quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Curta-metragem do Chanucá!



Mensagem

Lições de Chanucá

Pare o Sevivon!
Pare o Sevivon!
Por Naftali Silberberg
E é exatamente disso que trata Chanucá. Há cerca de 2.100 anos o sevivon coletivo de nossa nação sofreu uma parada brusca, e as letras divinas que animam e dirigem toda a criação ficaram à mostra. Durante oito dias, o brilho da Menorá do Templo iluminou uma realidade que os gregos tinham tentado obscurecer: há uma mão que controla todo evento e ocorrência.
A Chama Piloto
A Chama Piloto
Por Rabino Simon Jacobson
Se olharmos atentamente para os detalhes de Chanucá – a Menorá, a história, o número de chamas – eles podem revelar a natureza de nossa alma.
Uma Mensagem Universal
Uma Mensagem Universal
Chanucá contém uma mensagem universal para todos os povos de todas as fés - uma mensagem de liberdade, da vitória do bem sobre o mal, da luz sobre as trevas.
A Lição Através da Luz
A Lição Através da Luz
Embora Chanucá seja celebrada apenas durante oito dias no ano, a mensagem da festa e de suas luzes são válidas o ano inteiro.
Luzes
Luzes
Chanucá transforma a Menorá, de instrumento para disseminar a luz do dia, em instrumento para extrair a essência luminosa da escuridão em si.
Mensagem do Rebe
Mensagem do Rebe
"Maravilha das maravilhas! Os enormes exércitos sírios são vencidos e o vasto império é derrotado. Nossa vitória é completa."
A Luz Fala
A Luz Fala
Sou pura, e mantenho minha pureza onde quer que eu vá. Os raios que penetram uma masmorra imunda são tão puros quanto aqueles que inundam um palácio de mármore branco.
Uma Ponte para o Nosso Tempo
Uma Ponte para o Nosso Tempo
Por Rabino Shabsi Alpern
Os Macabeus lutaram por aqueles ideais e valores que tornaram o judaísmo "único" – amor e louvor a D’us, santidade e humildade, amor ao próximo, busca da justiça.
Quebrar Recordes
Quebrar Recordes

Por Rabino David AzulayEm resumo, superar os limites da alma não é tarefa simples, mas é nosso desafio diário. Aliás, foi esta a grande vitória alcançada pelos macabeus contra os helênicos, que cultuavam o corpo, na história de Chanucá.
Conservar o Azeite Puro
Conservar o Azeite Puro
Chanucá nos lembra que o maior perigo na vida judaica não é a ameaça de sua supressão ou de sua extinção completa, mas antes, a tendência de profaná-la alimentando sua Menorá com óleo impuro.

 Fonte:

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O dia de hoje na História Judaica



Em 21 de Kislev do ano 3448 da Criação (313 AEC) ocorreu o encontro histórico entre Shimon HaTsadic e Alexandre o Grande da macedônia.
 
    Os samaritanos, inimigos dos judeus, tinham convencido Alexandre que a recusa dos judeus em colocar sua imagem no Templo era um sinal de rebelião contra sua soberania, e que o Templo Sagrado devia ser destruído. O Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) da época era Shimon HaTsadic, o último dos “Homens da Grande Assembleia” que reconstruiu o Templo Sagrado e revitalizou o Judaísmo sob Ezra.
 
    Em 21 de Kislev Alexandre marchou para Jerusalém como chefe do seu exército; Shimon, vestido com as roupas de Sumo Sacerdote e acompanhado por uma delegação de dignitários judeus, foi cumprimentá-lo. Os dois grupos caminharam um na direção do outro durante toda a noite; encontraram-se ao romper do dia.
 
    Quando Alexandre contemplou a visão do Sumo-sacerdote, desmontou do cavalo e inclinou-se respeitosamente; explicou aos seus homens que com frequência tinha visões de um homem semelhante liderando-o em batalhas. Shimon HaTsadic levou o imperador ao Templo Sagrado e explicou que o Judaísmo proíbe que se exponha qualquer imagem’ ele ofereceu-se para dar o nome de Alexandre a todos os filhos meninos que nascessem aos sacerdotes naquele ano como demonstração de lealdade ao imperador (por isso Alexandre tornou-se um nome comum entre os judeus). A trama da samaritana foi desmantelada, e 21 de Kislev declarado um feriado. (Talmud Yoma 69 a) Segundo uma versão alternativa, este episódio ocorreu em 25 de Tevet.
 
Fontes:
 
Ler mais em:
 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

SEFARDITAS NO IMPÉRIO OTOMANO (IV Parte)




ENTRE A QUEDA DO IMPÉRIO E A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
 
A Baía de Salónica
 
    Como já vimos, o império otomano começou a corroer-se por dentro ao longo do século XVIII. Em finais do século XIX começou a desmoronar-se. Salónica, conhecida por “A Jerusalém dos Balcãs”, parece alheia a tudo isto. Edgar Morin no seu livro “Vidal e os seus” (que trata da biografia de seu pai, um sefardita de Salónica), diz-nos que em 1852 chega ao porto o primeiro navio a vapor; de 1877 a 1888 uma rede de caminho-de-ferro uniu Salónica a Skopje, primeiro, depois à rede sérvia e ao Ocidente. O Expresso do Oriente passou a ligar Londres, Paris, Viena, Belgrado, Salónica e Istambul. Em 1890 começa a instalação de gás de cidade; em 1893, a das linhas de tramways e em 1896, a da distribuição de água potável.
 
Judeus sefarditas, Salónica, 1917
 
    Com a melhoria das condições de vida, Salónica passa de 50000 habitantes em 1865, para 170000 em 1912. As proporções são de 56% de sefarditas, com 12 escolas e 32 sinagogas, 20% de turcos, 20% de gregos, 4% de búlgaros e outros.
     Salónica é como uma pequena pátria para os sefarditas. Toda a cidade vive ao ritmo da sua maioria sefardita que impõe o feriado ao sábado.
 
1912, a Grécia vence os Turcos em Salónica
 
Mas a Revolução dos Jovens Turcos, a desintegração do Império Otomano e finalmente a conquista da cidade pela Grécia, vão desagregar a pequena cidade-pátria salonicense. Em 1931, depois dos motins antissemitas, muitos judeus emigram para a Palestina, França e Estados Unidos da América.
 
Jovem judeu detido pelas forças nazis, Salónica, 1942
(Deutsches Bundesarchiv)
 
 
    O último golpe, e o mais duro, acontece em plena Segunda Guerra Mundial. Em 1941 a Alemanha nazi ocupa a Grécia e posteriormente começa a deportar os judeus para campos de extermínio. Serão assassinados cerca de 60000, sendo a maioria de Salónica. Dos 42830 judeus de Salónica, quase todos deportados para Auschwitz-Birkenau, sobreviveram 1950. A Grécia construiu um pequeno memorial público aos judeus gregos, 54 anos após a guerra e depois de dez anos de negociações.
 
Família Touriel, 1924, Ilha de Rodes
 
    Desde 1923 e de acordo com o Tratado de Lausanne (que veio ratificar o de Sèvres), que a Ilha de Rodes se encontrava sob administração italiana. Em 1936, o governador fascista Mario de Vecchi implementou um conjunto de leis antijudaicas, chegando ao ponto de usar cem lápides de túmulos do cemitério judaico para a construção da sua nova residência. Em 1939, umas centenas de judeus conseguiram embarcar num navio que fazia o transporte ilegal de judeus para a Palestina. Em 1942, o novo governador da ilha, almirante Campione, tentou proteger os judeus, revogando várias medidas antissemitas. No entanto, e apesar da queda de Mussolini em 1943, os alemães nazis ocuparam a ilha em 1944, iniciando a deportação da comunidade judaica.
 
Tanques nazis na Ilha de Rodes, 1944
 
    Dois dias depois de os alemães ocuparem a ilha, o cônsul geral da Turquia, Selahhatin Ülkϋmen, intercedeu corajosamente pelos judeus turcos, conseguindo salvar 42. Os restantes 1676 foram deportados para Auschwitz. Sobreviveram 151.
     Muito haveria ainda a dizer sobre o trágico destino das comunidades judaicas da antiga Jugoslávia, Bulgária, ou Roménia. Lembremos que em 1940 viviam nos países balcânicos cerca de 253 mil judeus. Destes, 228 mil, ou seja, 90% pereceram na Shoá.
 
“Que a tua lembrança seja amor -
A História de Ovadia Baruch”
 
 
    O filme “Que a tua lembrança seja amor – A História de Ovadia Baruch” (um judeu sefardita de Salónica, que sobreviveu a Auschwitz) faz parte do projeto “Testemunhos e Educação”, uma produção conjunta do Instituto para o Estudo do Holocausto no Yad Vashem e o Centro de Multimédia da Universidade Hebraica de Jerusalém. Propomos a visualização de dois pequenos excertos deste filme:
 
 
Ovadia Baruch - No Museu Judaico e na Sinagoga em Salónica
 
 
 
Ovadia Baruch - Chegada a Auschwitz
 
 
 Vamos a murir avlando nuestra lingua
 
Placa em ladino, Auschwitz-Birkenau
 
     Em Março de 2003, no aniversário dos 60 anos da chegada dos primeiros deportados de Salónica, foi colocada uma placa em ladino, que reza assim:
 
 
KE ESTE LUGAR, ANDE LOS NAZIS EKSTERMINARON UN MILYON/ I MEDYO DE OMBRES, DE MUJERES I DE KRIATURAS/ LA MAS PARTE DJUDYOS/ DE VARYOS PAYIZES DE LA EVROPA/ SEA PARA SEMPRE, PARA LA UMANIDAD/ UN GRITO DE DEZESPERO I UNAS SINYALES.
AUSCHWITZ-BIRKENAU
1940-1945.
 
     Os sefarditas organizaram várias sublevações em Auschwitz. Salvador Santa Puche, investigador do percurso dos sefarditas no Holocausto, recolheu o seguinte testemunho de uma sobrevivente daquele campo: «Si mos van a matar a todos (…) vamos a murir avlando nuestra lingua. Es la sola koza ke nos keda i no mos lo van a tomar!» De facto, os sefarditas usaram a sua língua ancestral, o ladino ou judeo-espanhol, como arma de resistência. “Arvores yoran por luvyas” é uma cantiga sefardita medieval, transformada em hino contra os verdugos alemães. Na imagem em baixo, vemos a cantora Flory Jagoda, cantando “Arvores yoran por luvyas”, na cerimónia da dedicação da placa em judeo-espanhol, que teve lugar em Auschwitz em Março de 2003.
 
Flory Jagoda em Auschwitz cantando “Arvores yoran por luvyas”
 
     Lembrar a tragédia de milhões de seres humanos vítimas de perseguições, é uma obrigação. Mas viver cada dia das nossas vidas com a convicção de que “a terra prometida está dentro de nós”, é com certeza uma maneira de honrar a memória daqueles que pereceram vítimas do preconceito antissemita. Flory Jagoda é disso um exemplo.
     Flory Jagoda é uma compositora e intérprete norte-americana, que tem pautado a sua vida e carreira musical em defesa da música sefardita e da língua da sua infância – o judeo-espanhol ou ladino. Nasceu em Sarajevo, na Bósnia e Herzegovina, no ano de 1925. Cresceu na pequena cidade de Vlacenice, rodeada dos avós, tios, tias, primos e primas – a família Altaras -, uma família sefardita de tradição musical. Durante a Segunda Guerra Mundial esteve internada num campo da ilha de Korčula, na Dalmácia. De lá conseguiu fugir com os pais para Itália, onde conheceu Harry Jagoda, então militar dos EUA, com quem veio a casar. Após a guerra, regressou à sua cidade natal para saber da família. As poucas provas encontradas indicam que a família Altaras, 42 pessoas, foi sumariamente fuzilada na quinta onde vivia.
     Flory Jagoda encontrou na música um caminho para homenagear a família que perdeu, cantando as cantigas que aprendeu com a sua avó – Nona Luna -, e compondo outras ao estilo sefardita.
     Em 2002 recebeu dois prestigiados prémios – National Heritage Fellowship e National Endowment for the Arts -, pela sua dedicação à música sefardita e à defesa do ladino ou judeo-espanhol.
     Chanucá está a aproximar-se e bem a propósito, propomos uma cantiga alusiva a esta festividade, da autoria de Flory Jagoda: “Ocho Kandelikas”.
 
 
Los Desterrados cover Flory Jagoda’s lovely Chanuhah song in their own inimitable fashion
 
1 - Chanukah linda esta aki, ocho kandelas para mi,
Chanukah linda esta aki, ocho kandelas para mi.
 
Refrão - Una kandelika, dos kandelikas, tres kandelikas,
kuatro kandelikas, sinko kandelikas,
seis kandelikas, siete kandelikas,
ocho kandelas para mi.
 
2 - Muchas fiestas vo fazer, com alegrias i plazer
Muchas fiestas vo fazer, com alegrias i plazer
 
3 - Los pastelikos vo comer, com almendrikas i la miel
Los pastelikos vo comer, com almendrikas i la miel
 
Nota: link para um artigo da revista eSefarad sobre Flory Jagoda
 
 
Este é o quarto e último artigo sobre o tema:
 
 SEFARDITAS NO IMPÉRIO OTOMANO”
Todos eles, como é do vosso conhecimento, foram elaborados por
Sónia Craveiro,
a quem desde já deixo o meus sinceros agradecimentos.
Muito obrigada
 
Beijinhos
 
Fontes:
MORIN, Edgar, VIDAL E OS SEUS, Instituto Piaget;

 

domingo, 2 de dezembro de 2012

Os fantasmas do III Reich!




"Only the guilty are guilty, not their children."


Elie Wiesel




Documentário revela os fantasmas que rondam descendentes dos nazis.
RODRIGO SALEM
DE SÃO PAULO

A ideia da brasileira Claudia Ehrlich Sobral era simples. Tirar dois dias de descanso do seu trabalho como pesquisadora numa produtora de documentários em Roma para assistir a um jogo do Brasil na Copa da Alemanha, em Junho de 2006.
Mas, assim que chegou a Berlim, os seus planos mudaram radicalmente.
"Eu senti-me muito mal. Fiquei surpresa com meus sentimentos. Olhava para as pessoas e pensava o que os pais e os avôs delas tinham feito durante a Segunda Guerra. Mudei a passagem e voltei logo depois do jogo", lembra Sobral, judia descendente de segunda geração de sobreviventes do Holocausto.
"Precisei lidar com os meus próprios fantasmas", diz.
O oficial nazi Arthur Wollschlaeger, condecorado pelo próprio Hitler, escondia o passado do filho Bernd.



A maneira que ela encontrou para exorcizar essas "assombrações" foi escrever e dirigir um filme sobre descendentes de oficiais nazistas e a maneira como eles lidam com essa herança.
O resultado é "Os Fantasmas do Terceiro Reich", um documentário média-metragem feito para a TV que é um dos destaques do 16º Festival de Cinema Judaico de São Paulo, que tem início amanhã e acontece até domingo (12/8).
O filme mostra um ponto de vista incomum sobre o legado da Segunda Guerra.
Há, sim, uma obrigatória aula sobre o cenário de guerra entre 1939 e 1945, mas o foco aqui repousa em três poderosos personagens: o filho de um oficial nazi que foi viver para Israel e converteu-se ao judaísmo, a sobrinha-neta de um dos oficiais da elite de Hitler e a neta do criador de uma técnica de tortura praticada nos campos de concentração.
"Eu queria três pessoas com experiências diferentes. Após 70 anos, é impressionante como o legado nazi ainda está presente na vida das pessoas. Fiquei surpresa", conta a cineasta, que dirige seu primeiro filme em parceria com o italiano Tommaso Valente.

Bernd Wollschlaeger, filho de Arthur Wollschlaeger.
Essa herança maldita atingiu o trio em diferentes proporções. Bernd Wollschlaeger, filho de um oficial condecorado por suas incursões no comando de um tanque de guerra, descobriu que o pai fez parte do exército nazi e revoltou-se. Foi morar em Israel,  converteu-se ao judaísmo e escreveu o livro "A Vida de um Alemão", publicado no Brasil pela editora Imago.
Bettina Göring, é sobrinha-neta de Hermann Göring.

Bettina Göring é a sobrinha-neta de Hermann Göring, arquiteto da Gestapo e da "solução final aos judeus" e sucessor de Hitler.
Um dos momentos mais impressionantes do filme mostra uma entrevista de Hermann Göring, que suicidou-se às vésperas de sua execução, em 1946, dizendo:
"Hereditariedade é mais importante que o ambiente. Crianças podem lembrar mais seus avós que os próprios pais".



Ela e o irmão, não retratado no documentário fizeram operações para não terem filhos. "Eles cortaram a linha de sangue", ressalta Claudia.

 
Wilhlem Boger
A terceira personagem, Ursula Böger, é a mais abalada. Ela sempre soube que seu avô esteve em Auschwitz, mas descobriu adulta que ele foi responsável por uma versão mais cruel do "pau de arara", chamada de "Tortura Boger".
"Ursula foi a mais difícil de entrevistar. A família dela era contra, não conversa sobre o assunto e foi a única que não cedeu fotos. Fiz várias viagens para convencê-la a falar", conta Sobral, que entrevista ainda Samson Munn, um parente de vítimas do Holocausto que organiza encontros anuais com o "outro lado".
"Queria mostrar que esse conflito não é nosso. Nós não somos vítimas e eles não são vilões", diz a cineasta, que, depois do filme, conseguiu voltar a Berlim com outro sentimento: "Foi tranquilo".


 
Fontes:

sábado, 1 de dezembro de 2012

A sua semana não precisa de ser cinzenta...


Shavua Tov!
 
Troque os seus lamentos:
“Não me apetece”, “está frio”, “está a chover”, “dói-me aqui e ali”, “fizeram-me isto e aquilo”.
 
Por:
 
“Estou vivo”, “obrigado por mais um dia”, “vou ter tempo para realizar mais um sonho”, “hoje vou aprender”, “vou poder estar com quem gosto”, “vou poder abraçar e beijar”, “ouvir música e ler”, “ver um filme ou viajar”.
 
E sorria!
 

Fontes:

Pintura de: Kal Gajoum