais tinham receio que a sua presença transmitisse uma imagem negativa para a Comunidade Judaica.



A sinagoga pode acomodar mais de 600 pessoas para os serviços. O piso do santuário é coberto de areia (a partir do costume sefardita) para lembrar as pessoas da época em que os judeus cobriam os pisos de areia para abafar o som de suas orações durante a Inquisição Espanhola/Portuguesa. O santuário também possui um órgão de tubos 52-stop. Embora seja uma comunidade ortodoxa, a sinagoga Shaare Shalom permite um serviço liberal-conservador incorporando orações em Hebraico e Inglês.

Concerto de Della Manley

A congregação mantém a Academia Hillel, uma das escolas preparatórias de topo na Jamaica. A escola tem um registro total de mais de 800 alunos e mantém um estado de não-confessional. Além disso, também mantém um museu de história judaica jamaicano ao lado da sinagoga. Como um colecionador de história Judaica de toda a ilha, é considerado um dos mais belos acervos históricos do Caribe.


A comunidade judaica moderna na Jamaica consiste de aproximadamente 250-300 judeus.




Fontes:




O dia de hoje na História Judaica – 17 Adar 5773


A Fuga dos Sábios da Torá (cerca do ano 75 A.E.C.)

 

Alexandre Janeu (também conhecido como Alexandre Jannai/Yannai; em hebraico אלכסנדר ינאי), foi o rei da judeia entre os anos 76 -103 A.E.C. Era filho de João Hircano, ele acabou por herdar o trono do seu irmão Aristóbulo I, e acaba por casar com a viúva do seu irmão, Shlomotzion, ou Shelomit, também conhecida por Salomé Alexandra, de acordo com a lei bíblica de Yibbum (“levirato”).
 

No ano 91 AEC, Alexandre Yannai da família hasmoneana sucedeu seu irmão Yehuda Aristoblus no trono da Judéia. Alexandre Yannai era saduceu, e perseguiu violentamente os fariseus. A certa altura do sangrento reinado, após uma vitória que ele conseguiu no campo de batalha, convidou todos os eruditos de Torá para uma festa. Durante o banquete ele foi negligenciado por um dos convidados, o que o levou a executar todos os eruditos de Torá que tinham comparecido. Uns poucos sábios conseguiram escapar para a cidade de Sulukus, na Síria. Ali, também, encontraram inimigos anti-semitas que assassinaram muitos dos sábios exilados. O punhado de sábios sobreviventes precisou se esconder, encontrando refúgio na casa de um homem chamado Zevadai. Na noite de 17 de Adar eles escaparam da cidade hostil de Sulukus.
Estes eruditos que sobreviveram terminaram por reviver o Judaísmo da Torá. A data em que escaparam das garras da morte foi estabelecida como dia de celebração.

Seu nome hebreu seria provavelmente "Jonathan", ele pode ter sido o Sumo-sacerdote Jonathan, em vez de seu tio-avô com o mesmo nome, que estabeleceu a fortaleza de Masada. Sob o nome "King Yannai", ele aparece como um tirano maligno no TalmudEle está entre as figuras históricas mais coloridas, apesar de ser pouco conhecido fora da história especializada. Ele e a viúva de seu irmão (que se tornou rainha reinante depois de sua morte) tiveram um impacto substancial sobre o posterior desenvolvimento do judaísmo. 

Janeu expandiu o Reino Hasmoneus e estabeleceu a cidade de Gamla em 81 a.e.C, como capital e que é agora conhecida como a Colinas de Golã.



A cunhagem de Alexandre Janeu é característica ao início da cunhagem judaica onde  evitou representações humanas ou de animais, em oposição ao grego circundante. A cunhagem judaica focava-se em símbolos naturais, como a palmeira, romã, a estrela, ou outros símbolos, como o Templo, Menorá , trombetas ou cornucópias.

 

Alexandre Janeu é o personagem principal da novela O Rei de carne e sangue , editada em Israel pelo romancista Moshe Shamir, um romance que foca muitos aspetos sobre a política de Israel de 1950.
Como  marido da rainha Alexandra Salomé, ele também é um personagem na novela Rainha dos judeus por Judy Petsonk (2012).
 


Fontes: